Museu do Amanhã, visto desde o MAR (Museu de Arte do Rio)

           No que se refere à tecnologia, o amanhã já chegou. No que se refere à devastação do planeta, ainda acredita-se na salvação, por isso, a criação do Museu do Amanhã: um espaço tecnológico que tem por objetivo principal conscientizar os visitantes sobre a urgência em nos dedicarmos à uma vida sustentável que garanta qualidade para as gerações futuras.
         Quer outros bons motivos para conhecê-lo? O Museu do Amanhã recebeu o Leading Culture Destinations Awards/2018 (LCD Awards), o Oscar dos museus, o maior prêmio internacional concedido a instituições, organizações artísticas e destinos culturais. O prêmio, na categoria Melhor Organização Cultural do Ano, superou concorrentes como o Louve de Abu Dabhi e o Museu de Vancouver. Desde sua inauguração, o Museu do Amanhã tem sido destaque constante: em 2016, recebeu o título de Melhor Novo Museu do Ano das Américas e Caribe. Em 2017, conquistou o Prêmio Internacional Mipim Awards, em Cannes, por ser uma construção sustentável, e também o reconhecimento da Brazil Foundation como gestão inclusiva, em Nova York. Entendeu a importância do Museu do Amanhã? Então vamos em frente...          Museu do Amanhã

        O Museu do Amanhã é símbolo do projeto de reubarnização da zona portuária do Rio de Janeiro, que tornou a área bem mais atrativa aos turistas que visitaram a cidade durante as Olimpíadas de 2016; um legado que, felizmente, permanece valorizando a cidade pós-olimpíada. A impressionante arquitetura orgânica e sustentável, invariavelmente fotografada por quem passa pela região, é um projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e levou cinco anos para ficar pronto. Foi projetado para que as placas solares de sua cobertura movimentem-se, como se fossem asas, acompanhando a direção do Sol e captando energia e luz natural.
        O melhor ângulo para apreciar a beleza e a modernidade da construção é a partir do Museu de Arte do Rio (MAR) que fica em frente e possui um mirante em seu último andar. A primeira foto dessa postagem foi tirada desde o mirante do MAR.
       Não espere por um acervo físico nas exposições fixas, pois tudo no Museu do Amanhã é virtual e acessado ao toque das mãos do visitante, totalmente interativo e pós-moderno. Diferente da grande maioria dos museus, não é dedicado apenas a apreciarmos nosso passado, mas também a vislumbramos nosso futuro e conhecermos ideias do que pode ser feito para a preservação da vida no planeta.    
Museu do Amanhã
              
       Sim, é um museu de Ciências, porém, com um foco diferente. Nele você examina o passado e é convidado a imaginar situações possíveis para os próximos 50 anos. Tudo isso a partir de experiências interativas possíveis pela tecnologia disponível no presente: mesas com touch screen, áudios, vídeos, jogos e outros recursos tecnológicos e interativos.
     E o quanto você está preparado para as inovações do futuro? Faça o jogo 'Humano do Amanhã', na área 'Amanhãs-Humano', e descubra se você é um 'terráqueo pé-atrás' (como eu), um 'turista no planeta', um 'androide visionário', um 'marciano melancólico', um 'militante rabugento', um 'plugado topa-tudo', um 'ciborgue ambicioso'... são doze tipos de humanos definidos a partir de sete perguntas instigantes e provocativas. O jogo foi criado pelo jornalista Marcelo Tas.
Museu do Amanhã
           
       Para melhor aproveitar a vista ao Museu do Amanhã siga a ordem das cinco áreas principais da exposição permanente: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhã e Nós. Cada uma respondendo uma pergunta específica sobre nosso passado, presente e futuro:
- Cosmos - De onde viemos?
- Terra - Quem somos?
- Antropoceno - Onde estamos?
- Amanhãs - Para onde vamos?
- Nós - Como queremos ir?
           Na primeira experiência da visita - Cosmos - os visitantes começarão a refletir sobre as perguntas que guiarão sua visita a partir de um filme projetado em 360º (foque em um ponto só, ficar olhando para todos os lados pode provocar tonturas). O roteiro do filme de 6min exibido no Portal Cósmico é o que segue, a companhado de belíssimas imagens:
Museu do Amanhã

Somos o vazio. 
Somos tempo e espaço. 
Somos luz. 
Somos energia. 
Somos matéria. 
Somos átomos. 
Somos o Universo. 

O Universo está constantemente se desdobrando. 
Se desdobrando em matéria, 
e matéria se desdobrando em vida. 
Vida que é mutação e evolução. 
Vida que se desdobra em instinto. 
Vida que se desdobra em pensamento. 
Pensamento que imagina o Universo.

Somos vida. 
Somos ritmo e movimento. 
Diversidade. 
Palavra e silêncio. 
Somos memórias. 
Conhecimento. 
E invenção. 
Somos Terra. 

Somos o Universo se desdobrando. 
Se desdobrando em matéria, 
matéria em vida, 
vida em pensamento. 
Somos o pensamento que imagina o Amanhã, 
Amanhã que é aqui e agora.
Museu do Amanhã

            Qual será o nosso legado para as próximas gerações? Essa é a pergunta que direciona a última área de exposição fixa do museu - Nós -  onde o visitante encontra, dentro de uma oca, o único objeto físico do acervo: um churinga. O objeto de madeira lavrada é um artefato simbólico dos povos aborígenes australianos, com o qual eles associam o passado ao futuro, transmitindo os saberes das gerações passadas às gerações futuras, representando a continuidade do povo e de sua cultura.
        O churinga apresenta-se no Museu do Amanhã repleto de significados, uma vez que a proposta do museu é refletir sobre as ações humanas do passado para chegarmos a soluções que garantam nosso futuro.
Museu do Amanhã

          Aos fundos da construção, o visitante se depara com uma grande parede envidraçada, um mirante interno, de onde se aprecia a ponte Rio-Niterói e a Marinha do Brasil. Em primeiro plano, a estrela de 20 pontas e seis metros de diâmetro é a escultura metálica Puffed Star II, do artista norte-americano Frank Stella, que antes de ser doada para o acervo permanente do museu esteve em exposição em Nova Iorque, na galeria Marianne Boesky. A grande estrela metálica é a outra peça do acervo físico do Museu do Amanhã, mas esta fica do lado externo da construção, instalada em um espelho d'água, de frente para a Baía de Guanabara.
        O espaço do Museu do Amanhã também tem lanchonete, restaurante e lojinha de souvenirs com lembranças bem interessantes e preços acessíveis. Não passe pelo Rio de Janeiro sem conhecê-lo e refletir sobre o 'amanhã' da humanidade com calma e atenção. Reserve duas horas, no mínimo, para a visita.

Museu do Amanhã

Serviço
Endereço: Praça Mauá, 1 - Centro. Rio de Janeiro, RJ. CEP: 20081-240 (Porto Maravilha)
Visitação: Terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h)
Valor: R$20 (inteira) e R$10 (meia). Grátis às terças-feiras.
Trio Boulevar: compre com desconto ingresso único para as três atrações do Porto Maravilha: Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio e AquaRio.


Nossa passagem pelo Rio de Janeiro foi de um único dia, a caminho de Petrópolis. Quem nos acompanhou foi o guia Márcio Pizzi (24 99314-7447) que também nos prestou os serviços de transfer até a serra fluminense. Fica a dica.
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Museu de cera de Petrópolis
     
           Museus de cera têm em seu acervo esculturas humanas feitas em cera e incrivelmente realistas de celebridades históricas, do cinema, da música, do esporte, da política, da religião... todas em tamanho natural e riqueza de detalhes de suas características físicas. É uma atração divertida, onde os visitantes podem ver bem de perto a réplica daquele ídolo do filme ou das canções mais apreciadas de suas vidas. Por possibilitar essa aproximação entre público e artista, os museus de cera são famosos no mundo todo, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Ah! Mas são só bonecos!! Você pode estar argumentando. Sim, mas bonecos em tamanho real podem fazer você descobrir que aquela 'grande estrela' não é necessariamente uma 'estrela grande' ou que aquele astro é mais robusto do que parece nas telas... e assim por diante.

Museu de cera de Petrópolis

        Quando se fala em Museus de Cera, o nome mais lembrado é a franquia Madame Tussauds, que tem uma dezena de museus pelo mundo, pela fidedignidade que as peças expostas têm em relação a seus originais. Nós já visitamos o Madame Tussauds de Nova York e o Madame Tussauds de Orlando e podemos dizer que o Museu de Petrópolis tem a mesma qualidade em 'quase' todas as peças. Eu não incluiria nessa máxima semelhança nossos ex-presidentes Lula e Dilma, Michael Jackson e Ayrton Senna. Já os Papas Francisco e João Paulo II, Gisele Bündchen, Gustavo Kuerten, Gilberto Gil e tantas outras peças são bem realistas. As salas são temáticas assim como em outros museus que vistamos. A primeira tem as personalidades históricas que escolheram Petrópolis para morar: o imperador D. Pedro II, sua filha, Princesa Isabel e Santos Dumont.
Museu de cera de Petrópolis

       Depois vêm as estrelas da música com Gilberto Gil e  Michael Jackson lado a lado, os personagens inesquecíveis do cinema (Jack Sparrow, Batman, Doc (De volta para o futuro), entre outros. Cada sala com uma temática que contextualiza as imagens. As crianças gostam muito de estar perto das celebridades, embora nem todas lhe sejam familiares.
     É permitido fotografar à vontade, mas não tocar na imagem, o que gerava a todo momento a piadinha infame de um senhor que tentava ser engraçado repetindo "Só não encosta no Neymar que ele cai". Esse momento chatinho da visita não é responsabilidade do museu, claro. Por falar em Neymar, ele também está no museu de cera de Orlando usando a camisa do Paris Saint Germain; já no museu de cera de Petrópolis ele veste a camisa da Seleção Brasileira. A visita não termina em uma lojinha de lembranças e sim com a opção de fazer - com um custo adicional - suas próprias mãos em cera, com gestos, adereços e cores de livre escolha.
Museu de cera de Petrópolis
          O Museu de Cera de Petrópolis é o único do Estado do Rio de Janeiro e foi o segundo (de três) a ser inaugurado no Brasil (2011). Além dele, em terras brasileiras, também temos os Museus de Cera Dreamland de Gramado (2009) e de Foz do Iguaçu (2014). Ou seja, é uma atração pouco comum que vale a pena ser visitada, principalmente se você ainda não conhece nenhum outro museu de cera mundo afora. Enjoy!

Serviço
EndereçoRua Barão do Amazonas, n° 35 - Petrópolis - RJ
Contato: (24) 2249-1595
Horários: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h (sábados até às 18h).
Valor: R$48 (inteira) / R$24 (meia)
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Aquário de Vancouver

          Vamos começar logo pela polêmica causada por animais em cativeiro e por nosso imenso respeito aos grupos que defendem os direitos dos animais. Se visitamos e divulgamos esse e outros aquários pelo mundo é porque acreditamos na necessidade de cuidar dos animais capturados no passado e que hoje não teriam como sobreviver em seus habitats naturais. Existem mais de 200 aquários pelo mundo na mesma situação: não é possível simplesmente acabar com eles, principalmente porque animais continuam a chegar, não mais capturados, mas 'resgatados' de situações de risco provocadas pela ação humana. Manter e cuidar desses animais custa muito dinheiro, por isso, o Vancouver Aquarium ressalta que seu ingresso (USD38) é uma forma de apoiar os esforços de proteção aos animais marinhos.    
Aquário de Vancouver
      
         O Aquário de Vancouver, inaugurado em 1956, foi o primeiro aquário público do Canadá e até hoje é o maior aquário canadense. São mais de 50 mil animais divididos em ambientes que, em alguns casos, replicam seus habitats naturais que vão do ártico à floresta tropical. As belugas, baleias brancas típicas das águas geladas do norte do Canadá, por exemplo,  são as grandes estrelas do aquário com seus shows de doçura diários. Já a  Galeria Graham Amazon, recria a floresta tropical sul-americana e  exibe a diversidade aquática e terrestre da Amazônia, convidando os visitantes a conhecerem os assustadores animais rastejantes, as aves, os peixes... além das iniciativas de conservação que a instituição desenvolve no Brasil ensinando os nativos a fazerem da captura de peixes ornamentais uma forma sustentável de manter essa prática como atividade econômica.
Aquário de Vancouver


         Desde 1996, o aquário de Vancouver assumiu o compromisso público de não mais capturar da natureza baleias, golfinhos e botos para exibição. A partir de então, os animais que chegam são nascidos em outros aquários ou então resgatados em situações vulneráveis. O grande símbolo dessa atenção aos animais em risco é Helen, um golfinho de face branca, resgatado na costa do Japão depois de ficar emaranhado em uma rede de pesca. Seus ferimentos impediam que ela fosse devolvida ao mar e, por isso, foi levada para o aquário de Vancouver. Agora ajuda os pesquisadores a entender como os golfinhos utilizam o som para se localizar embaixo d'água. Ainda sob essa pegada de conscientização ambiental, o aquário desenvolve uma campanha que busca diminuir o consumo de plástico no mundo, mostrando os malefícios do material para as criaturas marinhas. Você pode assumir o compromisso contra o uso do plástico clicando aqui e depois vai receber um e-mail de confirmação e vídeos educativos. Na contramão dessa iniciativa, a loja de souvenirs na saída do aquário vende vários objetos de plástico, comece por aí e evite a compra.
Aquário de Vancouver
         
        O aquário de Vancouver também tem morsas, leões-marinhos, lontras-marinhas, golfinhos, pinguins, tartarugas e muitas outras espécies. Há apresentações diárias que explicam sobre as características desses animais, por isso, procure pela programação do dia de sua visita, para se informar sobre os horários e as atividades que mais interessarem a você. O mapa do aquário também vai ajudar a se localizar e não perder nada. Para quem quer conhecer ainda mais, há experiências de bastidores com os animais com valores variando entre USD35 e USD160. A atividade mais concorrida (aquela que forma filas) é a apresentação de um filme em 4D sobre tubarões (4D Experience - Shark), uma experiência sensorial com sons, cheiros, temperaturas... que a tornam muito realista. O aquário de Vancouver é uma boa opção de atração em qualquer época do ano e para a família toda, mas principalmente para quem estiver com crianças. Elas vão amar!
Aquário de Vancouver
Serviço

Endereço: 845 Avison Way, Vancouver 

Ingressos: USD38. Descontos para adolescentes de 13 a 18 anos, estudantes e maiores de 65 anos (USD30); crianças de 4 a 12 anos (USD21); grátis para crianças de 0 a 3 anos.
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Leia sobre outros aquários que visitamos
Magic Kingdon

... que provavelmente você vai se esquecer de conferir quando estiver por lá. O encantamento é tão grande com a magia da Disney que aquelas curiosidades sobre o parque que lemos em algum lugar e sempre quisemos conferir pessoalmente acabam ficando em segundo plano (Quem sabe para a segunda ou terceira visita ao parque). E porque falar sobre elas hoje? Porque hoje é aniversário do Magic Kingdom, o primeiro parque Disney na Florida, inaugurado em 1º de outubro de 1971. O mais mágico dos parques Disney está próximo de completar 50 anos e, para comemorar a data, as especulações preveem que haverá 50 novidades preparadas para 2021. Vamos aguardar e enquanto isso, lembrar outras surpresas que o Magic Kingdom guarda:

1- Hidden Mickeys
Que o grande anfitrião do parque é Mickey Mouse, isso ninguém discute, mas muito além de receber os guests para fotos e da estátua de mãos dadas com Walt Disney, ele está escondido em vários outros pontos do parques, disfarçadinho esperando ser descoberto, que é justamente a brincadeira. Leia mais.

Liberty Square, near Haunted Mansion

2- As melhores fotos
A Disney sabe que todos os guests querem como recordação aquela foto perfeita para compartilhar em suas redes sociais, por isso, dá uma ajudinha apontando os locais ideais para mostrar os pontos de maior interesse no parque. Procure pelos Nikon Pictures Spot.

Nikon Picture Spot

3- Nomes nas janelas 
As janelas da Main Street têm nomes de pessoas envolvidas no projeto de construção do parque na Flórida. São nomes dos imagineers, dos próprios irmãos Disney e até de empresas falsas usadas para a compra das terras que hoje se constituem no patrimônio Walt Disney World.


Janelas da Main Street

4- Perspectiva forçada
As pedras  (na verdade fibra de vidro) que formam as paredes externas do castelo são maiores embaixo e vão diminuindo de tamanho conforme vão ficando mais altas. Além disso a base bem mais larga que as torres e a leve inclinação da Main Street ajudam o castelo a parecer bem maior do que ele realmente é.


Perspectiva forçada no castelo da Cinderela

5- Utilidors
Lembre-se: você está caminhando sobre túneis onde circulam os personagens e os cast members. Quando entrar na fila de 'It's a small world' observe que ela desce em rampas justamente porque a entrada fica no primeiro andar do parque e o passeio na água no andar de baixo, ao nível dos utilidors. Nós conhecemos um pedacinho deles participando do Keys to the kingdom tour.


It's a Small World

6- Atrás do Castelo da Cinderela
Que a frente do castelo é linda ninguém discute, mas não deixe de dar a volta. Lá atrás está a espada excalibur (que às vezes se desprende da pedra), a fonte de Cinderela com a coroa pintada na parede que, dependendo do ângulo, se encaixa perfeitamente na cabeça da princesa e a entrada do castelo com os painéis que contam a história.


Detalhes atrás do castelo


8- Sir Mickey

Também atrás do Castelo fica a loja Sir Mickey que faz referência à história de João e o Pé-de-feijão. Na construção se enroscam os galhos da planta mágica e la dentro da loja, olhe para cima e descubra que está sendo observado pelo gigante da história.


Sir Mickey

9- Bandeiras falsas
O parque tem dezenas de bandeiras americanas espalhadas pelos telhados, mas apenas uma é verdadeira: a que fica na praça da entrada do parque. As outras são réplicas com menos estrelas ou listras para que não precisem receber as honras da bandeira original como hasteamento, recolhimento e iluminação noturna. Na verdade são para-raios disfarçados.


Bandeiras americanas

10- Haunted Mansion
A mansão mal-assombrada é cheia de surpresas. Enquanto estiver na fila, observe na estátua já quase chegando à atração e não se assuste, pois ela pode abrir os olhos. Não vai dar tempo de chamar ninguém para ver... acreditem se quiser.


Haunted Mansion

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Leia sobre outros segredos do Magic Kingdom:
Palácio de Cristal, Petrópolis

       Petrópolis é repleta de construções tombadas como patrimônio histórico, algumas estão abertas à visitação interior, outras podem ser apreciadas apenas em seu exterior, com suas características arquitetônicas que mesclam o estilo europeu, principalmente o alemão, com as possibilidades que o Brasil apresentava na época das construções. O Palácio de Cristal é uma das construções mais fotografadas de Petrópolis, dificilmente quem visita a cidade deixa de dar uma passadinha por lá; mesmo que não esteja acontecendo nenhum evento, as fotos tanto da construção quanto dos jardins, são muito apreciadas pelos turistas (e também por noivas, grávidas, debutates...). Sem nenhum evento aberto ao público acontecendo por lá, será uma visita rápida, no caminho entre a Cervejaria Bohemia e a Catedral São Pedro de Alcântara, dê uma paradinha.
Palácios de Cristal
           Além de lindo, o Palácio de Cristal de Petrópolis é repleto de história(s), assim como tudo o mais na cidade. Foi inaugurado em 1884 com a função de abrigar exposições de flores, produtos agrícolas e pássaros. O Conde D'Eu (marido da Princesa Isabel) era então presidente da Associação Agrícola de Petrópolis e encomendou na França a estrutura em ferro que foi remontada no Brasil e completada com placas de vidro importadas da Bélgica. 
      O projeto foi inspirado no Palácio de Cristal do Porto, em Portugal, que por sua vez teve como inspiração o Cristal Palace do Hyde Park, em Londres. Ambos os palácios, que serviram de inspiração ao de Petrópolis, também eram utilizados como local de exposições e ambos já não existem mais: o palácio de Londres foi destruído em um incêndio em 1936 e o do Porto foi 'desconstruído' em 1950, para em seu lugar ser erguido um recinto desportivo que tem como nome oficial 'Pavilhão Rosa Mota', mas até hoje é chamado de Palácio de Cristal mesmo não se parecendo nada como tal. Além do Palácio de Cristal de Petrópolis, ainda temos no Brasil as estufas do Jardim Botânico de Curitiba inspiradas no palácio inglês (veja as fotos acima).
Eventos no Palácio de Cristal de Petrópolis
       Há quem diga que o real motivo da construção do Palácio de Cristal foram as festas da corte. Isso nunca saberemos com certeza, mas sabe-se que muitos bailes foram realizados ali, inclusive a festa pela assinatura da Lei Áurea (1888) que comemorou a concessão de Títulos de Alforria aos 103 últimos escravos que ainda existiam em Petrópolis. Entre 1938 e 1940, o espaço abrigou o Museu Histórico de Petrópolis, cujo acervo foi transferido para o Museu Imperial quando foi inaugurado.
      Hoje o Palácio de Cristal retomou suas funções originais de  recinto para exposições, como a 'Exposição de Orquídeas e Bromélias' que acontece anualmente entre fevereiro e março, além de servir de palco a vários eventos da cidade, entre eles, a principal festa do calendário de eventos de Petrópolis, - Bauernfest - a festa em homenagem aos imigrantes alemães que acontece todo ano em junho e dura 10 dias. Também acontece no Palácio de Cristal, totalmente ou em parte, a programação de vários outros eventos, entre eles, a Agro Serra (julho), o Festival de Inverno (julho), a festa japonesa Bunka-Sai (agosto), a festa italiana Serra Serata (setembro), a decoração do Natal Imperial (dezembro). Nós estivemos em Petrópolis durante o I Festival Internacional de Corais que aconteceu em agosto/2018 e a junção entre belas vozes em um belo ambiente é perfeito.

Palácio de Cristal, Petrópolis

         Quer escolher sua festa preferida para visitar em Petrópolis? Consulte o calendário de eventos aqui e boa viagem!

Serviço
- Endereço: Rua Alfredo Pachá, s/nº - Centro Histórico
- Visitação: terça-feira à domingo 9h às 18h
- Entrada gratuita
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Nós exploramos Petrópolis acompanhados pelo guia Márcio Pizzi (24 99314-7447) que tem dicas incríveis para ajudar a organizar seu roteiro na cidade.
La Grande Vallée - Itaipava/Petrópolis

          Que Petrópolis oferece principalmente roteiros de turismo histórico, isso já é sabido. O que nem sempre é conhecido é que, além da história do período imperial brasileiro, também passa pela região muito da história da aviação: é a terra natal do brigadeiro Eduardo Gomes - patrono da Força Aérea Brasileira; foi ali que Santos Dumont construiu sua casa; além de ser o refúgio do piloto francês Marcel Reine, onde recebia os amigos pilotos nas escalas de longas viagens, entre eles o jovem e talentoso escritor Antoine de Saint-Exupéry, autor da segunda obra mais traduzida no mundo: 'O Pequeno Príncipe" (a primeira é a Bíblia Sagrada). Eles trabalhavam para a empresa de correio aéreo Latécoère, que em 1927 trocou de dono e de nome, passando a se chamar Aéropostale e, em 1933, fundiu-se com outras empresas para formar a atual Air France.   
La Grande Vallée
           A visita ao La Grande Vallée é assim, cheia de histórias para se ouvir, contadas pelo proprietário José Augusto C. Wanderley que cresceu ouvindo essas histórias do próprio pai que, em 1938, comprou a fazenda de Marcel Reine, que não faria mais escalas regulares no Rio de Janeiro por ser transferido para atuar na linha Natal-Dakar. Às histórias que ouviu desde pequeno, José Augusto adicionou muita pesquisa e o resultado é um rico acervo que reúne objetos, documentos, livros, cartas, fotos, notícias jornalísticas... tudo sobre o antigo dono Marcel Reine, seu amigo e hóspede na La Grande Vallée, Antoine de Saint-Exupéry, e a obra mais famosa dele 'O Pequeno Príncipe'.
Acervo de La Grande Vallée
        No acervo de La Grande Vallée estão peças raras como um LP lançado em 1957 em que a história do principezinho é narrada por Paulo Autran com músicas de Tom Jobim. Entre tantas versões das obras traduzidas para o português, José Augusto se tornou (talvez sem a intenção) um expert em analisá-las e opinar sobre elas. Uma delícia de se ouvir para quem é amante de História, ou de literatura, ou da aviação, ou apaixonado pela obra traduzida em 366 idiomas (até setembro/2018). Viajando no tempo com as histórias dos aviadores franceses surgem pistas da inspiração de Saint-Exupéry para escrever o 'livro das misses' (apelido que 'O Pequeno Príncipe' recebeu por ser citado pelas candidatas à Miss no Brasil e no mundo). Por exemplo, o cenário do deserto que era tão familiar a Saint-Exupéry, sobre o qual ele viajava como piloto da Aeropostale e precisava lidar com as panes de sua aeronave que porventura surgissem. E por que o príncipe vê o pôr-do-sol 44 vezes? Justamente a idade que o autor tinha quando seu avião foi abatido sobre o mar Mediterrâneo durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo um sobrinho do autor, tudo indica que Saint-Exupery levou a sério a previsão de uma vidente que anunciou sua morte aos 44 anos. Cada pôr-do-sol no livro representa um ano de vida do autor.
Fonte nas terras de La Grande Vallée
         Saint-Exupéry desapareceu em 1944 e seu corpo nunca foi encontrado. Apenas em 1998 um pescador no sul da França encontrou um bracelete com o nome do autor gravado e buscas no local encontraram os destroços do avião. Com a divulgação dessas informações, o piloto alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos disparos que abateram o avião do autor e declarou que se soubesse que era Saint-Exupéry nunca teria efetuados os disparos.
         A primeira edição de "O Pequeno Príncipe" foi lançada, em 1943, nos Estados Unidos e no Canadá. A França só conheceu a obra de seu ilustre aviador em 1946, após sua morte. Não pense que contei tudo o que você pode aprender na melhor aula de história de sua vida. Em visita ao La Grande Vallée há muito, muito mais a conhecer e descobrir. O proprietário José Augusto tem o cuidado de prepara-se especialmente para cada grupo que irá receber: são crianças ou adultos? Conhecem o livro ou não? E assim tornar essa visita cultural o mais agradável possível.
Visitas ao La Grande Vallée. Fotos do Facebook da atração.
          Você sabia?
     O maior colecionador do mundo de itens de 'O Pequeno príncipe' é o suíço Jean-Marc Probst que em cerca de 40 anos reuniu mais de 6000 itens que atualmente compõem o acervo da Fondation Probst Petit Prince, fundação criada por ele. Em setembro/2018 a fundação tinha 6460 objetos entre tradições em diversas línguas e itens relacionados tanto à própria obra quanto a seu autor, Antoine de Saint-Exupery.
      Na web é muito fácil encontrar a obra em PDF (embora eu pessoalmente prefira o livro em mãos) e algumas versões são verdadeiros achados, vou compartilhar duas com vocês:
Acervo de La Grande Vallée
- 'O Pequeno Príncipe' com recursos de acessibilidade para deficientes auditivos (libras) e visuais (descrição das imagens). Clique aqui para acessar o vídeo;

- Leitura Fácil 'O Pequeno Príncipe' - arquivo em PDF com descrições de imagens e explicações que contextualizam citações da obra com o objetivo de auxiliar pessoas com deficiência intelectual, baixo letramento, as que estão aprendendo português como segunda língua, surdos, idosos, entre outros. Clique aqui para acessar.
      Estou longe de ser uma colecionadora, nem tenho essa intenção, mas aqui em casa o título 'O Pequeno Príncipe" não se resume a um único volume, e agora temos também uma edição trazida de La Grande Vallée, com dedicatória do anfitrião José Augusto C. Wanderley e o adesivo do local.
Minha coleção particular
  
Serviço
Visitasde quarta-feira a domingo, das 11h às 16h (apenas com agendamento prévio)
Agendamento: +55 24 2222.1388 ou +55 21 99354.3179 
Valor: R$25
Endereço: Estrada do Ribeirão Grande, 102. Itaipava - Petrópolis
Km 57 da BR 040 sentido Rio de Janeiro.
Como chegar:

Localização La Grande Vallée
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Nós exploramos Petrópolis acompanhados pelo guia Márcio Pizzi (24 99314-7447) que tem dicas incríveis para ajudar a organizar seu roteiro e conhecer Petrópolis além do centro histórico.

Leia também:
"Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro 
Há flores por todos os lados 
Há flores em tudo o que eu vejo"

Orquidário Binot - Petrópolis

O que dizer das flores do Orquidário Binot? Flores são para se 'ver', não para se 'descrever'! Bem, embora esse não seja um post de muitas palavras, seria imperdoável ter estado diante de tanta beleza e não compartilhá-la. Então vamos conhecer um pouco do orquidário mais antigo do Brasil, cultivando e comercializando essas lindezas desde 1870.

Orquidário Binot - Petrópolis

       A história do Orquidário Binot (que já se chamou Établissement P. M. Binot) começa quando Jean Baptiste Binot deixa a França e se estabelece em Petrópolis como jardineiro-horticultor, em 1845. Sua fama de bom paisagista chega aos ouvidos do Imperador D. Pedro II que, em 1854, o encarrega de projetar e plantar os jardins do Palácio Imperial (hoje, Museu Imperial), a residência de verão da família imperial que viria a ficar pronta em 1862.

Orquidário Binot - Petrópolis

Foi então pelas mãos do Sr. Binot que os jardins que circundam o Palácio Imperial ganharam cerca de 100 espécies de árvores e flores vindas de países como México, Japão, Argentina, Índia, China, Equador, Austrália, Madagascar, entre outros. A grama que completou o projeto paisagístico era francesa. Com o passar do tempo, os jardins foram se modificando, mas ainda é possível ver a definição dos canteiros projetados por Binot e a maioria das espécies ainda estão por lá, inclusive as jaqueiras carregadas de frutos. Como recompensa pelo belíssimo trabalho executado, Jean Baptiste Binot recebeu do imperador terras do atual bairro do Retiro, onde se localiza o Orquidário Binot.
Passando de geração em geração, hoje o orquidário é mantido pela quinta geração de proprietários, quem está à frente do empreendimento é o tataraneto de Binot, Maurício F. Verboonen.   

Orquidário Binot - Petrópolis

      O orquidário Binot é uma enorme floricultura, com flores lindas e preços atraentes. Para quem está de carro é uma ótima oportunidade para adquirir orquídeas, bromélias, suculentas, entre outras flores e suas variedades. Já quem vai voltar para casa por via aérea vai ficar só na vontade, mesmo assim vale a pena visitar e apreciar tanta beleza. Quer uma planta carnívora? Lá tem! (Veja a foto abaixo). E aquela flor linda, que você nunca viu antes? Provavelmente é uma planta híbrida (mistura de duas outras), afinal os descendentes de Binot foram se aprofundando e se aperfeiçoando na arte de cultivar flores. Há cerca de 36 mil espécies de orquídeas no mundo, sendo que 10% são encontradas no Brasil; Petrópolis tem clima favorável à planta, por isso, no Orquidário Binot os apreciadores se deliciam.
Quem visita Petrópolis entre fevereiro e março pode ver a 'Exposição de Orquídeas e Bromélias', realizada no Palácio de Cristal, que chegou à sua 27ª edição em 2018. Para quem está de passagem em qualquer outra época do ano, lembre-se que as atrações de Petrópolis estão também além do Centro Histórico. Nossa dica é contratar um serviço de transfer para conhecer atrações mais distantes. Nós fizemos esse passeio com o guia de turismo Márcio Pizzi (24 99314-7447), que está super recomendado.

Orquidário Binot - Petrópolis

Serviço
- Endereço: Rua Fernandes Vieira 390, Retiro, Petrópolis
(o Orquidário Binot está a 4,7km desde o Museu Imperial)

- Funcionamento: segunda a sábado das 7h às 17h
(se estiver em Petrópolis na segunda-feira, aproveite para essa visita, já que a maioria das atrações estarão fechadas)

- Site: http://orquidariobinot.com.br/ 

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Nós exploramos Petrópolis acompanhados pelo guia Márcio Pizzi (24 99314-7447) que tem dicas incríveis para ajudar a organizar seu roteiro e conhecer Petrópolis além do centro histórico.