Recolhimento de HQ viola o Estado de Direito

Tentativa de intervenção da prefeitura na Bienal não só lembra a atuação da censura, mas afronta decisão do Supremo

(Folha de São Paulo, 07/09/2019)

Armandinho, Alexandre Beck

        Esse é um blog de turismo, mas a interrupção na temática das viagens é necessária pois não podemos nos privar de falar sobre  a censura, essa velha senhora que acreditávamos (talvez inocentemente) que estivesse morta e enterrada. Pois ela renasceu das cinzas e não foi exatamente agora, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, já há algum tempo seus efeitos vêm se tornando 'gigantes pela própria natureza' no país que hoje comemora 197 anos de sua "independência" e nós permanecemos 'impávidos' ouvindo o 'brado retumbante' da intimidação, a cada dia mais explícito. 

        Não por acaso, escolhi as tirinhas do personagem Armandinho para ilustrar essa postagem. Alexandre Beck, o autor, conhece bem o que é censura por conta das tiradas inteligentes de uma criança tentando entender o país em que vive. Em maio/2016 uma de suas tirinhas foi derrubada pelo Facebook (retirada da página) porque o personagem Pudim perguntava, referindo-se à imagem de Jesus, quem era a "biba comunista de barba, cabelos compridos e usando vestido". A segunda versão (veja acima) da tirinha também foi derrubada e apenas a terceira se manteve na página. 
Armandinho, Alexandre Beck
       Se a fala do personagem parece ofensiva aos preceitos cristãos, cabe explicar que a crítica de Alexandre Beck não era aos símbolos religiosos e sim ao preconceito incrustado na fala do personagem Pudim, o mesmo da tirinha acima rindo do medo de Armandinho de que a censura volte. Pudim não está 'pensando positivo' (como li em um comentário sobre essa tirinha no Facebook), ele é o alienado da turma, uma criança que reproduz os preconceitos presentes em sua criação, que não acredita em machismo, em racismo, para quem a cultura não faz falta nenhuma e homofobia é 'normal', anormais - para Pudim - são os homossexuais.
Armandinho, Alexandre Beck

        Já Armandinho, é criado cercado de amor e desenvolve tamanho senso crítico e discernimento que surpreende muitos adultos. Dinho certamente não entenderia o porquê de tanto alvoroço por conta da imagem de um beijo gay em uma história em quadrinhos. Nem mesmo compreenderia o porquê de um evento cultural - uma Bienal do Livro - precisar de um mandado de segurança para garantir sua realização. E mais ainda: Por que a presença de fiscais da prefeitura 'caçando' livros da mesma forma como deveriam estar caçando ações realmente ilegais que se espalham pelo Rio de Janeiro?
Armandinho, Alexandre Beck
        Armandinho não entenderia nada disso e caso se pronunciasse sobre os últimos acontecimentos correria o risco de mais uma vez ter sua boca calada, assim como aconteceu em maio/2016 e em setembro/2019 (sim, nessa mesma semana) quando a exposição de charges, tirinhas e cartoons “O Riso é Risco: Independência em Risco – Desenhos de Humor”, em Porto Alegre, durou menos de 24h  e foi censurada pela Câmera dos Vereadores por conter críticas ao presidente Bolsonaro. A tirinha de Armandinho que era parte da exposição segue abaixo: 
Armandinho, Alexandre Beck
        Você não encontrou nada de agressivo ou ofensivo nela? Então é hora de abrir os olhos e admitir de uma vez por todas: 'a censura está de volta'. E ela é volátil, pode chegar a todos os lugares, inclusive ao setor de turismo. Em maio/2019, por exemplo, o turismo LGBT foi retirado do Plano Nacional do Turismo. Se continuarmos a olhar passivamente para tais desmandos do país, quanto tempo demorará para que os hotéis gay friendly comecem a sofrer boicotes ou para que eventos como a Parada Gay de São Paulo, a maior do mundo, deixem de acontecer. Se continuarmos passivos, as páginas dos jornais voltarão a ter espaços em branco e receitas de bolo, onde deveriam estar artigos sobre a liberdade de expressão e a igualdade de gênero.
          Antes de encerrar, vale lembrar que em novembro/2018, Alexandre Beck foi demitido de quatro jornais catarinenses onde eram publicadas as histórias de Armandinho por conta de uma tirinha que 'ofendeu' a Brigada Militar do Rio Grande do Sul (veja abaixo) e resultou em uma nota de repúdio direcionada ao veículo de comunicação. Enfim, se isso não for censura, ainda nos falta uma palavra nos dicionários para definir as situações descritas. Assim como Armandinho, temo que além da #censura, tão em pauta na atualidades, em breve eu tenha que criar uma nova tag para o blog. Seria muito triste.
Armandinho, Alexandre Beck


Em tempo: Armandinho é fã de super heróis e iria querer o livro "Vingadores - a cruzada das crianças"... Seus pais certamente o presenteariam, ajudando a engrossar o cordão de leitores que em menos de 40 minutos esgotaram o livro nos 520 estandes da Bienal.

Armandinho, Alexandre Beck

Armandinho, Alexandre Beck
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POR FORA O MESMO, POR DENTRO NUNCA O MESMO.

Vista desde o mirante do Farol Santander

       O slogan que define os dois centros de cultura, administrados pelo Banco Santander (em São Paulo e em Porto Alegre), e denominados como Farol Santander,  definem exatamente o que representam. Por fora, a arquitetura conservada de um prédio histórico: em São Paulo, o antigo prédio do Banespa, inaugurado em 1947 e em Porto Alegre, o Banco Nacional do Comércio, de 1931. Por dentro, a inovação de exposições permanentes e temporárias que são razão suficiente para repetir a visita várias vezes. O Farol Santander de Porto Alegre foi notícia nacional em 2017 quando cedeu às críticas de movimentos religiosos e cancelou a exposição “Queermuseu – cartografias da diferença na arte brasileira”. Uma das obras mais polêmicas da exposição era “Cena de Interior II”, de Adriana Varejão, que alguns meses depois estava no MASP, na exposição "Histórias da Sexualidade" sem causar tanto alvoroço entre os paulistanos como aconteceu com os porto-alegrenses.
Cena de Interior II, no MASP

      Em São Paulo, o Farol Santander está instalado no edifício Altino Arantes, inspirado no Empire State Building (em Nova Iorque), com 35 andares, e já foi considerado como a maior construção de concreto armado do mundo! Ainda hoje é um dos prédios mais altos da capital paulista. O Banespa (Banco do Estado de São Paulo) funcionou no local entre 1947 e 2001. A primeira vista de quem entra no imponente edifício é o lustre do hall de entrada com 13 metros de altura e 1,5 toneladas de lâmpadas e acessórios de cristal. Impossível não notá-lo, foi incorporado ao prédio em 1988.
Lustre do hall, em SP

         O prédio ficou alguns anos fechado para reformas e reabriu ao público em 25 de janeiro de 2018, no aniversário de São Paulo. Conservou a arquitetura e os móveis originais em alguns andares (os mais baixos: 2º, 3º, e 5º) e em outros abriu-se totalmente para o novo e para o inusitado com suas exposições de arte tecnológica e contemporânea, sua pista de skate no 21º andar, seu Bar do Cofre no subsolo (dentro de um cofre), sua cozinha-escola no 31º andar, o café panorâmico no 26º andar e até um loft exclusivíssimo no 25º andar, com 400m2, equipado para acomodar eventos com até 40 pessoas pela bagatela de R$4000 a diária.
Exposição fixa "Memória"

Exposição fixa "Memória"
          Entre os andares com exposições fixas, o 4º tem projeto artístico de Vik Muniz, artista plástico paulistano conhecido por suas obras de arte com materiais alternativos e inusitados, como lixo ou alimentos. A proposta do artista para o Farol Santander foi utilizar materiais da própria reforma para recriar a vista dos arredores do prédio. É como se o 4º andar fosse também um mirante, porém, o visitante vê a cidade através do olhar de Vik Muniz.
Vik Muniz no 4º andar do Farol Santander
           Os andares 19º, 20º, 22º, 23º e 24º são reservados às exposições temporárias sempre com curadorias exemplares que resultam em eventos inesquecíveis como "Trem das Onze", em homenagem a Adoniran Barbosa, que reuniu mais de uma centena de itens do compositor (de julho/2018 a janeiro/2019), e  "Hebe Eterna"  (de fevereiro a junho/2019) que permitiu reviver momentos com a dama da TV brasileira, inclusive com o famoso selinho.
Exposição "Trem das Onze"

Exposição Hebe Eterna
      Nem todos os andares são visitáveis. O ingresso da visita completa dá direito a conhecer o Espaço Memória (2º, 3º e 5º andar), a Vista 360º por Vik Muniz do 4 (4º andar), as exposições (19º, 20º, 22º, 23º e 24° andares) e o Mirante do 26 (26º andar). A pista de Skate pode ser alugada por hora, os encontros na Arena do 8 são abertas ao público (via ingresso) aos sábados e nos demais dias da semana o espaço é reservado a eventos particulares.
         O ponto alto (literalmente) da visita é o mirante do 26º andar de onde se tem uma vista privilegiada da região. O edifício Martinelli, por exemplo, pode ser visto bem de pertinho, abaixo do mirante do Farol Santander.
Edifício Martinelli, visto do mirante do Farol Santander
           Apesar da vista maravilhosa do centro antigo de São Paulo, ela já foi ainda melhor. Antes do prédio passar pela última reforma era possível subir até o último andar, onde fica a bandeirinha do Estado de São Paulo. Pegava-se dois elevadores e por fim uma escadaria em caracol que chegava ao topo. As atuais leis de acessibilidade não permitem que esse espaço não-acessível seja aberto ao público, por isso, o mirante agora fica no 26º andar, porém, há informações de que as reformas e adaptações no prédio ainda não foram concluídas e novidades podem surgir nos próximos anos.
Ponto mais alto do Edifício Altino Arantes
       Para fazer a visita é possível subir do hall direto para o 26º andar e depois vir descendo nos andares visitáveis ou então começar pelos andares mais baixos, que resgatam a memória do edifício, até chegar ao Mirante do 26. Em qualquer que seja a direção, os andares são muito bem sinalizados tanto por placas informativas quanto pela assistência de funcionários próximos aos elevadores em cada andar.
         Mesmo que a parte histórica do roteiro não seja a sua preferida, não deixe de visitar os andares de memória. Lá você poderá simular a abertura de uma conta como se fazia há 70 anos com a conversão do dinheiro atual para o antigo. Muito legal! Reserve de 1h a 1:30h para a visita.
Atividade interativa no Farol Santander

Serviço
Site oficial - Farol Santander SP
Endereço: Rua João Brícola, 24 - Centro - SP
Horários: terça a domingo das 9h às 20h
Valores: R$25 (inteira) / R$12,50 (meia)

Exposição no Farol Santander
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Av. Paulista - Domingo

       Se existe um lugar no mundo onde não é possível reclamar por 'não ter o que fazer' é em São Paulo. Sim, eu sei que a capital paulista tem seus problemas, mas também são muitos os motivos para amar Sampa, principalmente para quem está de passagem na cidade e pode usufruir apenas do que a terra da garoa tem de melhor. A selva de pedra é uma agitação sem fim 24h por dia, 365 dias por ano... mas aos domingos acontece uma pequena pausa... é o dia em que os paulistanos (pelo menos a maioria deles) 'respiram' melhor, seja porque é o momento de desacelerar ou, no sentido literal da palavra, porque há bem menos veículos nas ruas, o que faz com que o trânsito melhore (muito!!!) e a qualidade do ar também. 
Vão do MASP -  Av. Paulista
          O principal símbolo dessa pausa é a Avenida Paulista fechada para os carros aos domingos, momento de passear por ela de bicicleta, de patins, com o carrinho do bebê, com o cachorro... de parar para ver um show de rua, uma apresentação de capoeira, visitar uma das muitas opções de exposições... enfim há muito o que fazer nos 3 km da mais paulista das avenidas, entre a Rua da Consolação e a Rua Treze de Maio.
      Com tantas opções, como decidir pelo que fazer em um domingo na Av. Paulista? Nossa sugestão é calçar os tênis e começar a caminhada pelo MASP seguindo por 1,5km até a Japan House. Se for utilizar o metrô, a estação mais próxima é a Trianon-Masp (Linha 2 - verde) que fica na própria Av. Paulista. Se for utilizar carro (Uber, táxi ou veículo próprio) lembre-se que a avenida fica fechada ao trânsito entre das 9h às 17h (18h, em horário de verão), por isso, é preciso utilizar as ruas laterais e paralelas para embarcar e desembarcar. Vamos começar a caminhada?
Vista interna do MASP
MASP - É o principal cartão postal de São Paulo. Se sua vista externa já fascina com suas colunas vermelhas e o vão livre de 74 metros que é o principal ponto de comemorações e manifestações populares da cidade, seu interior eclético é ainda mais fascinante ao unir a arquitetura moderna às obras clássicas da pintura e da escultura.
Feira de Antiguidades do MASP
Feira de Antiguidades - Aos domingos o vão livre do MASP se enche de barraquinhas de antiquários que vendem de tudo: louças, esculturas, porcelanas, brinquedos, cédulas, moedas, equipamentos antigos, objetos de decoração, bijuterias, livros, fotografias... Nem tudo que está lá eu chamaria de 'antiguidade', alguns itens estão mais para velharias oferecidas no estilo das vendas de garagem. Para quem procura por objetos de arte a Feira de Antiguidades do MuBE tem melhores opções, mas passear entre as barraquinhas da feira do MASP é bem interessante, não deixe de fazê-lo.
Parque Trianon
Parque Trianon - A cena acima lembra uma praça de cidadezinha interiorana com suas donas de casa aproveitando o final da tarde, mas foi registrada em um domingo de manhã em pleno coração da Av. Paulista, no Parque Tenente Siqueira Santos, que fica em frente ao MASP. O Parque Trianon, como é mais conhecido, é uma área verde de quase 50 mil m2 que tem árvores remanescentes da Mata Atlântica, com algumas espécies ameaçadas de extinção, além de esculturas de artistas consagrados como Vítor Brecheret (Fauno) e Francisco Leopoldo (Aretusa). Nas calçadas do parque acontece uma feira de artesanato aos domingos com várias barracas de alimentação.
Exposição no Centro Cultural FIESP
Centro Cultural FIESP - No site é possível conferir a programão em cartaz que inclui música, dança, cinema, teatro, literatura, e várias exposições. Até dezembro/2019 a exposição "Olá, Maurício" é uma homenagem aos 60 anos de trajetória de Maurício de Souza e seus personagens de histórias em quadrinhos. No Centro Cultural FIESP acontecem várias exposições simultâneas e a entrada é sempre gratuita. Aproveite!
Vista desde o mirante do SESC
SESC Avenida Paulista - Mais um centro cultural com atrações gratuitas de várias linguagens artísticas. Além das exposições e outras atividades como cursos, biblioteca, espetáculos, atividades físicas e muito mais, o prédio de 17 andares inaugurado em abril/2018 conta com um café na cobertura e com um mirante que avança pela Av. Paulista permitindo uma vista deslumbrante do principal cartão postal da cidade. Não deixe de observar por esse ângulo o painel de autoria de Eduardo Kobra, pintado em 2013 em homenagem a Oscar Niemeyer, o mais famoso arquiteto brasileiro. 
Casa das Rosas
Casa das Rosas - Sim, ela tem rosas, mas sua beleza não se resume às flores de seus jardins. A mansão construída em 1935 resistiu em meio aos prédios da Av. Paulista e guarda em sua arquitetura em estilo francês as memórias dos tempos áureos dos milionários barões do café. O prédio é um museu de si mesmo, além de espaço cultural dedicado principalmente à literatura, com cursos, exposições, saraus e apresentações diversas. "Escondida" nos fundos da casa, há uma cafeteria italiana com um cardápio irresistível.
Exposição da Japan House
Japan House - Idealizada e mantida pelo governo japonês, as Japan Houses (São Paulo, Japão, Londres e Los Angeles) têm como objetivo divulgar a cultura japonesa desde sua mais enraizada tradição (como os arranjos florais de ikebanas, por exemplo) até a modernidade artística e tecnológica originada no país do sol nascente. A foto acima é da exposição 'A light un light' que ficou em cartaz entre novembro/2018 e janeiro/2019 com criações do estilista Kunihiko Morinaga que mudavam de cor de acordo com a exposição à luz.

      Claro que há muito mais a se ver e fazer na Avenida Paulista, mas o roteirinho acima já vai ocupar a maior parte de seu domingo (em qualquer outro dia da semana, só não haverá a Feira de Antiguidades). Para terminar, como shopping é a praia dos paulistanos, bem pertinho da Japan House fica o Shopping Pátio Paulista (Rua Treze de Maio, 1947), uma boa opção para terminar o dia. Ah, com exceção do MASP, as demais atrações sugeridas são gratuitas!


Hamburgueria Vassoura Quebrada
        É possível inserir-se no mundo bruxo sem necessariamente visitar os parques da Universal Studios. Claro, que o mundo de Harry Potter é imbatível nos parques da Florida, mas em São Paulo dá para sentir literalmente o 'gostinho' das bruxarias na hamburgueria Vassoura Quebrada. Tudo no lugar remete ao mundo mágico desde a vestimenta dos atendentes, à recepção dos clientes que são chamados de 'bruxos' o tempo todo e às poções mágicas do cardápio de bebidas. Cada mesa tem um varinha mágica que o cliente ergue quando quer ser atendido pelo garçom, ops... pelo bruxo... ou pelo trouxa... ah, não sei...
Hamburgueria Vassoura Quebrada
        Embora tudo lembre o bruxo mais famoso do cinema, e por isso os fãs da saga adoraram o lugar inaugurado em 2018, os mais atentos vão observar alguns detalhes que, por conta dos direitos autorais da franquia, precisaram se diferenciar da história original, a começar pelo nome 'Vassoura Quebrada' que lembra bastante o pub "Três Vassouras" da vila de Hogsmeade. A 'cerveja amanteigada', por exemplo, aqui se chama 'cerveja espumosa' e os nomes dos hamburgueres são em latim, lembrando as palavras mágicas proferidas pelos bruxos da escola de Hogwarts: cibum (comida), cucurbita (abóbora), pullum (frango), porcorum (porcos) e por aí vai. 
Hamburgueria Vassoura Quebrada
        A ambientalização muito bem cuidada proporciona uma experiência gastronômica imersiva que vai bem além do clima místico, pois os sabores são incríveis! Todos os hamburgueres são servidos em pão de abóbora artesanal. Tudo muito gostoso, o que faz valer a pena mesmo para quem não é assim tão fã do universo das bruxarias. O ambiente escuro ajuda a criar o clima desejado e atrapalha nas fotos, por isso elas são poucas aqui, mas a decoração do lugar é incrível com quadros, chapéus de bruxo e até capas disponíveis para quem quiser aproveitar o cenário para fotografar. 
Hamburgueria Vassoura Quebrada
          As poções são coquetéis alcoólicos que terminam de ser preparados à mesa onde a magia se completa (ai... não posso contar como, senão estraga toda a surpresa!). O cardápio é enxuto e saboroso, com poucas e boas opções de entrada, bebidas e sobremesas. Nós experimentamos (e adoramos) os anéis de cebola crocantes e deliciosos. A conta vem dentro de um livro antigo que também traz um pé de meia. Entendedores entenderão: em Harry Potter e a Câmara Secreta (o segundo livro da série), Dobby, o elfo doméstico da família Malfoy foi libertado, por uma artimanha de Harry que fez com que Lúcio Malfoy (mesmo sem querer) lhe desse um pé de meia seu. Elfos domésticos (escravos), são libertos se seus mestres lhe derem peças de roupas.
Vassoura Quebrada
Serviço
Endereço: Rua Desembargador do Vale, 836 - Perdizes - SP
Site: http://vassouraquebrada.com.br
Horários de funcionamento:
- Terça e Quarta: 18h30min às 22h30min
- Quintas: 12h às 15h / 18h30min às 22h30min
- Sexta: 12h às 15h / 18h30min às 23h30min
- Sábados: 14h às 22h30min
- Domingos: 13h às 18h



Galeria do Rock


♫   Alguma coisa acontece no meu coração

Que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João ♫ 


         Bem pertinho da esquina mais famosa de São Paulo, cantada nos versos de Caetano Veloso, fica a Galeria do Rock, ou Instituto Cultural Galeria do Rock (como atualmente é seu nome oficial), um espaço inaugurado em 1963 como centro comercial que hoje é bem mais que isso, transformou-se em um ícone da cultura plural encontrada pelas ruas da capital paulista. Queridinha de paulistanos e turistas, em eventos que atraem grande público a São Paulo, como a Virada Cultural ou a Parada Gay, por exemplo, é ponto obrigatório no roteiro de quem visita a cidade.


Galeria do rock
          O prédio de sete pisos (a partir do subsolo) entrecortados de curvas e vãos é um projeto de vanguarda da arquiteta Maria Bardelli que provavelmente não imaginou que estava criando um espaço que carregaria tanta diversidade em seus corredores como acontece hoje. Além de compras, é um lugar para se apreciar a arte tanto da arquitetura, quando das obras do artista plástico italiano Bramante Buffani que é autor dos mosaicos que formam o piso de cada andar (na primeira foto da postagem é possível ver três deles) e do painel em homenagem às mulheres que se encontra no piso térreo retratando quatro etnias diferentes.
Galeria do rock
         Entre as dezenas de lojas, há produtos para agradar a todas as tribos: de rockeiros a geeks, de skatistas a motociclistas. São roupas, discos, skates, tênis, Funko Pop, piercings, entre vários outros acessórios daquele tipo que se você não sabe onde encontrar, procure na Galeria do Rock. O público é tão alternativo e diferenciado quanto as lojas, os produtos oferecidos e os próprios atendentes. Se alguém estiver procurando emprego por ali, certamente não será de terninho e cabelo chanel que conseguirá ser contratado. Nem mesmo de jeans e camiseta branca.
       A oferta de alimentos é bem pequena. As poucas lanchonetes estão espalhadas nos vários pisos e não há uma praça de alimentação. A galeria atravessa toda a quadra em que se localiza e na entrada pela Rua 24 de Maio (nos fundos do prédio do Theatro Municipal de São Paulo) há uma loja da Bubblekill, a franquia de casa de sucos com bolinhas gelatinosas que explodem na boca que chegou ao Brasil no início de 2017 e desde então só se amplia.
Bubblekill na Galeria do Rock
          Durante sua existência, nem tudo foram glórias na Galeria do Rock, houve um período de decadência em que chegou a ser ponto de venda de drogas, mas a partir de 1993 iniciou-se um processo contínuo de  restauração e de resgate de sua origem de culturas multifacetadas que perdura até os dias atuais. A deterioração do prédio que não havia passado por reforma estrutural desde sua inauguração na década de 60, foi superada pelo novo cabeamento de toda a parte elétrica e, entre outros itens, novos elevadores que atendem aos critérios de segurança para certificação nacional e internacional.
       Um detalhe muito interessante por ali é que se você decidir fazer uma tatuagem, colocar um piercing ou experimentar um penteado afro, certamente terá público assistindo através das paredes envidraçadas dos salões de cabeleireiros e dos studios de piercing e tatoo.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos


         Bem pertinho dali, no Largo do Paiçandu, fica a Capela Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos que tem uma vista privilegiada a partir da sacada curva da Galeria. Para quem está passeando pela região, uma boa logística de visitação é incluir no roteiro, além da Galeria do Rock, a capela, o Theatro Municipal, a Galeria Olido (ao lado) e a Galeria dos Brinquedos (Rua Sete de Abril, n.356) que tem brinquedos antigos e colecionáveis.

Serviço
Site da Galeria do Rock
Endereço: Av. São João, 439 - República - São Paulo - SP
Fone: (11) 3331-1530
E-mail: contato@galeriadorock.com.br


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Foto de www.olimpia24horas.com.br
       
      Inaugurado em 08-08-2019, o Vale dos Dinossauros é a mais nova atração de Olímpia, no interior de São Paulo, e promete movimentar ainda mais a cidade que já conta com dois parques aquáticos (Thermas dos Laranjais e o Hot Beach) e aumenta a cada ano o número de turistas e de leitos disponíveis em hotéis que não param de ser construídos. É recorrente a fala de que a ideia dos investidores é transformar Olímpia em uma "Orlando brasileira". Sabemos que ainda falta muito para isso, mas o projeto corre a todo vapor e a proposta ganha cada vez mais simpatizantes.

Vale dos Dinossauros - Olímpia-SP
         Entre os empresários responsáveis pelo empreendimento está o grupo Dreams Entertrainment que possui a mesma atração em Canela-RS e em Foz do Iguaçu-PR. O Vale dos Dinossauros de Olímpia é o primeiro na região sudeste do Brasil e conta com 38 dinossauros animatrônicos com até 15m de altura, que se movimentam e emitem sons, distribuídos em uma área de 6 mil m2. O cenário é o de uma grande floresta por onde os visitantes caminham e se deparam a todo momento com animais pré-históricos com os quais podem interagir e fotografar. Ainda não visitamos esse parque em Olímpia, mas conhecemos o Vale dos Dinossauros de Foz do Iguaçu e, como nesse caso nenhuma semelhança é mera coincidência, já vou contando para vocês o que esperar da atração e quando conhecê-lo (bem em breve) trago mais detalhes.
Vale dos Dinossauros
        O Tiranossauro e o Braquiossauro já são bem conhecidos dos filmes, principalmente Jurassic Park (1993 - 1º) e Jurassic World (2015 - 1º) que são claramente as inspirações desse parque, mas... você conhece o Dimetrodon, o Paquirinossauro, o Espinossauro ou o Anquilossauro, entre vários outros? Pois estão todos lá com plaquinhas que informam nome científico e as principais características do bichão. Todo trajeto é feito a céu aberto buscando retratar fielmente o ambiente da floresta, por isso, em dias chuvosos não é uma boa pedida, principalmente porque o público mais interessado é o infantil. Nós visitamos o Vale de Foz do Iguaçu em um dia bem nublado, mas a chuva tinha dado uma trégua e foi possível fazer o passeio.
Vale dos Dinossauros - Olímpia SP
         O parque foi inaugurado já com expansão prevista para o final de 2020 em que serão acrescentados às atuais atrações e quiosques de alimentação um restaurante temático ao estilo do T-Rex de Orlando e uma pista para 'dino motos', aqueles bichinhos motorizados que são facilmente encontrados nos shoppings, porém, com roupagem de dinossauro. A cada novo Vale dos Dinossauros inaugurado o Dreams Group aperfeiçoa e melhora as opções. No parque de Foz do Iguaçu-PR são 20 réplicas, em Canela-RS são cerca de 30 e agora Olímpia recebeu 35 dinossauros.
Vale dos Dinossauros - Olímpia SP
      Podemos esperar por várias outras novidades nos próximos anos, pois o grupo Dreams investe pesado em atrações temáticas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, além do Vale dos Dinossauros em Canela, há outras quatro atrações na vizinha Gramado: Hollywood Dream Cars (Museu do Automóvel), Dreamland (Museu de Cera), Harley Motor Show e o Super Carros. O combo com as cinco atrações de Gramado e Canela custa R$170.
       Em Foz do Iguaçu são quatro atrações: Vale dos Dinossauros, Museu de Cera, Maravilhas do Mundo e Dreams Ice Bar (leia mais), com combo de ingressos por R$150. O grupo ainda é responsável pelo Memorial da Devoção, em Aparecida do Norte, e pelo Museu de Cera de Caldas Novas. Se você já conhece alguma(s) dessas atrações temáticas sabe o que esperar pelo novo parque de Olímpia.
Vale dos Dinossauros - Olímpia - SP
        Os passaportes (combos) com várias atrações deixam o custo benefício de cada uma delas bem mais interessante para o turista, por isso, estamos na torcida para que outros empreendimentos do grupo cheguem a Olímpia. Os preços de cada uma delas é diferente e mesmo nos três Vales dos Dinossauros há valores diferentes: o ingresso de Foz do Iguaçu custa R$80, em Canela são R$60 e em Olímpia R$50. Ao final do passeio, a lojinha de lembrancinhas temáticas fica dentro de uma caverna.
    Confesso que estou bem curiosa e admito que a atração não agrada apenas às crianças. No final da postagem veja o vídeo feito em Foz do Iguaçu.

Serviço
Site: Vale dos Dinossauros
Endereço: Av. Dr. Adhemar Pereira de Barros, n.1702, Olímpia-SP
Valor do ingresso: R$50 (inteira); R$25 (meia)
Meia entrada para crianças de 4 a 11 anos, idosos acima de 60 anos, estudantes, professores e militares.
Horários: diariamente, das 9h às 21h


As fotos do Vale dos Dinossauros de Olímpia são do site www.olimpia24horas.com.br  
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