Feriados - 2019 - Brasil

      É... janeiro acabando, quem pôde viajar renovou as energias para enfrentar o ano que se inicia e quem ficou em casa planejando a próxima data possível para uma escapadinha já deve ter percebido que 2019 está bem 'minguado' de feriados proveitosos para se esticar o final de semana em um ou dois dias. Afinal, feriado em dia que já é vermelho na folhinha (sábados e domingos) não resolve a vida de quem quer uns dias de folga para viajar, não é?
Calendário janeiro/2019
         Nem o carnaval colaborou. Se no Brasil o ano começa mesmo só depois dele, então 2019 seguirá firme apenas a partir de março. Por isso é preciso programar bem as viagens em períodos 'sem férias' para que seja possível usufruir de alguns dias de descanso. Algumas sugestões:
Calendário fevereiro/2019
- De 29 de março a 1º de abril - Para quem tem direito a faltas abonadas no trabalho, que por lei podem ser usufruídas apenas uma vez por mês, é uma boa oportunidade para esticar o final de semana em 2 dias, abonando na sexta (29/03) e na segunda-feira (1º/04) e aproveitando as promoções de baixa temporada.
Calendário março/2019
- De 18 a 21 de abril - Algumas repartições começam o feriado da Páscoa na quinta-feira, o que nos dá 4 dias de folga. No entanto, os preços não estarão muitos convidativos, já que muita gente vai querer aproveitar esse feriadão. Se essa também é sua ideia programe-se o quanto antes e faça suas reservas. Quanto mais próxima a data, mais altos os preços.
Calendário abril/2019
- De 27 de abril a 02 de maio - Se por acaso você é um sortudo que consegue folgar dois dias seguidos do trabalho (não vale inventar doenças!!) pode esticar desde o final de semana (27 e 28/04) até a quarta-feira do Dia do Trabalho (1º/05) e com aquela falta abonada dá pra voltar pra casa só em 02/05: viagem de 6 dias!! Mas quem consegue essa proeza?! Quem passa os domingos de eleição trabalhando para o Cartório Eleitoral. Para cada dia trabalhado são dois dias de folga no trabalho garantidos por lei. Como as eleições de 2018 foram em dois turnos, os mesários de todo país têm direito a 4 folgas. (Sim!! Eu sou mesária e minhas folgas são sempre convertidas em viagens)
Calendário maio/2019
- De 31 de maio a 03 de junho - Mais um final de semana prolongado para quem pode dar uma falta abonada na sexta-feira (maio) e na segunda-feira (junho). Em baixa temporada é tudo de bom!

- De 20 a 23 de junho - Feriadão de Corpus Christi. De quinta-feira até domingo para quem tem ponto-facultativo na sexta.
Calendário junho/2019
- Julho é mês de férias escolares e para os paulistas ainda há o feriado de 09/07 (Revolução Constitucionalista) que cairá numa terça-feira. Será que até aqui ainda sobrou alguma folga para emendar a segunda-feira? Quem sabe um ponto facultativo na segunda-feira salva a sua viagem?
Calendário julho/2019
- De 30 de agosto a 02 de setembro - Sou otimista, não acredito que agosto seja mês de desgosto, mas uma coisa é fato: data boa para viajar só no último dia do mês (sexta-feira), para quem pode se programar para abonar também na segunda-feira. Baixíssima temporada, ótimos preços... se o dólar ajudar. Oh, Sete de Setembro!! Por que nos abandonaste?!!
Calendário agosto/2019
- De 28 de setembro a 1º de outubro - Dobradinha de uma abonada em cada mês para esticar o final de semana até a terça-feira. Mas gente, mesmo quem tem esse direito são só seis por ano, tá? É preciso escolher bem quando usar o benefício e se lembrar de outras situações em que há necessidade de faltar do serviço. Já pensou amanhecer com piriri??
Calendário setembro/2019
- De 12 a 15 de outubro - Com o Dia da Padroeira do Brasil no sábado, o feriado 'miou'. A não ser para quem espera pelos feriados escolares, já que o Dia do Professor (15/10) cai na terça-feira, quem sabe se arranja aquele jeitinho na segunda? Essa é a cada vez mais famosa 'semana do saco cheio'.
Calendário outubro/2019
- De 31 de outubro a 03 de novembro - Mais um feriado no sábado, mais uma possibilidade de dobradinha mês-a-mês: quinta-feira (outubro) e sexta-feira (novembro).

- De 15 a 17 de novembro - Finalmente um outro feriado em que a grande maioria dos brasileiros poderá usufruir do feriado prolongado!! Em algumas cidades e/ou Estados também é feriado em 20/10 (Consciência Negra) e muita gente tentará a emenda de segunda e terça com o feriado da quarta-feira. Os preços provavelmente estarão em alta, por isso, programe-se com antecedência.
Calendário novembro/2019
- Natal (25 de dezembro) - Bem no meio da semana, mas com férias coletivas, folgas no dia 24 ou 26/12 e tudo em ritmo mais lento (menos no comércio) para permitir que se viaje para principalmente rever familiares.
Calendário dezembro/2019
      Sim, vai ser um ano meio difícil, mas nunca é impossível! E se nas suas resoluções de Ano Novo estava a promessa de que 'nesse ano' você vai para a Disney, dê uma olhada também nos feriados dos Estados Unidos e evite-os pois os parques estarão lotados.

Feriados - 2019 - EUA
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Av. Paulista vista desde o mirante do Sesc

       Eu nasci na capital paulista, mas sou uma paulistana desgarrada, morando no interior do Estado desde criança, porém, sempre apaixonada pela 'terra da garoa'. No aniversário de 465 anos da metrópole mais populosa da América do Sul, quero relembrar um texto de Marcelo Rubens Paiva, publicado no jornal Folha de São Paulo, em 24/01/2004, com a proposta de responder se "É bom morar em São Paulo?". Veja o que o autor respondeu:

Eu amo essa cidade

         Eu amo São Paulo. Nasci aqui, quando ela era ainda uma fria cidade organizada - o centro era no centro, nos bairros as pessoas moravam -, provinciana, de muitas casas com quintais, sua noite era do silêncio, quando havia mais praças do que avenidas e aos fins de semana não havia o que fazer. Já morei em outras cidades, até na mais linda de todas, o Rio de Janeiro. Mas sempre volto. Pior: com saudades.
       Como escritor, eu poderia morar em qualquer canto bucólico do mundo, escrever diante de uma paisagem deslumbrante. Mas e se o computador der pau, quem conserta? E se der fome à noite, quem entrega comida? E se eu quiser pesquisar algo na biblioteca, terá alguma completa por perto? E se eu quiser relaxar e ver um filme de arte, terá algum cinema na região? E se eu quiser me inspirar e assistir a uma peça do Antunes? E se eu quiser voar e participar do teatro-ritual de Zé Celso? E se eu quiser dançar um determinado estilo? E onde estarão os amigos de todas as partes do Brasil? E uma padoca aberta de madrugada, quando bater a insônia? E uma festa maluca, que começa às 2h, num galpão abandonado? E quando trouxerem uma exposição sobre a China, ela estará por perto? E haverá uma feira de livros com todas as editoras representadas? Aliás, dará para eu comprar livros a qualquer hora do dia? E se eu quiser um mojito cubano? Ou o novo "The Strokes"? Ou uma raridade? E se eu estiver duro, terá uma peça do Mário Bortolotto custando R$ 1, ou um Shakespeare grátis no teatro do Sesi? E sebos com livros usados? E cursos grátis do Sesc? Posso ser ouvinte de uma boa universidade? Aparecer nas palestras do Instituto Moreira Salles?
      Quem decide se mudar de São Paulo deve abrir mão de tudo isso. Olha o dilema: uma vez morando nela, consegue se livrar do que faz bem à alma? Há qualidade de vida nesse paradoxo. Há também estresse sem tantos serviços. É desesperador ter uma paisagem deslumbrante, mas o computador não ter conserto.
        São Paulo não tem cara. É um caleidoscópio do caos. Por isso, fascina. Por isso, funciona. Das marginais, vê-se a cidade se acotovelar no sentido da cordilheira da avenida Paulista. Sobre ela, a indefinida cor da poluição. Lembra uma pintura de Jackson Pollock, perturbada, desordenada. Cores. Suas avenidas e ruas não seguem um padrão. Há calçadas em azul e laranja, com pedras portuguesas e de concreto. Um sobrado de cem anos é vizinho a um respirador subterrâneo e de um espigão cinza, e vêm um posto de gasolina e uma padaria com seus azulejos amarelos e um hotel em formato de melancia. Suas ruas são curvas, não fazem sentido. De repente, um túnel. Mais à frente, um elevado corta os prédios. Vêem-se, em e de suas varandas, roupas secando, crianças brincando, TVs ligadas.
       São Paulo é o mundo entre seus rios. Não existe nada igual. É única e essencial. Nas calçadas, não se estranha um negro de mãos dadas com uma loira, um japonês gordo jogando dominó com um cego, um português rindo da piada de um italiano, um índio executivo de terno e gravata falando ao celular, um árabe beijando um judeu, punks lésbicas bebendo cerveja, um camelô lendo Dostoiévski, hare krishnas paquerando patricinhas no farol, um anão carregando um trombone, um malabarista cuspindo fogo, desempregados vendendo canetas coreanas. São Paulo é sua gente.
      Em muitos bairros, ainda se diz afetuosamente "bom dia" às manhãs. Um café com leite se chama "média". O pão é crocante e feito na hora. O sol nem nasceu. Gente voltando da balada é servida no mesmo balcão que gente indo ao trabalho. E um pastel de feira não faz mal a ninguém.
      São Paulo mudou muito nas últimas décadas. São Paulo sempre muda muito. Ficou melhor e pior. Ela ganhou a violência urbana. A desigualdade nunca foi tamanha. E, para um deficiente, está sempre atrasada em relação a outras cidades, suas calçadas são difíceis, o transporte público não é adaptado. Mas ela ganhou a Mostra de Cinema, festivais de jazz, um número enorme de casas noturnas, restaurantes e livrarias. A cada ano, teatros e cinemas são inaugurados. Institutos culturais também. E quase sempre há acesso para os deficientes.
      A cidade está na rota das grandes exposições. Pina Bausch nunca deixa de se apresentar por aqui. E já vieram Nirvana, U2, até Stevie Wonder. Alguns tocam de graça no Ibirapuera domingo de manhã. Aos 15 anos, assisti a Miles Davis no Municipal. E ao balé "Sagração da Primavera" do Bolshoi. Vi Ray Charles também. Até conversei com ele no saguão do Hotel Transamérica. Conversei também com Kurt Cobain no saguão do Maksoud. Bem, entre os passarinhos do campo, o barulho do mar, as cigarras cantando, prefiro o mundo.
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Imagem de Frida Kahlo, em grafite de Sipros

        A Oscar Freire está entre as ruas de lojas mais exclusivas do mundo. Tem para São Paulo a mesma importância comercial que a Madison Avenue ou a Fifth Avenue, em New York; a Rodeo Drive, em Beverly Hills ou a Champs Elysees, em Paris. Não posso afirmar que quem vai aos Estados Unidos ou à França faça questão de conhecer esses fashion points mas, estando em São Paulo, passear pela Oscar Freire é uma boa pedida, mesmo que seja uma única vez para conhecer a rua mais famosa da capital paulista e uma das mais luxuosas do mundo.
Espaço Havaianas
         É um grande shopping a céu aberto com aquelas lojas encontradas nos melhores (e mais caros) espaços de compras. Qual a sua preferida? Roupas da Calvin Klein ou da Brooksfield? Joias H. Stern ou Pandora? Sandálias da Arezzo ou da Melissa? Delícias da Kopenhagen ou da Carlo's Bakery? Estão todas por ali. São caras demais? Também há lojas de departamento mais acessíveis como Riachuello e Forever 21, Havaianas, Lupo e outras cafeterias cheias de delícias para experimentar naquele esquema de 'pelo menos uma vez na vida'. Brincadeira, nós merecemos nos dar a esses luxos vez ou outra. Mesmo porque todos os dias, nem o bolso e nem as calorias permitem.
Kopenhagen
         A rua inteira tem cerca de 2,7km de extensão, mas as grandes marcas e as lojas mais famosas se concentram em cinco ou seis quarteirões, basicamente desde o ponto em que a Oscar Freire cruza com a Av. Rebouças (onde fica a estação de metrô Oscar Freire - Linha 4, Amarela) até a Rua Augusta. Antes da Av. Rebouças é uma rua comum, com muitos prédios residenciais, de escritórios, vários consultórios médicos e estabelecimentos comerciais sem tanto glamour. Depois da Rua Augusta ainda há algumas lojas, cafés e restaurantes que logo começam a rarear para dar lugar a hotéis e prédios residenciais. 
Carlo's Bakery -  Rua Bella Cintra
          Além da própria Oscar Freire, a região toda dos Jardins tem pontos comerciais badalados, principalmente em duas das ruas que a cruzam: a Bella Cintra e a Haddock Lobo. Na Bella Cintra, 2182 (quase esquina com a Oscar Freire), por exemplo, fica a Carlo's Bakery São Paulo, a única loja do Cake Boss Buddy Valastro fora dos Estados Unidos. Leia mais sobre ela aqui. Na região também está o restaurante Arturito, da masterchef argentina Paola Carosella (Rua Artur de Azevedo, 542) e um de seus cafés La Guapa, que serve as famosas empanadas, esse bem pertinho (cerca de duas quadras), na  Alameda Lorena, 1731, dentro da Livraria da Vila (leia mais sobre o La Guapa e suas empanadas).
Galeria Melissa
         Sim, é uma rua de lojas caras, mas nada impede de visitá-la apenas para passear, entrando de loja em loja ou apenas naquelas de suas marcas preferidas. Seja qual for sua opção, duas delas não podem faltar em seu roteiro: a Galeria Melissa (n. 827) e o Espaço Havaianas (n.1116). São lojas-conceito, em que os produtos são dispostos como se fossem obras de arte e a decoração temática sempre muda, com uma roupagem mais linda e surpreendente que a outra. Quando estivemos por lá, a Galeria Melissa estava toda em tons de vermelho e texturas imitando crochê, porém, ela já teve um poodle amarelo de cinco metros, já foi coberta por mais de 350 mil folhinhas de post-it formando desenhos, entre outras instalações e pinturas artísticas que já se alteraram mais de 30 vezes desde 2005 e são sempre motivo de curiosidade.
       No Espaço Havaianas, o pessoal do marketing também trabalha duro para inovar e colocar toda a criatividade em prática. Nós encontramos uma piscina que parecia deliciosa para se refrescar, mas era apenas uma imagem em 3D (veja a segunda foto do post). Os gringos adoram Havaianas, por isso, é muito comum ouvir outros idiomas por ali, aliás, em toda a Oscar Freire é frequente a presença de estrangeiros.
Empanadas de Paola Carosella
          Além dos cenários nas fachadas que são verdadeiras obras de arte, o grafite está presente em vários pontos e várias fotos do Instagram, Pinterest e afins destacam a arte urbana da Oscar Freire. As pinturas mais famosas estão nas lojas Iodice (n.940) e Schutz (944), que ficam uma ao lado da outra. Na Iodice, loja do marido de Adriane Galisteu, o grafite atual do artista Sipros retrata a mexicana Frida Kahlo (primeira foto), símbolo da luta pela igualdade das mulheres. Na Schutz, a parede de 5,5m x 14m apresentou de 2015 ao final de 2018, um dos murais mais fotografados de São Paulo, pintado por Eduardo Kobra, retratando Albert Einstein andando de bicicleta. No início de 2019, foi apagado e em seu lugar surgiu a palavra LOVE escrita em letras garrafais brancas sobre fundo vermelho, que tenho minhas dúvidas se será tão fotografado como o anterior.
          Enfim... na Oscar Freire pode-se passar algumas horas bem interessantes. Eu quero dar uma passadinha sempre que estou em São Paulo. E você, já conhece?
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Leia também:
- Oscar Freire e seus sabores
- Beco do Batman (grafite na Vila Madalena)
Allianz Parque

        Fui conhecer o campo do adversário, mas continuo sãopaulina de corpo e alma, embora durante todo o Allianz Parque Experience Tour o anfitrião fique repetindo que a paixão pelo clube é tão grande que contagia e no final do passeio os 30% de visitantes não-palmeirenses já estarão convertidos e beijando o escudo. E olha que tomei até a garrafinha d'água distribuída durante o tour, mas nada mudou: meu coração continua batendo pelo Tricolor do Morumbi. No entanto, confesso que sou bastante simpática ao verdão e considerei a visita bem agradável, lá também estavam corinthianos, santistas, botafoguenses... e todos igualmente bem tratados na 'arena mais moderna da América Latina'.
Allianz Parque

       Se o título de 'arena mais moderna', anunciado várias vezes durante o tour, se sustenta... não sei; mas certamente a terceira reforma pela qual passou o antigo 'Parque Antártica', que o manteve fechado de 2010 a 2014, trouxe a tecnologia mais moderna disponível: o estádio é totalmente acessível a cadeirantes, subimos até os andares mais altos (5º andar) por escada rolante e a acústica foi elogiada por artistas como Paul MacCartney, Andrea Bocelli e o grupo Coldplay. 
          O revestimento metalizado do estádio são placas de aço super finas que exercem várias funções. Além de embelezar,  têm furos que permitem a entrada de luminosidade, protegem os corredores da chuva, que faz a auto-limpeza dessas placas, e ainda impedem o vazamento do som.  
Allianz Parque

        Os dois telões nas extremidades do campo possuem cada um os incríveis 100 metros quadrados e as informações sobre suas medidas rendem a piada de que é por isso que o Palmeiras não contrata Cristiano Ronaldo, pois ele ficaria admirando sua própria imagem e se esqueceria de jogar. Já os diferentes tons das cadeiras são para dar efeito de preenchimento quando são mostradas na TV, embora, segundo os palmeirenses, isso nem seria necessário, pois as arquibancadas do Allianz Parque estão sempre cheias. Mais uma piadinha do verdão? O guia-anfitrião nos avisou que mostraria o camarote exclusivo do Valdívia e fez isso quando passamos pelo Departamento Médico.
       Todas essas informações são passadas na primeira parte do tour (que dura entre 1:30h e 2h no total), com os visitantes acomodados nas arquibancadas,  depois a visita ainda segue, entre outras dependências, para os camarotes, sala de imprensa, sala Joelmir Betting (aquecimento), vestiários e túnel de acesso ao gramado, no qual não se pode pisar, assim como em qualquer outro campo oficial. Eu acreditava que isso se devia ao cuidado com a preservação da grama, mas ali a informação é que trata-se de uma regra da Fifa. Não sei...
Sala Joelmir Beting
        A sala de aquecimento é linda, com todos os versos do hino contornando o espaço. Recebe o nome de Joelmir Beting, pois o ilustre torcedor, deixou de ser jornalista esportivo por paixão ao Palmeiras, já que não conseguia ficar isento durante a narração dos jogos. Além disso, é autor da frase que também já foi registrada nos antigos vestiários "Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... É simplesmente impossível."
        Acredito que seja mesmo, pois apesar das imagens lindíssimas dessa sala, com momentos marcantes da história do time, achei uma parte um tanto cansativa da visita o guia explicando foto por foto que recobre as paredes da sala. Talvez por não ser palmeirense, embora alguns visitantes de camisa verde também estivessem dispersos, principalmente as crianças.
Arquibancadas do antigo Parque Antártica
          Outra parte 'chatinha' do tour (de novo: talvez por eu não ser palmeirense) são os espaços para fotos: na sala de imprensa e no gramado junto à taça Libertadores da América. Nesses locais não é permitido fotografar com o próprio equipamento, pois são feitas as fotos que serão vendidas no final do tour. Acontece que é possível a todos os visitantes fazerem as fotos e só depois decidirem por comprá-las ou não, o que em um grupo grande resulta em uma boa fila ou tempo ocioso. O grupo em que eu estava tinha mais de 70 pessoas e, pelo que vi, não há limite para cada tour: chegou na hora, entra. A recomendação é estar na bilheteria com meia hora de antecedência.
           Por falar em ingressos, o do Allianz Parque foi o tour mais caro que fiz em estádios oficiais (e conheço vários), com variação de preços em dias úteis ou nos finais de semana, mais caro que o Maracanã! Mas tá valendo.
Allianz Parque

           Apesar de toda tecnologia, o time apega-se às tradições e na reforma do estádio conservou um trecho das antigas arquibancadas sob as novas (veja foto) para preservar a memória das grandes conquistas ali presenciadas, é o coração do estádio e pode ser visto no final do tour. Também no final, fica a lojinha com produtos licenciados, que fica antes da bilheteria e acesso ao início do tour, por isso, pode ser visitada mesmo por quem não fará o tour.  Esse hall de entrada é um pedacinho do Allianz Parque 'gratuito' que pode satisfazer os menos curiosos e, quem sabe, os não-palmeirenses. Por ali também há vídeo-game e mesa de pebolim com o formato do estádio.
     Nós nos hospedamos bem em frente, no hotel Plaza Inn American Loft e comprovamos que é uma ótima opção para quem vai a shows no Allianz Parque. Não era nosso caso, mas já que estávamos tão perto, era impossível resistir à visita.        
Allianz Parque
Serviço
Endereço: Rua Palestra Itália, 214 (Portão A)
Horários: De terça a domingo 10h, 11h30, 13h, 14h30, 16h, 17h
(exceto em dias de jogos ou eventos)
Valores: R$55 (inteira); R$27,50 (meia) - terça à sexta
            R$70 (inteira); R$35 (meia) + R$10,50 (encargos) - sábados e domingos
Allianz Parque visto do Plaza Inn American Loft

Outros estádios que visitamos:
- Pacaembu - SP

Fachada do MIS anunciando a exposição "Quadrinhos"

      O Museu da Imagem e do Som (MIS) é um dos centros culturais mais movimentados de São Paulo, conhecido por suas megaexposições que batem recordes de público como 'Castelo Ra-Tim-Bum - A exposição' (2015) que atraiu 410 mil pessoas em sete meses em cartaz, e 'O mundo de Tim Burton' (2016), com 213 mil visitantes em quatro meses. Agora é a vez de "Quadrinhos", que entrou em cartaz em novembro/2018 e pode ser visitada até 31 de março de 2019.
Peças da exposição 'Quadrinhos'
         As  grandes exposições do MIS geralmente ficam em cartaz entre três e seis meses, pois realmente são grandiosas e trazem temas que agradam muito ao público. Também já foram homenageados em suas exposições, entre outros grandes artistas, David Bowie (2014), Sílvio Santos (2017), Renato Russo (2017) e Alfred Hitchcock (2018). Dessa vez o tema da exposição agrada de 8 a 80 anos, pois não há quem não tenha seu personagem preferido da nona arte: a argentina Mafalda ou o americano Calvin? Heróis da Marvel ou da DC? Animais falantes da Disney ou o gato pensante Garfield? Os brasileiros Turma da Mônica ou Menino Maluquinho? E mais gibis raros, tirinhas, cartoons, charges, mangás, animês... enfim tudo sobre as HQs em mais de 600 itens.
Peças da exposição 'Quadrinhos'
              As pesquisas realizadas pelo curador Ivan Freitas da Costa e seus colaboradores de Caselúdico duraram 18 meses e reuniram vídeos, áudios,  instalações artísticas, desenhos originais e peças raras em três andares de exposição que contam a história de dois séculos da arte sequencial que une o desenho às palavras. Dado o reconhecimento de sua importância, os próprios artistas do cartoon (ou seus familiares) contribuíram para a construção do acervo. Cederam peças para a exposição Maurício de Sousa, Glauco, Angeli, Laerte e Ziraldo. Jim Davis fez um desenho de Garfield exclusivamente para a exposição, na qual também pode ser apreciado o vídeo que mostra o cartunista desenhando seu mais famoso personagem.
Peças da exposição 'Quadrinhos'
          A imagem acima traz as cinco etapas de produção de uma história em quadrinhos da Turma da Mônica, desde o rascunho do desenhista até chegar aos gibis. Na segunda foto está a rubrica de aprovação de Marina, filha de Maurício de Sousa, desenhista e roteirista da empresa de produções do pai. Da mesma forma que Mônica, Magali e seus outros irmãos, Marina inspirou a criação de uma personagem com seu nome que adora desenhar, assim como a Marina da vida real. No espaço reservado à Turma da Mônica estão expostas desde as primeiras tirinhas com a data de aparição de cada personagem (o primeiro foi Cebolinha, em 1960; a Mônica chegou em 1963) até as mais recentes novidades dessa galerinha, como a Turma da Mônica Jovem, lançada em 2008, e os personagens minimalistas da Turma da Mônica Toy com seus episódios de cerca de 1 minuto exibidos no canal da Turma da Mônica e Monica Toy Official, no Youtube.
Peças da exposição 'Quadrinhos'
         Como a exposição visa ser o mais abrangente possível, não faltaram nem mesmo os quadrinhos eróticos expostos em um banheiro real, adaptado para a exposição, afinal nos banheiros públicos encontram-se todos os tipos de desenhos e recados geralmente inapropriados para menores. Por isso, nesse espaço só entram maiores de 18 anos ou maiores de 16 anos desde que acompanhados pelos pais ou responsáveis. O atentado violento sofrido pela revista satírica francesa Charlie Hebdo deixando doze vítimas, em 2015, também foi lembrado.
Peças da exposição 'Quadrinhos'
         Entre as raridades está a revista n.1 do Tio Patinhas e outras poucas curiosidades sobre os quadrinhos da Disney que, a meu ver, mereciam um espaço maior na exposição. Mas... isso diz respeito a preferências pessoais, afinal são centenas de personagens e nem todos os visitantes têm a mesma opinião. Até mesmo os curadores deixam algumas pistas sobre suas preferências de personagens (talvez por acaso, talvez intencionalmente) ao apresentar os heróis da Liga da Justiça, da DC, na reprodução da incrível Batcaverna onde visitantes entram para acessar os arquivos com informações de heróis e vilões. Já os heróis da Marvel não ganharam tanto destaque assim nem no tamanho e nem na produção do espaço.
Peças da exposição 'Quadrinhos'
             A sala dedicada à Marvel, reproduz o ambiente urbano de uma grande metrópoles (New York?) circundada por seus grandes prédios, com monitor exibindo o filme "Os Vingadores" e um mal-feitor preso na teia do Homem Aranha que deixa um bilhete para os moradores: "Cortesia do amigo da vizinhança". Uma curiosidade não programada pelos curadores, é que nas informações sobre Stan Lee consta apenas seu ano de nascimento (1922), pois quando o escritor faleceu em 12/11/2018, já estava tudo pronto para a abertura da exposição que aconteceu dois dias depois. A reprodução de Hulk (abaixo) é uma escultura tátil para que pessoas com deficiência visual (os demais visitantes também) possam sentir os contornos do personagem. A exposição apresenta outros personagem em forma de escultura como Mickey (laranja) e Donald (azul) da imagem com fotos da Disney.
Peças da exposição 'Quadrinhos'
           Por conta da grande procura do público por suas exposições, o MIS abre a pré-venda de ingressos com mais de um mês de antecedência do lançamento de cada exposição pelo site Ingresso Rápido. O detalhe é que os ingressos antecipados, comprados pela internet, custam o dobro do valor daqueles comprados na recepção, pois esses estão sujeitos à disponibilidade. Eu arrisquei em um sábado pela manhã e deu certo, estava bem tranquilo. Uhuu!!

Serviço
- Site oficial: https://www.mis-sp.org.br/
- Endereço: Avenida Europa, n.158. Jardim Europa - SP.
- Horários: terça à sábado - 10h às 20h; domingos e feriados - 9h às 18h
- Valores antecipados: R$30 (inteira) e R$15 (meia);
- Valores na recepção: R$14 (inteira) e R$7 (meia)
- Gratuito: terças-feiras, sujeito à disponibilidade.

Mais do MIS

Exposição "Cidade (in)acessível"
            Além das grandes exposições pagas, o Museu da Imagem e do Som tem outras gratuitas e apresentadas em períodos mais curtos, com uma quedinha pela fotografia (a  8ª arte). Quando estive por lá, estava em cartaz a exposição 'Cidade (in)acessível' (até 13/01/2019), pequena, porém, interessantíssima. Com dez fotos tiradas por deficientes visuais a partir de seus outros sentidos. Essas fotos receberam  legendas em braille e representações em relevo para que tanto os visitantes quanto os próprios fotógrafos pudessem sentir o resultado dos trabalhos. A programação do MIS também inclui apresentações de música, cinema, teatro, fotografia e cursos diversos. A agenda está disponível no site.
Esculturas do MuBE
          Ao lado do MIS fica o MuBE - Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia -  com entrada franca de terça a domingo, das 10h às 18h . O MuBE tem exposições gratuitas e, além das esculturas na parte externa, tem jardins projetados por Burle Marx. Vale dar uma olhadinha na agenda de programação e fazer as duas visitas.
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Livro do autor do canal do youtube "Amigo Gringo"

         O livro 'Rediscovering Travel: a guide for the globally curious' (algo em português como 'Redescobrindo a viagem: um guia para os globalmente curiosos), lançado nos EUA em novembro/2018, tem como autor Seth Kugel, youtuber do canal 'Amigo Gringo', bem popular entre os brasileiros por ter como um dos principais temas de seus vídeos a cultura e os hábitos de nosso país. O jornalista americano deu uma entrevista à Revista Veja de 02-01-2019 discorrendo sobre a busca por experiências de viagem mais autênticas e menos comerciais, além de falar de micos de viagem e também do potencial turístico 'não aproveitado' do Brasil. Segue uma síntese de temas e opiniões bem interessantes:

Foto da entrevista na Revista Veja

* Turismo de experiência
Os viajantes estão perdendo a ousadia e o senso de aventura por conta da indústria que os trata como bebês e propõe que 'comprem experiências'. Uma experiência não pode ser vendida como um serviço ou um tour, é algo ocasional, sem planejamento que necessita que se esteja aberto ao inesperado.

* Experiência genuína do autor no Brasil
Por sugestão de um amigo belga, Seth Kugel embarcou em cruzeiro de quatro dias pelo Rio Amazonas desde a cidade de Tabatinga até Manaus, com  intuito de melhorar seu português. A dica era levar uma gramática e passar os dias na rede estudando que muita gente se ofereceria para lhe ensinar o idioma. Deu certo. O autor, judeu não-praticante, embarcou entre evangélicos semianalfabetos que lhe pediam que lesse a Bíblia para eles, além de ouvir histórias como a de uma menina de 15 anos que estava fugindo do marido violento. Para Kugel, aprende-se muito mais sobre o Brasil ouvindo essas histórias de vida que entre turistas em torno do Cristo Redentor. Na opinião do autor, a viagem pelo Rio Amazonas "é como um spa dos pobres. É tão relax porque não tem nada para fazer, mal existe sinal de celular. Uma vez a cada quatro dias você vai ver os botos-cor-de-rosa, e só."

* Dicas para uma viagem surpreendente e espontânea
- Trace planos para metade do tempo da viagem. Se for ficar dez dias na cidade, programe-se antecipadamente para apenas cinco deles.
- Se quiser conhecer as principais atrações, programe-se para fazer isso em dois dias, não nos dez.
- Converse o quanto for possível com os moradores locais, aqueles que você encontra na rua, no metrô, nos restaurantes...
- Procure economizar. Quanto menos se gasta, mais esforço há para inserir-se no destino. No lugar do tour contratado de dia inteiro, planeje seu roteiro na internet e use o transporte público local.
- Viajar pelo mundo procurando pelo bairro mais descolado da cidade com drinks a 15 dólares, não é experimentar a cultura local.
- Escolha destinos menos comuns. Saia das grandes capitais e vá para o interior. Nos EUA, por exemplo, há ótimas atrações além da Florida: os parques nacionais do oeste do país como Yellowstone e Yosemite ou a cultura de cidades como Nova Orleans (Louisiana), Savannah (Georgia) e Carolina do Sul.

* FOMO (Fear Of Missing Out)
O 'medo de perder alguma coisa' afeta o turista brasileiro que geralmente foca em destinos famosos. Se vai a Paris, se contenta em subir na Torre Eiffel, ver a Mona Lisa e postar fotos  nesses dois locais para os amigos verem. Uma foto diante da Mona Lisa é uma farsa, pois o visitante do Museu do Louvre não conseguirá um clique sem exibir parte das outras 50 mil pessoas que estão por lá, porém, as pessoas veem essa mentira e querem viajar a Paris para replicá-la.

* Como não ser um 'babaca' no exterior
- O  mundo é muito grande, por isso, saia da bolha que o limita a agir conforme as regras de comportamento a que se acostumou.
- Se cometeu uma gafe em algum momento, admita que cometeu um erro, peça desculpas e explique que é de outro lugar.
- Por exemplo, na França não tome banhos de mais de 3 minutos nem aborde alguém pedindo informações antes de um 'bonjour' ou palavra correspondente. Na China não se incomode com a curiosidade excessiva das pessoas, para os chineses é normal e não uma violação de 'sua' privacidade.

* Micos dos brasileiros no exterior
- Usar tênis coloridos e brilhantes de academia na rua.
- Usar o gesto 'joinha' que nos EUA é considerado brega.
- Tirar fotos com esquilos.
- Marcar e depois desmarcar um compromisso.
- A obsessão por compras. Não faz sentido ir a Nova Iorque apenas para comprar.

* O que atrapalha a competitividade brasileira no turismo
- A estrutura de transporte não ajuda. Nenhum turista sai de Nova Iorque e chega diretamente aos Lençóis Maranhenses.
- As maravilhas das cidades brasileiras não são bem divulgadas. Os turistas estrangeiros sabem da Amazônia e do carnaval no Rio de Janeiro, mas nunca ouviram falar nas cidades históricas de Minas Gerais.
- O nível de inglês (idioma internacional do turismo) na área de serviços é problemático. O autor exemplifica que se não falasse português não teria conseguido alugar um carro no Aeroporto de Guarulhos.
- A questão da segurança preocupa os turistas.

Texto baseado na entrevista de Seth Kugel, nas Páginas Amarelas da Revista Veja, 
edição 2615, de 02/01/2019
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Feliz 2019

ANO NOVO, ME SURPREENDA!
Martha Medeiros

Ano-Novo é uma convenção. Os dias correm em sequência. De 31 de dezembro para 1º de janeiro ocorrerá apenas mais uma sucessão de 24 horas em que nada mudará, tudo seguirá do mesmo jeito. Pois é, sei disso, mas é um ponto de vista sem nenhuma alegria. Sou das que compram o pacote de Ano-Novo com tudo que ele traz em seu imaginário: balanço de vida, reafirmação de votos, desejos manifestos e esperança de uma etapa promissora pela frente.
Faço lista de projetos e tudo mais. Só que, quando chega o fim do ano e avalio o que consegui cumprir, descubro que o inesperado superou de longe o esperado. As melhores coisas do ano sempre foram aquelas que eu não previ. Então tomei uma decisão: nessa virada, não vou planejar coisa alguma e aguardar as resoluções que novo ano tomará para mim, à minha revelia.
Mas poderia dar algumas sugestões?
Ano Novo, anote aí: que as coisas mudem, mas não alterem meu estado de espírito. Não deixe que eu me torne uma pessoa ranzinza, mal-humorada, desconfiada, sem tolerância para as diferenças. Aconteça o que acontecer, que eu me mantenha aberta, leve e consciente de que tudo é provisório.
Não quero mais. Quero menos. Menos preocupações, menos culpa, menos racionalismo. Pode cortar os extras. Mantenha apenas o estritamente necessário para me manter atenta.
Está anotando?
Espero que você esteja com ótimos planos para sua amiga aqui. Lançarei livro novo? Permita que eu seja abusada: dois. Sendo que nenhuma coletânea de crônicas, nem romance. Me ajude a variar.
Que lugares conhecerei que ainda não conheço? Que pessoas entrarão na minha vida que, quando cruzo com elas na rua, ainda não as identifico? Que boas notícias ouvirei das minhas filhas? Quantos shows terei o prazer de assistir? Estou curiosa para saber o que você está aprontando para incrementar os meses que virão.
Prometo que estarei preparada para receber o abraço afetuoso de quem antes me esnobava, para a frustração por tudo o que for cancelado, para voltar atrás nas minhas teimosias, para me dedicar a algo que nunca fiz antes.
Estarei disposta a tirar de letra os espíritos de porco e assumir a responsabilidade pelas asneiras que eu mesma cometer. E estarei pronta também para uma grande surpresa, ou até duas. Três, meu coração não aguenta.
Se a dor me alcançar, que me encontre com energia e sabedoria para enfrentá-la. Que eu não me torne dura diante dos horrores, nem sentimentaloide diante das emoções. Ano Novo, os acontecimentos são da sua alçada. Da minha, cabe recepcioná-los com categoria.
Quais são seus planos para mim, afinal? Talvez nem todos sejam do meu agrado, portanto, que eu não tenha constrangimento em dizer “não, obrigada”, caso seja preciso. Mas que eu me sinta mais predisposta para o sim.
Se estamos de acordo, pode vir.
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