Snowland - Gramado -RS


                 A neve natural às vezes aparece por Gramado, mas como nevar no Brasil é coisa rara, a cidade deu um jeitinho de não desamparar seus visitantes, há várias atrações que lembram o clima abaixo de zero: Ao lado do Castelinho Caracol (Canela) fica o Mundo Gelado, no Mini Mundo há uma réplica do aeroporto de Bariloche-AR, na Aldeia do Papai Noel a criança da se encanta com a espuma que cai sobre algumas esculturas, mas claro que nada se compara ao que proporciona o Snowland.


                  O parque abre às 9h, mas passei por lá em um outro dia por volta das 8:30h e já havia fila. Quanto mais cedo se chega, menos tumulto e filas lá dentro, é um passeio para 3 ou 4 horas em média. Vi vários meios de transporte parando em frente ao parque: carros, táxis, Vans de empresas de turismo, ônibus turísticos e de linhas comerciais. Em média o valor cobrado nas agências para levar o turista até lá é de R$20,00 ou R$25,00O.
   
                 O primeiro ambiente é o rinque de patinação cercado de lojinhas ou o 'Vilarejo Alpino'. Mesmo com direito a meia hora, a fila era tão grande por volta das 10:30h da manhã que desistimos e ficamos só assistindo. A conta que ensinaram a fazer é de meia hora de espera para cada 50 pessoas na fila, como esta dava a volta em metade do rinque, nossa espera seria de aproximadamente uma hora e meia.
         Antes de entrar na montanha de neve, coloca-se a roupa especial: calça, blusa, botas, touca higiênica, capacete e luvas de lã (que não serão devolvidas). As roupas são bem amplas e a maioria das pessoas veste por cima daquelas que está usando. Vá com uma roupa confortável para facilitar os movimentos, calça legging ou moleton são boas pedidas.
        Entrar na montanha de neve é como passar duas horas dentro de um freezer frigorífico. É muito gelado!!! Passei mais frio que em Bariloche ou na Pennsylvania que já visitamos no inverno. Seja natural ou artificial os cuidados na neve são os mesmos: pés e mãos nunca podem ficar frios e a neve também queima, por isso lembre-se do protetor solar. Eu fiquei com o rosto vermelho mesmo passando protetor. Crianças menores de 4 anos não podem entrar na montanha de neve.
         


       O gelo derrete e molha as luvas de lã, assim como as botas não conseguem manter o calor dos pés, então, leve na mochila pares de luvas e de meias extras para usar quando sair da montanha. Ao entrar na montanha de neve seus pertences (mochila, calçados, etc) ficam guardados nos armários alugados por R$10,00. As roupas não possuem bolsos, então o máximo que convém ficar em mãos é a câmera fotográfica ou o celular.
       Para ajudar a aquecer e descansar dos exercícios na neve, o Hot Café tem capuccino, chocolate quente, café... muito saborosos. Já o restaurante com o observatório é lindo, aconchegante mas serve apenas lances e porções de petiscos. No site o Snow Buffet está prometido para breve.


         A saída, claro, é por dentro de uma lojinha de  lembranças com artigos para o frio (toucas, luvas, cachecóis, etc), os tradicionais souvenirs com o logo do parque (chaveiros, canecas, etc) e bichinhos de pelúcia que lembram os mecatrônicos espalhados pela montanha de neve.
            Não é barato, mas é diferente de tudo mais que vemos pelo Brasil. O ingresso apenas de acesso ao parque para 'ver' as lojinhas, a pista de patinação, o restaurante e as aulas de esqui e snowboard a partir do mirante, custa R$60,00. Para entrar na montanha de neve, o valor é outro: o combo de R$89,00 dá direito ao empréstimo das roupas e botas, até 2 horas de acesso à montanha de neve o e meia hora na pista de patinação. Apenas em dinheiro ou cartão de débito.

Logística de passeios:

              A menos de 200m do Snowland, fica a Vinícola Ravanello que tem visitas guiadas às 10h, 11h, 14h, 15h e 16h . Como almoçar bem ainda não rola no Snowland, um bom lugar para se comer é o Parque  Tomasini que fica próximo para quem estiver de carro. Nós contratamos o serviço de carro particular e passar no parque Tomasini para almoçar aumentou R$5,00 por pessoa. Muito bom!









          


             Clique abaixo para ver outras fotos em tamanho grande, a última delas não é tão animadora, pois em menos de um ano de funcionamento as boias para descer no snowtubbing (ou skibunda) estão danificadas, murchas e sem alças de apoio, por isso as poucas em boas condições de uso são disputadíssimas.

Lago Negro - Gramado-RS

Lago Negro em 2012
           O lago é artificial e a vegetação não é típica. Mesmo assim é um dos lugares mais visitados de Gramado, de onde vêm as fotos que ilustram folders de viagem com o colorido azul das hortênsias que florescem de novembro a abril.


              Por ali se passeia de pedalinho, bicicleta ou a pé. Além das hortênsias, as azaleias também colorem o parque em alguns meses do ano, mas mesmo em dias cinzentos como esse das fotos, o lago alegra o dia de quem o visita.


              Por ser tão visitado, na região ao seu redor cresce o comércio com novas atrações a cada ano. O Lago Negro é ponto de parada para fotos durante os city tours e não a-toa; dali saem fotos lindas.


                 Já havia estado no Lago Negro quando visitei Gramado pela primeira vez, em 2012. Desta vez logo que chegamos observei um movimento incomum para a tranquilidade e organização de Gramado. Perguntei ao guia que nos acompanhava e ele explicou que a entrada do lago foi tomada por indígenas que armaram suas barracas para vender produtos nada típicos nem do Sul e nem das tribos: são artigos Made in China. Nada e ninguém consegue tirá-los de lá... é uma pena.

Compare a primeira foto do post com a última e tire suas conclusões.


Sabores de Gramado II

              Já falei sobre os Sabores de Gramado aqui e continuam tão irresistíveis quanto da primeira vez que estivemos por lá, em 2012.

Camarões com risoto de limão, do Divino.
             Voltamos a todos os restaurantes que havíamos gostado e continuam recomendados pela qualidade da comida, mas valem algumas ressalvas:

* Os preços do Divino (ao lado do Palácio dos Festivais) estão bem salgados, embora a comida e o atendimento continuem no ponto certo. Gastamos em um jantar para quatro pessoas com pratos simples como filé a parmegiana, R$285,00.

Carne seca e mandioca, no Divino.
* No Vale Quanto Pesa (atrás da igreja) a comida continua boa, mas o preço subiu bastante e já não vale o atendimento que deixa a desejar. Custa R$49,90 por kg (em 2012 era R$34,90) e terminamos de comer sem que nenhum garçom chegasse até à mesa para anotar o pedido de bebidas. Fui até o balcão buscar, mas pediram para que eu aguardasse na mesa. Quando finalmente conseguimos pedir os refrigerantes, o garçom chegou com apenas um deles pois não anotou e se esqueceu o que tínhamos pedido.

No Vale Quanto Pesa, ficaram sem bebidas, mas ganharam uma amiguinha:
 cuidaram da Cacau enquanto a dona pegava sua comida.
* St. Gallen – a fama e os prêmios são do melhor fondue da cidade, quando visitamos em 2012 gostamos muito e tentamos voltar, mas não deu. A noite estava chuvosa, por isso ligamos e pedimos o serviço de transporte que muitos outros restaurantes de Gramado possuem. Às 19:30h pediram para ligar em 10 minutos, às 19:50h marcaram para nos pegar no hotel às 20:30h, às 20:40h pediram para esperar mais 10 minutos e às 21h desistimos e pedimos para o recepcionista ligar cancelando.


* Depois de 1h e meia de espera acabamos indo saborear nosso fondue no restaurante mais próximo do hotel, que, embora eu não seja especialista no assunto, não deixou nada a desejar, nem mesmo no preço sempre salgado de Gramado, nossa conta com fondue para quatro pessoas deu R$ 315,00. O nome do restaurante é uma incógnita: pelo Street View não dá pra ver e no comprovante do cartão de crédito saiu com o nome da Pizzaria Pecatto, então vou ficar devendo. Fica na Av. Borges de Medeiros, quase esquina com a Rua João Petri.

* O Pasteleiro (ao lado da igreja) continua um lugar agradável e descontraído para uma refeição rápida. Os pastéis têm nomes de filmes e entre outras opções há uma sopa no pão deliciosa. Para quem prefere o fast food é uma opção diferente dos tradicionais Subway ou o Mc Donalds que também se encontram pela cidade.



* Restaurante Carazal - quem passa a manhã no Snowland e depois quer fazer uma boa refeição, uma opção próxima (de carro) é o restaurante do Parque Tomazini, onde fica A Mina. Comida caseira e deliciosa: R$30,00 por pessoa.


* Garfo e Bombacha – a churrascaria, que fica em Canela, merece um post exclusivo, pois é uma atração completa.

*Bene Mangiare - Em Bento Gonçalves, próximo à estação da Maria Fumaça, almoçamos nesse restaurante por quilo (kg 29,90kg), com sobremesa de cortesia . Muito bom, quase ao lado da igreja matriz de Bento Gonçalves.

          Assim como outros itens em Gramado, a alimentação não é barata e quanto mais central o restaurante maior seu preço. Há restaurantes com bons preços seguindo pela Avenida das Hortênsias em direção à Canela e também no outro extremo da mesma avenida.


Fonte do Amor Eterno _ Gramado-RS


            Em Gramado tudo é pensado para atrair a atenção dos turistas, provavelmente pelo fluxo de casais em lua de mel que a cidade recebe pensou-se em uma atração específica para eles: a Fonte do Amor Eterno, que fica no Boulevard São Pedro, bem ao lado da igreja, nos fundos do corredor.


                 Nela os apaixonados prendem com cadeados, corações coloridos com os nomes do casal. A chave é jogada dentro da fonte. Fica em um espaço público e a visita é grátis, mas caso o casal esteja desprevenido para prender para sempre esse amor, as lojinhas ao redor vendem o cadeado com a latinha em formato de coração.          

São apenas 4 passos descritos para eternizar o amor do casal que visita Gramado.
               Mesmo quem não está em lua de mel ou não quer prender ninguém mesmo que simbolicamente é interessante passar alguns minutos nesse espaço. Sempre surgirá um casal jovem e apaixonado pedindo para quem estiver por perto tirar uma foto para eles. Fiquei por ali enquanto meu marido comprava nossos lanches no Subway. Minhas filhas se divertiram procurando cadeados que se diferenciavam dos demais.



             E realmente é uma distração bem interessante. Fiquei imaginando se quem os colocou ali pensava  que quanto mais diferente o cadeado, mais diferenciada seria a história de amor a ser eternizada. Será?




        Um cadeado vindo de Paris e ainda mais com dois corações. Qual será essa história?











           Um cadeado TSA, que custa bem mais caro que os comuns, e ainda mais rosa. Tão lindo! Eu não teria coragem de deixar por ali.









          Um cadeado bem maior que os demais. Por que será? Para mostrar que é um amor muito grande ou pra se garantir que o outro não vá escapar?


               E esse, heim? Alguém apaixonado por um oficial da marinha ou um amor que começou em um cruzeiro marítimo?


P.S.: Desculpem-me os românticos (não é o meu caso) mas não acredito em amor eterno, por isso fiquei pensando: e se depois um dos dois ou ambos quiserem se libertar? Terão que voltar a Gramado só para isso? E encontrar a chave?


Em Gramado: nem turista, nem viajante

Em Gramado tudo é perto! 'Só que não', como diriam minhas filhas.

             A cidade realmente é pequena e as atrações ficam próximas umas das outras, mas isso em terreno nada plano, cheio de subidas e descidas. Está certo o ditado que diz que para baixo todo santo ajuda, mas e pra subir?
              Antes de viajar visualizei no Google Earth o trajeto entre o hotel e o Parque do Papai Noel e achei que a caminhada de 730 metros não seria nada demais. E lá fomos nós, tudo bem nos primeiros 500 metros, mas o final do trajeto é uma ladeira tão íngreme que dá vontade de desistir e voltar rolando ladeira abaixo.


           Principalmente se estiver com crianças, programe-se para ter um transporte à disposição e caminhar o mínimo entre uma atração e outra. Opções não faltam: há ônibus adaptados para o city tour panorâmico da Jardineira das Hortênsias e da VitóriaTur com algumas paradas nos principais pontos turísticos de Gramado. 


           Porém, as atrações estão espalhadas também por Canela e outras cidades da região, para abranger as duas cidades há o Bustour que passa por 30 pontos de interesse turístico em Gramado e Canela em 3 rotas diferentes. A passagem vale para o dia todo e o passageiro pode desembarcar onde preferir e reembarcar quando o ônibus passar novamente. Há horários estipulados.

           
            Locadoras de veículos e agências oferecendo passeios pela região são muitas. Alguns passeios têm preços bem parecidos entre as agências, outros têm uma diferença grande. Por isso, pesquise, mas faça isso antes de chegar, pois não vale a pena perder seu dia na cidade escolhendo serviços.
            Além disso, os roteiros também variam de agência para agência. Eu fujo daquelas em que a palavra 'compras' aparece no roteiro oferecido mais do que duas vezes, pois significa que o guia estará mais interessado na comissão gerada pelos clientes que leva até às lojas que em mostrar pontos turísticos interessantes. Um exemplo para entender o que quero dizer: fiz um passeio de Balneário Camboriú-SC à Florianópolis para conhecer a Praia da Joaquina e no caminho 'passar' por alguns pontos de compras. O que aconteceu na realidade foi que ficamos desde o início da manhã até às 14h parando de loja em loja para então chegar à praia, almoçar e ficar por ali até às 16:30h . Entenderam?
         Bom, voltando à Gramado. No Tour Uva e Vinho, por exemplo, o passeio de trem Maria Fumaça está no roteiro de todas as agências, mas as vinícolas a serem visitadas são diferentes, assim como o almoço (no passeio que fiz em 2012 eu não gostei da churrascaria) e os pontos de parada para compras. Não tenho nada contra elas, adoro comprar, mas entre o showroom da Tramontina ou o outlet da Dakota eu não preciso nem pensar: prefiro sapatos a panelas.
           Para visitar apenas os pontos que me interessavam em Gramado e região, desta vez não fui nem turista para aderir aos passeios de ônibus e Vans e nem viajante para alugar um carro e sair por aí por conta própria. Contratamos o serviço da agência com carro particular e motorista/guia e gostamos muito! O carro com motorista ficou à nossa disposição o dia todo e nós é que decidimos onde parar e quanto tempo ficar. Os serviços foram contratados na Bolsoni Turismo e não tenho nenhum 'porém' para descrever aqui, o atendimento foi excelente.

           Para encerrar, uma curiosidade: embora receba turistas o ano todo. Gramado quase não tem táxis, pois estes dependem do número de habitantes para serem autorizados. Gramado tem apenas 35 táxis oficiais, não espere encontrá-los na porta dos hotéis, como acontece em outras cidades turísticas, é melhor pensar em outras opções.