Fonte do Amor Eterno _ Gramado-RS


            Em Gramado tudo é pensado para atrair a atenção dos turistas, provavelmente pelo fluxo de casais em lua de mel que a cidade recebe pensou-se em uma atração específica para eles: a Fonte do Amor Eterno, que fica no Boulevard São Pedro, bem ao lado da igreja, nos fundos do corredor.


                 Nela os apaixonados prendem com cadeados, corações coloridos com os nomes do casal. A chave é jogada dentro da fonte. Fica em um espaço público e a visita é grátis, mas caso o casal esteja desprevenido para prender para sempre esse amor, as lojinhas ao redor vendem o cadeado com a latinha em formato de coração.          

São apenas 4 passos descritos para eternizar o amor do casal que visita Gramado.
               Mesmo quem não está em lua de mel ou não quer prender ninguém mesmo que simbolicamente é interessante passar alguns minutos nesse espaço. Sempre surgirá um casal jovem e apaixonado pedindo para quem estiver por perto tirar uma foto para eles. Fiquei por ali enquanto meu marido comprava nossos lanches no Subway. Minhas filhas se divertiram procurando cadeados que se diferenciavam dos demais.



             E realmente é uma distração bem interessante. Fiquei imaginando se quem os colocou ali pensava  que quanto mais diferente o cadeado, mais diferenciada seria a história de amor a ser eternizada. Será?




        Um cadeado vindo de Paris e ainda mais com dois corações. Qual será essa história?











           Um cadeado TSA, que custa bem mais caro que os comuns, e ainda mais rosa. Tão lindo! Eu não teria coragem de deixar por ali.









          Um cadeado bem maior que os demais. Por que será? Para mostrar que é um amor muito grande ou pra se garantir que o outro não vá escapar?


               E esse, heim? Alguém apaixonado por um oficial da marinha ou um amor que começou em um cruzeiro marítimo?


P.S.: Desculpem-me os românticos (não é o meu caso) mas não acredito em amor eterno, por isso fiquei pensando: e se depois um dos dois ou ambos quiserem se libertar? Terão que voltar a Gramado só para isso? E encontrar a chave?

Em Gramado: nem turista, nem viajante

Em Gramado tudo é perto! 'Só que não', como diriam minhas filhas.

             A cidade realmente é pequena e as atrações ficam próximas umas das outras, mas isso em terreno nada plano, cheio de subidas e descidas. Está certo o ditado que diz que para baixo todo santo ajuda, mas e pra subir?
              Antes de viajar visualizei no Google Earth o trajeto entre o hotel e o Parque do Papai Noel e achei que a caminhada de 730 metros não seria nada demais. E lá fomos nós, tudo bem nos primeiros 500 metros, mas o final do trajeto é uma ladeira tão íngreme que dá vontade de desistir e voltar rolando ladeira abaixo.


           Principalmente se estiver com crianças, programe-se para ter um transporte à disposição e caminhar o mínimo entre uma atração e outra. Opções não faltam: há ônibus adaptados para o city tour panorâmico da Jardineira das Hortênsias e da VitóriaTur com algumas paradas nos principais pontos turísticos de Gramado. 


           Porém, as atrações estão espalhadas também por Canela e outras cidades da região, para abranger as duas cidades há o Bustour que passa por 30 pontos de interesse turístico em Gramado e Canela em 3 rotas diferentes. A passagem vale para o dia todo e o passageiro pode desembarcar onde preferir e reembarcar quando o ônibus passar novamente. Há horários estipulados.

           
            Locadoras de veículos e agências oferecendo passeios pela região são muitas. Alguns passeios têm preços bem parecidos entre as agências, outros têm uma diferença grande. Por isso, pesquise, mas faça isso antes de chegar, pois não vale a pena perder seu dia na cidade escolhendo serviços.
            Além disso, os roteiros também variam de agência para agência. Eu fujo daquelas em que a palavra 'compras' aparece no roteiro oferecido mais do que duas vezes, pois significa que o guia estará mais interessado na comissão gerada pelos clientes que leva até às lojas que em mostrar pontos turísticos interessantes. Um exemplo para entender o que quero dizer: fiz um passeio de Balneário Camboriú-SC à Florianópolis para conhecer a Praia da Joaquina e no caminho 'passar' por alguns pontos de compras. O que aconteceu na realidade foi que ficamos desde o início da manhã até às 14h parando de loja em loja para então chegar à praia, almoçar e ficar por ali até às 16:30h . Entenderam?
         Bom, voltando à Gramado. No Tour Uva e Vinho, por exemplo, o passeio de trem Maria Fumaça está no roteiro de todas as agências, mas as vinícolas a serem visitadas são diferentes, assim como o almoço (no passeio que fiz em 2012 eu não gostei da churrascaria) e os pontos de parada para compras. Não tenho nada contra elas, adoro comprar, mas entre o showroom da Tramontina ou o outlet da Dakota eu não preciso nem pensar: prefiro sapatos a panelas.
           Para visitar apenas os pontos que me interessavam em Gramado e região, desta vez não fui nem turista para aderir aos passeios de ônibus e Vans e nem viajante para alugar um carro e sair por aí por conta própria. Contratamos o serviço da agência com carro particular e motorista/guia e gostamos muito! O carro com motorista ficou à nossa disposição o dia todo e nós é que decidimos onde parar e quanto tempo ficar. Os serviços foram contratados na Bolsoni Turismo e não tenho nenhum 'porém' para descrever aqui, o atendimento foi excelente.

           Para encerrar, uma curiosidade: embora receba turistas o ano todo. Gramado quase não tem táxis, pois estes dependem do número de habitantes para serem autorizados. Gramado tem apenas 35 táxis oficiais, não espere encontrá-los na porta dos hotéis, como acontece em outras cidades turísticas, é melhor pensar em outras opções.

Rua 25 de Março: ame ou odeie!

                  Eu amo! Preciso deixar isso claro desde o início do texto pois reconheço toda a loucura e a atenção redobrada contra furtos que a região demanda. Mesmo assim acho o máximo das compras. 
Rua 25 de Março, em 07/08/2014.
                  Como moro no interior do Estado de São Paulo, os preços pagos por aqui chegam a ser 1000% ('mil' mesmo!!) mais altos que aqueles praticados no Brás e na 25 de Março. O mais comum é a revenda de produtos comprados na Feirinha da Madrugada, por exemplo, por sacoleiras e/ou pequenos lojistas com 300% a 500% de acréscimo em suas respectivas cidades.


                       A pesquisa em sites que divulgam os produtos vendidos na região Portal da 25, Guia da 25 e Vitrine 25 de Março  não são suficientes para se ter uma ideia exata do que é essa rua tão falada de São Paulo. O que a faz tão famosa e tão atrativa quanto aos preços não são apenas as lojas, são também (e dependendo do produto, principalmente) os camelôs, os ambulantes não autorizados se escondendo da polícia para não terem suas mercadorias confiscadas, as figuras fantasiadas esperando trocados por suas performances e as negociações sempre possíveis: o preço é R$6,00? Peça para levar 2 por R$10,00, é negócio certo! 
Fred Gruguer e Jason fotografam com suas 'vítimas'.
Um showzinho entre um humano e algumas caveirinhas.
                   Voltando aos ambulantes, disfarçados em mochilas há produtos os mais variados oferecidos aos gritos quando não há nenhum guarda por perto, desde água até celulares e eletrônicos tão baratos que não deixam dúvida de sua procedência ilícita. Evite-os, claro! Não vale a pena correr riscos e muito menos incentivar o crime. Fique apenas com a água, pois o calor é intenso.

Esquina da 25 de Março com a ladeira Porto Geral
                 Outras dicas: prefira bolsas tiracolo e mantenha-as em frente ao corpo, evite joias e celulares à mostra. Surgem pessoas oferecendo produtos que não estão por ali, mas em algum lugar a que pretendem levá-lo, fuja! Óculos escuros são ótimos aliados para evitar contato visual com esses vendedores duvidosos. Ali é lugar para se pensar na segurança e não na elegância, são tantas sacolas, sacolas, sacolas... que ter as mãos livres é muito importante, então pochetes ou porta-dólares sob as roupas são uma boa ideia e escolha um calçado confortável, salto para subir a ladeira Porto Geral só se for penitência.
           Mais uma: os produtos se alteram conforme a época, sempre haverá bolsas, bijuterias, brinquedos, entre outros itens mais frequentes, mas as roupas se modificam conforme a estação e dependendo a época do ano os produtos são específicos, por exemplo, em janeiro - mochilas e materiais escolares, além de muitas agendas; em novembro e dezembro - enfeites de Natal e itens para presentear. Eu evito esses meses, bem como emendas de feriados quando mal se pode andar pela rua de tanta gente. São nesses dias que se fazem as reportagens divulgadas na TV, mas não é assim em todo e qualquer dia do ano.

Bolsas: 1 por R$35,00 ou 3 por R$100,00
              Um paradoxo da 25 de Março: quanto mais baratos os produtos, mais dinheiro você vai precisar para sair satisfeita de seu dia de compras. Levar uns trocados apenas para comprar umas coisinhas vai deixá-la frustrada com certeza e você vai voltar para casa se perguntando: "Por que não comprei tal coisa?" E depois ainda vai se irritar quando pagar bem mais caro pelo mesmo produto em sua cidade sabendo a economia que poderia ter feito. Por isso, programe-se para esse passeio consumista, faça uma lista de itens de maior interesse e volte para casa feliz e cheia de sacolas.
Loja de presentes com produtos a partir de R$1,00.
                  Há quem diga que é loucura, que nunca pisará por lá ou foi uma vez e jurou não voltar mais. Tenho amigos que moram em São Paulo e dizem que jamais vão para aquela região. Eu entendo, gosto não se discute. Nos tempos de Orkut eu fazia parte de duas comunidades que me diziam ser inconciliáveis: 'Eu amo shopping' e 'Eu amo a 25 de Março', mas realmente eu amo as compras nos dois espaços! 
                   Para encerrar, uma amostra do que me faz continuar a comprar na 25 de Março e na Feirinha da Madrugada, mesmo depois de ter minha bolsa cortada a estilete e por sorte não ter sido furtada (a bolsa tinha forro):

Saia rendada R$15,00; blusa de manga longa malha verde R$10,00; colar de coruja R$4,00;
colar de flores R$5,00; bolsa pequena de mão R$25,00; caixa decorada R$11,70;
pião dos Minions com luzes e música 2 por R$10,00; macacão de soft para cachorro R$15,00; relógio-anel 3 por R$10,00; brincos de diversos modelos 4 por R$10,00; calça legging jeans R$15,00.
Entenderam agora?! Então boas compras.


Gramado por Porto Alegre ou Caxias do Sul?

           Gramado não tem aeroporto, portanto para atravessar seus portais é preciso escolher entre os aeroportos mais próximos, Porto Alegre (115km) ou Caxias do Sul (70km), e terminar o roteiro por transporte rodoviário.

       
            Quando estivemos lá pela primeira vez em agosto/2012, viajamos pela Azul, que opera nos dois aeroportos, e me pareceu muito óbvia a escolha por Caxias do Sul já que com uma distância menor levamos menos tempo na estrada e pagamos bem menos pelo táxi do aeroporto até Gramado, na época R$180,00. O trajeto leva em torno de 1h, em uma estrada de pista simples e extremamente sinuosa. Os enjoos podem ser prevenidos com um Meclin e que venham as curvas, mas por estar localizado em região serrana o fechamento do aeroporto para pousos e decolagens por conta das condições climáticas não é raro e o voo pode acabar transferido para Porto Alegre. Nesta viagem fizemos a escolha mais acertada optando por Caxias do Sul.
Aeroporto de Caxias do Sul - RS

            Em agosto/2014 voltamos à Gramado e ao comprar as passagens, a tentação de uma super promoção da TAM fez com que desta vez a opção fosse por Porto Alegre. Que arrependimento!! Pra começar fomos vítimas do oportunismo dessa empresa aérea que fez com que essa viagem, infelizmente, fosse inesquecível pelos transtornos pelos quais passamos, falei sobre isso aqui. Mas vou desconsiderar a má qualidade dos serviços prestados pela TAM e me ater à análise do aeroporto.

Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (POA)
                Por ser uma cidade bem maior, a capital do RS tem vias congestionadas, com trânsito intenso e engarrafamentos quilométricos. Embora os serviços de transfer informem que o trajeto é feito em 2 horas não foi o que ocorreu nem quando chegamos nem quando partimos. No dia da chegada saímos do aeroporto por volta das 17:40h e chegamos ao hotel quase 3 horas depois por conta do trânsito 'amarrado' do final da tarde na capital gaúcha. A volta foi ainda pior, mesmo seguindo a orientação de sair com 4 horas de antecedência pegamos chuva e serração na estrada, além do agravante de ser segunda-feira pela manhã, com trânsito parado nas vias que levam ao aeroporto. O resultado está relatado na postagem "Perdi o voo e a confiança na TAM". O valor do transfer 'bem pesquisado' e contratado previamente foi de R$250,00. Um táxi do aeroporto de POA a Gramado ficaria em R$360,00.

Enfim:
- Testei os dois aeroportos e continuo defendendo que chegar e sair por Caxias do Sul é melhor pelo menor tempo de estrada e menores valores de transfer.
- Se escolher o aeroporto de Porto Alegre, evite os voos em horário de pico (final da tarde e início da manhã) em que o trânsito estará ainda pior. Principalmente o final da tarde de sexta-feira e início da manhã de segunda-feira.
- Se o motivo da opção por POA for a promoção de passagens aéreas e a empresa for a TAM... repense!

Resposta da TAM

"São Paulo, 05 de Agosto de 2014.

Prezada Sra. Silmara,

Tomamos conhecimento por meio de seu e-mail enviado ao Fale com a Gente, o serviço de atendimento ao Cliente da TAM, do ocorrido em sua viagem de Porto Alegre a São Paulo, no dia 04/08, quando não foi possível efetuar seu check-in para o voo JJ 3166.

Entendemos os inconvenientes gerados em razão da perda de seu voo, entretanto, ao apresentar-se ao nosso balcão de check-in, o atendimento já havia sido encerrado.

Informamos que o encerramento de voos nacionais ocorre com 30 minutos de antecedência ao horário de decolagem. Até esse prazo, Clientes com reserva que se encontram na fila, são atendidos com prioridade.

Lembramos que o comparecimento no aeroporto deve ser efetuado com no mínimo 1h de antecedência ao horário do voo, justamente para que esse tipo de situação não ocorra.

Para que pudéssemos providenciar a sua acomodação em nosso próximo voo disponível, fez-se necessário o comparecimento a nossa loja, para que seu bilhete fosse alterado de acordo com as regras da tarifa adquirida.

Esclarecemos que eventualmente lançamos promoções que são oferecidas exclusivamente para emissões pelo site da TAM. Entretanto, com exceção das promoções pontuais, todas as demais tarifas são ofertadas igualmente em todos os canais de venda (site, call center, lojas, agências de viagens).

Entendemos que seu comparecimento fora do horário estipulado ocorreu em função de razões alheias a sua vontade, mas é importante considerar que a aviação também está suscetível a inúmeros fatores, sejam de ordem natural ou operacional e os atrasos geram gastos extras de combustível, horas ociosas de tripulação e talvez o maior de todos os prejuízos: a insatisfação de seus Clientes.

Por isso, gostaríamos de contar com a sua compreensão para o fato de que a cobrança da taxa de remarcação não é uma punição, mas apenas uma forma de poder sustentar a política de tarifas promocionais.

Esperamos contar com a sua compreensão.

Atenciosamente,

Equipe Fale com a Gente
Serviço de Atendimento ao Cliente - TAM Linhas Aéreas
LATAM Airlines Group S.A"



O endereço de e-mail não aceita respostas, portanto a minha segue abaixo:

Conheço todos os procedimentos de remarcação e taxas, porém, cheguei ao aeroporto 'antes' do término do check-in e fui impedida de entrar na fila. O meu prejuízo não é apenas o desgaste e a insatisfação, há também mais de 3 mil reais, valor que quero o ressarcimento e para isso seguirei as orientações da ANAC de fazer um Boletim de Ocorrências e abrir um processo no Juizado de Pequenas Causas.

Em nenhum momento questionei a taxa de remarcação, não entendi o porquê da explicação sem sentido.
O oportunismo e o desrespeito ao cliente jamais contarão com minha compreensão.

Leia também o que gerou a resposta enviada pela empresa:
Perdi o voo e a confiança na TAM