Disney traz à tona memórias alegres de viagens com a família na infância
Zeca Camargo

Não é simples ser feliz num lugar onde todo o mundo fica torcendo para você ser feliz. Na Disney, mesmo que você entre nos parques com o pé esquerdo, num dia em que você acordou meio esquisito, tudo é feito para que você esbanje felicidade. 
E dá certo. A não ser que você pare para pensar no que está acontecendo... 
Magic Kingdom

Não fui de mau humor à Disney — pelo contrário. Passei adoráveis duas semanas trabalhando lá recentemente (como contei na última coluna) numa atmosfera de pura harmonia.
Fui literalmente todos os dias a pelo menos um dos quatro parques: Magic Kingdom, Epcot, Animal Kingdom e Hollywood Studios. Sim, tinha dias em que eu ia a dois.
Diverti-me, como era de se esperar, como uma criança. Mas, bombardeado por aquele “firewall” de alegria, a certa altura comecei a me perguntar se toda aquela felicidade à minha volta não era um pouco exagerada. 
Comecei a prestar atenção nas coisas que ouvia direto. “Tenha um ótimo dia”, por exemplo, é de praxe. 
Tristeza e Alegria, no Epcot

Todo o mundo que eu cruzava nos parques, porém, ia bem além nas nossas breves interações, dizendo coisas como: “Não é que você está com uma cara feliz hoje?”, “eu vejo que você está brilhando tanto quanto o sol lá em cima!”, “fizemos um bocado de coisas legais e positivas hoje, não fizemos?”, ou até mesmo —e esta eu tive de anotar para não me esquecer— “alguém com essa luz nos olhos só pode estar no melhor momento da sua vida aqui com a gente!”. 
Tudo um pouco estranho. Porém, esse é o clima. A gente aceita. 
Mas, quando a caixa de uma loja em Epcot quis saber o que eu tinha achado nas suas prateleiras que poderia ser a causa daquele sorriso no meu rosto, eu finalmente desconfiei. 
Será que eu estava mesmo tão feliz assim só de estar na Disney? E, em caso positivo, por que me sentia assim?
Eu precisei entrar numa galeria de arte, ali mesmo em Epcot, para começar a encontrar a resposta. 
Destoando das outras lojas, essa vendia gravuras e pinturas, sempre com os temas da Disney, mas que, ao contrário das mercadorias que você encontrava em toda esquina nos parques, custavam pequenas fortunas.
Lá eu vi, numa vitrine, uma pequena peça de metal reproduzindo um submarino com a inscrição “20 mil Léguas Submarinas” e tive aquele estalo! 
Lembrei-me da primeira vez em que visitei o parque, de uma atração com esse nome. Você submergia num submarino (hoje até meio tosco) a um nível bem raso, para conferir as “maravilhas do mundo do mar”: peixes e crustáceos mecânicos em baixo da água mexendo com a minha imaginação de criança.
Foi como se um compartimento da minha memória tivesse sido escancarado. 
Voltei para meados dos anos 1970 e me lembrei do meu pai apertando minha cintura numa montanha-russa como se a própria segurança do brinquedo não fosse suficiente para proteger seu filho das curvas. 
Do olhar da minha mãe, emocionada, no Small World —que está lá até hoje (cheguei até a mandar um vídeo para ela no WhatsApp, que, claro, a fez chorar). 
E, além da viagem submarina, vi claramente a imagem de meus irmãos, ainda menores que eu, rodopiando comigo nas xícaras do chá do Chapeleiro Maluco de “Alice no País das Maravilhas”...
E foi nessa lembrança espelhada na minha excitação de 2019 que encontrei a felicidade que eu estava sentido. 
Cada nova emoção que vivia em um dos brinquedos era, na verdade, um eco de um deslumbramento que eu mesmo havia experimentado décadas atrás. E aí estava a explicação genuína do sorriso impecável no meu rosto!
As pessoas que lá trabalham, genuinamente felizes, contagiadas por tantos outros sorrisos, não eram a causa real da minha alegria. 
Seus esforços quase automáticos de gerar felicidade eram uma boa tentativa de despertar aquilo em mim, mas minha satisfação —percebi então— vinha do meu próprio registro do que eu já tinha vivido lá. E de que eu nunca mais me esqueci.
A atração das “20 mil Léguas” já não existe mais. Fechou em meados dos anos 1990, como tantas outras substituídas por brinquedos ainda mais modernos e marcantes. 
         Mas, para esse cinquentão que voltava a abraçar toda aquela magia da Disney depois de um hiato de décadas, ela acabou sendo uma peça fundamental de um quebra-cabeças infinito chamado felicidade.
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Leia também:
- O inferno da Disney -  Fernanda Torres


             Preparando-se para viajar para a Orlando e montando seu roteiro de atrações nos parques Disney? Então o texto de Zeca Camargo lhe será bem útil.

Space Montain

Eu tenho medo. Mas eu vou. Desde criança. 
Falo do estranho fascínio que uma montanha-russa exerce na gente. Há uma certa ousadia no ato de entregar seu corpo a outras forças além da gravidade, e nas duas últimas semanas estourei minha cota (a de ousadia) até 2020. 
Estive nos parques da Disney, em Orlando, e andei em todas as montanhas-russas que eles têm: das mais “de criança”, como a da Mina dos Sete Anões, à assustadora Expedição Everest. E posso afirmar: meu corpo não é mais o mesmo depois dessas experiências.
A nova onda são as atrações que oferecem passeios virtuais. Para o estupendo Flight of Passage, que fica em Pandora, a área do parque Animal Kingdom que reproduz o filme “Avatar”, você enfrenta filas de até três horas para “voar” num banshee, aquele “pássaro” gigantesco em que os avatares voam na famosa produção de James Cameron, a maior bilheteria da história do cinema. Vale a pena a espera? Cada minuto! O voo é de fato vertiginoso, e você sente até o bicho “respirando” nas suas pernas. 

Test Track - Epcot

Na Mission: Space, que fica no Epcot, eu literalmente achei que iria desmaiar. Praticamente imóvel num simulador de voo, você sente suas bochechas esticarem na “decolagem” de um foguete para Marte. A pressão no peito deve ser bem próxima da que sentem os astronautas. Andar depois desse brinquedo é um reaprendizado.
E aí tem o Soarin’, também em Epcot, que faz você se sentir como numa gigantesca asa-delta sobrevoando os lugares mais incríveis do mundo. Tem até um rasante na torre Eiffel brilhando à noite que me fez chorar. Mais uma vez saí mexido da atração.
Mas todas essas, insisto, são experiências virtuais incríveis, extasiantes. Há quem aposte que esse é o futuro dos parques de diversões, e talvez seja mesmo. Só que aí eu entrava numa montanha-russa, das antigas mesmo, com carrinho rolando sobre trilhos duvidosos, e eu me lembrava o que era mesmo uma emoção.
Em tempos em que passamos tanto tempo com os olhos grudados numa tela de celular, um passeio que faz você se lembrar de que tem um corpo, e que ele, frágil e inerte que é, está sujeito forças muito maiores do que a gente imagina, andar, por exemplo, na Space Mountain, um dos brinquedos mais concorridos do Magic Kingdom, é um valioso lembrete de que estamos vivos.
Nela, assim como na Rock’n’roller Coasters (no parque Hollywood Studios), o trajeto quase todo no escuro te espera com curvas repentinas, agudas até. Além das descidas radicais e dos eventuais (e malditos!) loopings, que te deixam de cabeça para baixo. 

Rock’n’roller Coasters

Quando ainda era criança e andei pela primeira vez na Space Mountain, lembro que saí chorando. Hoje, essa mesma não me apavorou tanto, mas da Rock’n’roller, que, de bônus, ainda empresta as músicas do Aerosmith para o passeio, eu saí meio esquisito. 
Disfarcei meu choro com uma cortina de mau humor que fez todo mundo me estranhar por 20 minutos...
Todas as montanhas-russas têm algo de especial, projetado para tirar o seu corpo do sério. Na do Everest, a certa altura os trilhos “acabam”, e você tem que voltar de ré antes de partir para um mergulho abismal... 
E na minha favorita, a Slinky Dog, na área nova do Toy Story Land, baseada na maravilhosa trilogia homônima, uma pausa no meio do trajeto te engana: você acha que vai dar um tempo, mas o carrinho só para para pegar mais aceleração e... Go! Go! Go! —como está escrito nos arcos que você cruza em alta velocidade.
Quem conhece a Disney, ou mesmo quem já pesquisou  sobre o parque construindo o sonho de um dia ir até lá, talvez estranhe minha afirmação anterior: de que o Slinky Dog é minha montanha-russa favorita. Mesmo? Com tantas opções bem mais extremas? 
Se estou falando de corpos que se desestabilizam, existem opções bem mais intensas. Mas é que só essa que mexe com o seu eixo físico e também com o emocional. E para explicar isso eu vou precisar de outra coluna, daqui a duas semanas...
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Duas semanas depois...
- Disney traz à tona memórias alegres de viagens com a família na infância

 Hotel Unique - SP

       Além da fama e do sucesso, o ator Harrison Ford, a cantora Demi Lovato, o estilista Calvin Klein e o surfista Kelly Slater têm em comum a preferência de hospedagem em São Paulo. Tanto eles quanto várias outras celebridades, elegem o Hotel Unique como o preferido para a estadia na capital paulista. 
Biblioteca do Hotel Unique

     A preferência é fácil de entender, pois trata-se do hotel mais premiado de São Paulo, entre outros títulos: o nº. 1 no ranking do TripAdvisor como o "Melhor Hotel de São Paulo"; prêmio Condé Nast Traveler (que avalia o turismo de luxo no mundo) como "Melhor Hotel da América do Sul", em 2016, além dos prêmios do Espaço de Eventos Unique com os títulos de "Melhor Hotel para Casamentos, Festas e Eventos Especiais" em 2016 e "Melhor Hotel para Reuniões ou Conferências" em 2017.
Projeto de Ruy Ohtake
          Esse cartão postal de São Paulo é um projeto arquitetônico de Ruy Ohtake, filho da artista plástica Tomie Ohtake (1913-2015), um ícone das artes brasileiras cujas obras colorem São Paulo e outras localidades: tapeçaria no auditório do Memorial da América Latina; escultura em homenagem as 100 anos da Imigração Japonesa, no aeroporto de Cumbica; Monumento ao Trabalhador, em Santo André; escultura do Emissário Submarino, em Santos, etc. Os parênteses aqui são apenas para justificar a origem da veia artística de Ruy Ohtake que projetou o esplêndido hotel em forma de barco inaugurado em 2002 e que, ainda hoje, continua a atrair olhares admirados com a ousadia e originalidade da construção elegante e contemporânea.
Obras de Tomie Ohtake

       Além da arquitetura, o que torna o hotel tão único que não poderia ter recebido outro nome, é o designer de João Armentano, o paisagismo de Gilberto Elkis, a gastronomia inovadora de seu restaurante Skye, considerado um dos mais charmosos do mundo, e o bar com seus drinks exclusivos que podem ser degustados mesmo por quem não se hospeda no Unique, já que é aberto ao público diariamente a partir das 18h . 
Interior do Hotel Unique

          Quem quiser experimentar o drink Skye High, com vodka de Vanilla, lichia e licor de laranja ou o Unique Watermelon, com licor e suco de melancia, ainda tem o bônus da vista maravilhosa (uma das mais bonitas da cidade) do último andar do hotel de onde se avista tanto o Parque do Ibirapuera quanto os prédios da Avenida Paulista. Para quem não consome álcool, a carta de sucos tem opções tentadoras com diferentes combinações de frutas e ervas.
Vista desde o Hotel Unique

      Uma diária no Hotel Unique custa entre R$1000 (com antecedência e em datas pouco concorridas) e R$2000 reais, para usufruir de todo o luxo e os mimos oferecidos, incluindo o menu de travesseiros (penas de ganso, aromáticos, antialérgicos, ortopédicos, em diferentes formatos e tamanhos) e amenities da marca italiana Acqua di Parma (shampoo, condicionador, loção corporal, sabonete líquido e em barra). E ainda a Unique Magazine com editoriais de moda produzidos nos espaços mais luxuosos do hotel, incluindo a suite presidencial. Acesse a edição online da Unique Magzine aqui.

Último andar do Hotel Unique

         Deu para entender o porquê do Hotel Unique estar no mesmo patamar dos melhores hotéis do mundo? Comparado aos luxuosos Baccarat Hotel em Nova York, Palazzo Versace em Dubai e Montage Beverly Hills em Los Angeles. Com tantos superlativos, o hotel em forma de barco tornou-se ponto turístico de São Paulo e passar por ele para algumas fotos, mesmo que apenas nas áreas coletivas, é um plus em qualquer city tour que busque mostrar o que São Paulo tem de melhor. Nós o visitamos com a Relax Turismo e o city tour está super indicado tanto para quem não conhece a capital de São Paulo quanto para quem quer descobrir novos encantos paulistas. 
Com o guia Napoleão, da Relax Turismo

Ficha técnica
Localização: São Paulo - SP
Área: 20.500,00 m² construída - 6.454,00 m² total
Número de pavimentos: 6 (no volume principal) – 95 apartamentos
Ano: 2000/2002
Projeto de Arquitetura: Ruy Ohtake
Projeto de Interiores: João Armentano
Projeto de Paisagismo: Gilberto Elkis
Bar no último andar do hotel

Endereço
Av. Brigadeiro Luiz Antonio, n.4700
Jardim Paulista - São Paulo - SP
Site: http://www.hotelunique.com.br/ 


Vista de SP
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Museu Imperial

        Quem conhece Petrópolis certamente se encantou com o desfile de 2019 que a escola de samba Vila Isabel fez em homenagem à Cidade Imperial, local onde D. Pedro II passada a maior parte do ano e onde recebeu a notícia da Proclamação da República, o que culminou com a expulsão da família imperial do Brasil.

Última foto da família imperial no Brasil

          Quem não conhece ficou com uma pulguinha atrás da orelha, pensando em uma oportunidade para conhecer a 'cidade de Pedro', local onde fica o Museu Imperial, que foi a casa de verão da família, o Palácio Quitandinha, construído para ser o maior cassino da América Latina pouco antes do jogo ser proibido no Brasil, e  cidade onde a Princesa Isabel (que dá nome à escola de samba) assinou a Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, embora existissem pouquíssimos escravos em 1888, quando a lei foi assinada.
Carro alegórico em referência à Lei Àurea

           A escola ficou em 3º lugar no desfile de 2019. Vamos ao samba-enredo? As imagens deste post intercalam fotos reais de Petrópolis com a representação da cidade no desfile da Vila Isabel. Os links em palavras do samba-enredo, direcionam para 'saber mais' sobre os lugares mencionados. Passe o mouse sobre as imagens para ter informações sobre os locais retratados.

Em Nome do Pai, do Filho e dos Santos, 
a Vila Canta a Cidade de Pedro

Viva a princesa e o tambor que não se cala
É o canto do povo mais fiel
Ecoa meu samba no alto da serra
Na passarela, os herdeiros de Isabel

Casa onde viveu a Princesa Isabel, em Petrópolis

Vila, te empresto meu nome
Fonte de tanta nobreza
Por Deus e todos os santos
Honre a tua grandeza
E subindo, pertinho do céu
A névoa formava um véu
Lembrei de meu pai, minha fortaleza
Esculpida em pedras, pedros e coroados
Os seus guardiões, protetores de raro esplendor
Luar do imperador

Igreja de Petrópolis

Meu olhar lacrimejou
Em águas tão cristalinas
Uma cidade divina
Bordada em nobre metal, a joia imperial

Av. Koeler, em Petrópolis

Petrópolis nasce com ar de Versalhes
Adorna a imensidão
A luz assentou o dormente
Fez incandescente a imigração
No baile de cristal, o tom foi redentor
Em noite imortal, floresceu um novo dia
Liberdade, enfim, raiou

Escravos, na representação da Vila Isabel

Não vi a sorte voar ao sabor do cassino
Segundo o dom que teceu o destino
Meu sangue azul no branco desse pavilhão
O morro desce em prova de amor
Encontro da gratidão

Interior do Palácio Quitandinha, antigo cassino

Viva a princesa e o tambor que não se cala
É o canto do povo mais fiel
Ecoa meu samba no alto da serra
Na passarela, os herdeiros de Isabel

Cassino no desfile da Vila Isabel

          A seguir um pedacinho do desfile para aguçar ainda mais a vontade de conhecer Petrópolis. A cidade é linda, o clima agradável, lugar para ótimas compras, muita cerveja... tudo de bom. Visite!
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Hebe Camargo

        Fomos visitar a exposição Hebe Eterna, no Farol Santander em São Paulo, o que só aguçou a curiosidade em saber mais e mais sobre essa mulher forte, guerreira e à frente de seu tempo. Uma mulher 'empoderada', antes mesmo do termo surgir.

Derci Gonçalves mostra o seio ao vivo

        O filme, com estreia prevista para agosto/2019, promete ser tão polêmico quanto foi a 'primeira dama da TV brasileira' e mostrar, além da conhecida coragem e irreverência, outras nuances desconhecidas do público. Quem encarna Hebe Camargo no cinema é Andréa Beltrão e o trailer divulgado no Dia da Mulher, mesmo dia em que Hebe estaria completando 90 anos, é de encher os olhos, inclusive pelos figurinos riquíssimos que também podem ser vistos na exposição Hebe Eterna.
Exposição Hebe Eterna
          Veja o trailer no final do post, mas antes dele leia uma crônica que Rita Lee escreveu em homenagem à Hebe Camargo e teve oportunidade de apresentar a ela. Que dádiva, não é mesmo?!


Eu devia ter uns nove anos de idade. Estava chegando da escola com uma nota zero no boletim quando me deparo com uma multidão a poucos metros da minha casa. No meio das pessoas, lá estava minha mãe excitadíssima me acenando: “Venha ver! Venha ver!”.
No caminhão estacionado no meio da rua, o conjunto regional tocava os primeiros acordes anunciando a presença da estrela da tarde e foi assim que ‘linda de viver’, Hebe Camargo, de cabelos castanhos, ondulados até os ombros e uma pinta marota no queixo, surgiu num vestido rodado bem anos 50 cantando toda brejeira o sucesso ‘Beijinho doce’.
No final de cada música, o povo emocionado gritava: ”Hebe! Hebe! Hebe!” Os comentários eram unânimes: “Só uma rainha pra cantar de graça.”, “Ela é bem mais bonita pessoalmente”, “Ah, se eu fosse Mazzaropi casava com ela!”, “Muito melhor que Marlene e Emilinha juntas!”.
Mas a noite chegou e sequestrou Hebe da minha rua. Fui dormir com a última música que ela cantou, adaptando a letra à minha fantasia:

“Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com florzinhas, com florzinhas de brilhante
Para ver, para ver Hebe cantar”.

Rita Lee e Hebe Camargo


Sempre que vou ao programa dela me sinto a mesma menina de 9 anos diante da grande rainha da minha rua. Por isso, quando encontro Hebe pela frente, me ajoelho a seus pés. Não é encenação, nem puxação de saco. É para agradecer aquela tarde inesquecível que, entre outras benesses, fez minha mãe relevar a bela nota zero que tirei na escola.

Lindo texto, não é mesmo? Hebe se emocionou quando ouviu a leitura. Porém, bem menos do que imagino que os fãs ficarão emocionados ao assistirem ao filme. Estou aguardando ansiosamente. E vocês?



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Dia da Mulher
Para mulheres com mais de 30
Arnaldo Jabor

Isto é para as mulheres de 30 anos pra cima…
E para todas aquelas que estão entrando nos 30, e para todas aquelas que estão com medo de entrar nos 30… E para homens que têm medo de meninas com mais de 30!!!
A medida que envelheço, e convivo com outras, valorizo mais as mulheres que estão acima dos 30. Estas são algumas razões do porquê:
Uma mulher de 30 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: “O que você está pensando?” Ela não se importa com o que você pensa, mas se dispõe de coração se você tiver intenção de conversar.
Se a mulher de 30 não quer assistir ao jogo, ela não fica à sua volta resmungando. Ela faz alguma coisa que queira fazer. E, geralmente é alguma coisa bem mais interessante.
Uma mulher de 30 se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Poucas mulheres de 30 se incomodam com o que você pensa dela ou sobre o que ela está fazendo.
Mulheres dos 30 são honradas. Elas raramente brigam aos gritos com você durante a opera ou no meio de um restaurante caro. É claro, que se você merecer, elas não hesitarão em atirar em você, mas só se ainda sim elas acharem que poderão se safar impunes.
Uma mulher de 30 tem total confiança em si para apresentar-te para suas melhores amigas. Uma mulher mais nova com um homem, tende a ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela não confia no cara com outra mulher. E falo por experiência própria. Não se fica com quem não confia, vivendo e aprendendo, né???
Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados para uma mulher de 30. Elas sempre sabem…
Uma mulher com mais de 30 fica linda usando batom vermelho. O mesmo não ocorre com mulheres mais jovens.
Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota ou se você estiver agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem, e o resto deixe que ela faça.
Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 por um “sem” números de razões.
Infelizmente, isso não é recíproco. Para cada mulher de mais de 30, estonteante, inteligente, bem apanhada e sexy, existe um careca, velho, pançudo, em calças amarelas bancando o bobo para uma garçonete de 22 anos.
Senhoras, EU PEÇO DESCULPAS:
Para todos os homens que dizem, “porque comprar uma vaca se você pode beber o leite de traça?”, aqui está a novidade para vocês:
Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento, sabem por quê?
        Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma linguiça.
           Nada mais justo.


Caro Arnaldo Jabor, eu sei o porquê disso acontecer: quando buscamos por felicidade, a encontramos no chocolate.

Feliz Dia das Mulheres para todas as leitoras do 
blog "De Turista a Viajante",  
sejam elas chocólatras ou as raríssimas exceções.
Dia da Mulher

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Exposição Hebe Eterna - Farol Santander - SP

      A diva Hebe Camargo é tema de uma exposição inédita e imperdível inaugurada em fevereiro/2019 no Farol Santander em São Paulo, cidade onde a 'rainha da TV brasileira' viveu a maior parte de sua vida, até falecer em 29 de setembro de 2012, aos 83 anos de idade.
Linha do tempo - Hebe Camargo
            Em 2019, Hebe completaria 90 anos. Sabe quando? Em 08 de março, exatamente no Dia Internacional da Mulher, a data não poderia ser mais significativa, não é mesmo? Adélia Prado, sem essa intenção, resumiu em seu poema 'Com licença poética' a sina grandiosa de Hebe Camargo. Leiam e digam se não parece escrito para ela:

"Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
(...)
já minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Vestidos de Hebe Camargo

           A exposição imersiva e interativa é uma homenagem aos 60 anos de carreira dessa mulher deslumbrante que se fundem com a própria história da TV brasileira. Desde sua morte, a família dedicou-se a organizar e conservar o acervo luxuoso deixado pela musa, já pensando em uma futura exposição que só agora, 7 anos depois, está disponível para aplacarmos um pouco a saudade de seu sorriso aberto e franco, de suas polêmicas, de suas roupas, sapatos e joias tão luxuosos que a tornavam alvo de críticas por ostentar em um país onde tantos passam fome. Argh! Intriga da oposição. Puro recalque! Nela, as joias maravilhosas, que eram sua marca registrada, não pareciam ostentação, pareciam um presente ao público que a admirava.
Sapatos de Hebe Camargo

        Quantos sapatos tinha Hebe Camargo? E vestidos? E joias? Não... isso nunca saberemos, nunca foi divulgado. Mas as peças mais marcantes de sua carreira estão lá para serem vistas bem de perto acompanhadas de vídeos com a 'primeira dama da TV brasileira' usando essas verdadeiras obras de arte fashion. Um exemplo é o longo branco e rendado, de mangas amplas com que homenageou Roberto Carlos cantando 'Você não sabe' no especial 'Elas cantam Roberto Carlos', em comemoração aos 50 anos de carreira do cantor (2009).       
Reprodução do camarim de Hebe
             Uma curiosidade: Hebe calçava n.37 e os saltos de seus sapatos (10, 12, 15cm) variavam em tamanho dependendo de quem seriam suas convidadas no programa, pois não admitia ficar mais baixa que outras mulheres. Além de colares, brincos e anéis, os pés de Hebe também portavam verdadeiras joias, com seus sapatos sempre diferentes, cheios de brilho, inclusive dos brilhantes e do ouro que os adornavam e acompanhavam as bolsas. Mesmo em casa, longe das câmaras, ela não perdia o glamour, ainda que estivesse no conforto dos chinelos, esses também tinham muito dourado e muito brilho.
Cardápio preferido de Hebe Camargo
       A exposição 'Hebe Eterna' divide-se em 11 ambientes que buscam inserir o visitante no cotidiano da homenageada. Começa por apresentá-la na linha do tempo de sua carreira, que se iniciou aos 15 anos de idade; depois é como se - principalmente as mulheres - pudessem viver um dia na vida de Hebe Camargo escolhendo qual de seus vestidos vestir, qual de seus sapatos calçar e seguindo para os camarins, onde os cabeleireiros virtuais aguardam com as fofocas mais quentes e os segredos mais bem guardados. Ao se sentar na cadeira de Hebe, o rosto de visitante fica emoldurado no espelho pelos cabelos da musa. Se é hora da refeição, lá está o menu preferido, reproduzido com imagens no prato que se alteram de acordo com a ordem do serviço: entrada, primeiro prato, sobremesa...
Hebe Camargo na mídia
         A capela onde Hebe rezava todos os dias, também está ali reproduzida. A capela foi uma surpresa que os familiares fizeram a ela, a construção durou cerca de dois anos sem que Hebe tomasse conhecimento do que acontecia em sua própria casa. Também estão à disposição os jornais que lia diariamente, mas esses foram produzidos especialmente para homenageá-la (Hebe News) e são uma lembrança que o visitante pode levar para casa.
Evolução dos televisores
         Para mostrar o quanto a história de Hebe Camargo se funde com a história da TV brasileira, imagens da musa apresentando seu programa são exibidas em televisores de diferentes épocas, desde o modelo em que os brasileiros assistiram à estreia da TV Tupi, em 1950, até a tela plana em que viram Hebe encerrar sua carreira na Rede TV, em 2012, embora tenha vivido a maior parte de sua vida profissional no SBT, emissora de Sílvio Santos, com a qual assinou contrato para voltar dois dias antes de sua morte.
         Também estão na exposição o piano e microfone de Hebe Camargo, bem como o famoso sofá onde recebia seus convidados, de preferência, sentados à sua esquerda. Quem visita a exposição pode sentir o gostinho de ser entrevistado no famoso sofá da Hebe, feito que só a tecnologia pode promover. Os efeitos virtuais também possibilitam ganhar de Hebe o famoso 'selinho' com que recebia seus convidados. São cabines fotográficas em que cada um programa a foto em preto e branco para ser enviada a seu e-mail e o resultado é emocionante. São várias cabines e cada uma delas tem uma imagem diferente de Hebe. Escolha abaixo a sua preferida.
Selinho da Hebe

        A exposição acaba antes da vontade de ficar mais um pouquinho revivendo a vida da musa da TV. Embora ocupe dois andares (19º e 20º) do Farol Santander, fica um gostinho de quero mais que 'talvez' seja aplacado com a chegada do filme "Hebe, a estrela do Brasil", com estreia prevista para agosto/2019. 
              Só nos resta esperar ansiosamente. Convidados de Hebe
Serviço

Exposição 'Hebe Eterna'
De 19/02/2019 a 02/06/2019
Terça a Sábado das 9h às 20h
Domingo das 9h às 19h
Farol Santander, 19º e 20º andar
Rua João Brícola, 24
Centro, São Paulo - SP

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