Fotos de Águas de São Pedro - SP


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Fernando de Noronha, por Sig Bergamin

     

     Em um domingo de dezembro/2014, zapeando pela TV o programa de Regina Casé conseguiu me prender a atenção pois lá estava Sig Bergamin. O arquiteto e decorador é autor entre outras obras do livro "Adoro!" que não poderia ter outro nome pois é folhear e se apaixonar pelas lindas imagens antes mesmo de ler e ficar ainda mais encantada.
     Tenho o meu desde seu lançamento em 2002 e, vendo o autor, me deu aquela enorme vontade de reler o livro onde encontrei o texto que reproduzo abaixo.










Fernando de Noronha

          Foi amor à primeira vista: eu, que já havia visto tanta coisa sobre a terra, lá me encantei com o que havia sob a água. Noronha é hoje a minha praia, longe que seja, mas quem se importa com distância? Se achasse que longe fosse empecilho, não teria chegado nem a Rio Preto...
         Durante muito tempo frequentei Camburi, no litoral norte de São paulo. Já tinha, nessa altura, outras preferências de praias bacanas mundo afora: Bali, Puket, Cote d'Azur... cada uma com seus encantos, mas nenhuma delas com aquela natureza intocada e selvagem de Fernando de Noronha, nenhuma com aquele fundo de mar tão exuberante!
      Pelo menos quatro vezes por ano ponho sunga, chinelos, bermuda e camiseta em um uma malinha, arrumo o equipamento de mergulho e aterrisso lá, onde tudo me agrada. Se não dá para mergulhar - meu prazer - máximo - , faço caminhada, vou à praia, visito meus amigos, Zé Maria, Sérgio Salles, José Gaudêncio, jogo conversa fora, danço forró no bar do Cachorro. Conheço e sou praticamente amigo de todo mundo. Já me hospedei em casa de muita gente e sinto-me recebido de braços abertos.
          A conquista do mar, entretanto, foi um pouco mais lenta. Uma história de contemplação, flerte, namoro, aproximação, afastamentos... Cresci menino da terra, por isso não é fácil enfrentar o mar e se entregar sem restrições; demorou, mas quando consegui a entrega foi total. Na primeira vez, em 1999, mergulhei com o instrutor e um monte de outros turistas. Uma deliciosa farofada subaquática! gostei tanto que, ao voltar a São Paulo, entrei na escola de mergulho e saí com carteirinha de mergulhador. Mais confiante, cada vez que ia para Noronha desejava ir mais fundo. Comecei descendo quinze metros e hoje já chego aos quarenta e cinco. Não sei se aina é o meu limite...
      Perdi o medo de tubarão, cavernas, peixes estranhos. Mergulho com calma para apreciar e surpreender-me com a gama infinita de cores dos corais, seus tons de amarelo e vermelho que me deixam extasiado. Nunca me canso de ver aqueles peixes multicoloridos e suas formas diferentes de tudo o que a gente conhece e absolutamente perfeitas, proporcionais. É uma viagem alucinante e alucinógena! Com minha velha e arrraigada mania de fotografar tudo, tornei-me paparazzo do fundo do mar. Já perdi umas três câmeras nessas empreitadas, nadando cada vez mais fundo atrás de um peixe desconhecido.
      Trago comigo marcas da ilha tatuadas no corpo: um golfinho no pulso e um sol nas costas.; Ambas são discretas, mas estão ali para me lembrar de que existe um paraíso onde posso me refugiar quando bate o cansaço, o estresse, o enfarto da cidade grande. E volto para lá com prazer sempre renovado. Faço parte do elenco fixo de entrevistados da TV Golfinho, como salada de tomate verde, que jamais comeria em casa, amo ver o pôr-do-sol no mirante, comer queijo coalho assado, preparar sushi no barco com peixe pescado na hora... Antes que me crucifiquem, aviso que só pesco em épocas permitidas e jamais pesquei camarão e lagosta. Preservo o país que me acolhe.
        Dei também minha contribuição para tornar Noronha mais bonita, se isso ainda é possível. Pintei todo o centro histórico com cores bem brasileiras, fortes, vibrantes. Quando pude encontrar a documentação antiga, preservei a cores originais; quando não a encontrei, usei minha imaginação. O resultado? Só inda lá para conferir.
         Esse meu encontro com Noronha me deu outra perspectiva do mundo e da vida. Eu, bobinho, imaginava que passeio era Paris, Nova York, Oriente... Realmente são lugares maravilhosos, mas quando quero descansar a ilha é meu porto seguro. Não a troco por nada. Afinal, não existem dois paraísos sobre a Terra!

Conheça um puco mais de Sig Bergamin em seu canal do YouTube:




Check list para cruzeiro marítimo

         Escolher um cruzeiro é bem cheio de detalhes (navio, tipo de cabine, roteiro, data, turno do jantar. all inclusive ou não...) mas a partir do momento do embarque é só alegria 24 horas por dia. Como estaremos em alto mar grande parte do tempo, ou dependendo do roteiro em países estrangeiros, arrumar as malas exige um pouco mais de atenção. O MSC Poesia (no qual estaremos embarcando amanhã) será nosso quarto cruzeiro, então já deu pra aprender algumas coisinhas:



Malas
- Não há limite de bagagem, o que é ótimo, pois a vida diurna e noturna do navio são completamente diferentes. Até o por do sol: shorts, biquíni e saída de banho; a noite chega trazendo vestidos e salto alto para os restaurantes, bares e teatro.
- Mas não se empolgue e exagere na bagagem por vários motivos: 1º Se o trajeto casa/porto/casa for feito de avião, não se esqueça dos 23kg permitidos pelas companhias aéreas. 2º Em um carro que transporta 4 pessoas onde irão tantas malas? 3º As cabines são apertadas e ficar tropeçando em malas não é agradável. 4º Quanto mais bagagem levar, mais malas para procurar no desembarque.
- Eu sempre levo uma bolsa de viagem vazia dentro da mala para acomodar as compras na volta.
- Deixe uma roupa leve e chinelos na bagagem de mão para embarcar e começar a usufruir de tudo, pois provavelmente você chegará à cabine antes de sua mala.

Remédios 
- Os enjoos são o maior medo de quem pensa em fazer o primeiro cruzeiro, por isso, consulte um médico e não esqueça os remédios contra enjoos. Falei sobre eles aqui.
- Uma necessaire com uma pequena farmacinha sempre vai comigo: band-aid, spray secante, antitérmico, analgésico, xarope, remédios de uso frequente, remédios contra enjoo... enfim, em alto mar não haverá uma farmácia logo ali para comprar aquele medicamento esquecido.

Seguro Viagem
- Em viagens marítimas sempre fazemos algum seguro. Felizmente nunca utilizamos, mas o atendimento médico no navio é caríssimo, por isso prefiro me prevenir.

Dinheiro
- Dólar, pesos, real ou cartão de crédito? Tudo nos navios é cobrado em dólares, mas é possível pagar em reais de acordo com a conversão feita no carregamento do cartão de bordo. Como a cotação "do navio" costuma ser um pouco diferente daquelas aplicadas em terra, eu prefiro levar em dólares e saber exatamente quanto estou gastando.
- Se o destino for  a Argentina, lá os preços já estão em real, dólar e peso, aceitam tudo. Com o dólar desvalorizado em relação ao real, acho mais vantajoso levar a moeda argentina. Às vezes os pesos argentinos precisam ser encomendados dependendo da casa de câmbio, então organize-se.
- Cartão de crédito não é uma boa em uma época de tanta instabilidade do dólar, mas se pretende usá-lo não esqueça de ligar na administradora e avisar em que país estará, pois do contrário podem bloqueá-lo por segurança.
- Se for possível levar a moeda local (pesos argentinos, pesos uruguaios, dólar) não se perde tempo para fazer o câmbio. Como as escalas são bem corridas, às vezes apenas algumas horas, tente ganhar tempo,

Documentos
Confira se está levando tudo:
- Vouchers;
- Carteira de identidade ou passaporte;
- Cartões do seguro viagem;
- Autorização de viagem para menores desacompanhados;

Proteção solar
- Aumente o fator de proteção, pois em alto mar o sol queima mesmo!!
- Além disso, chapéu e óculos serão muito bem vindos;
- Cremes ou loções pós-sol também devem ir na mala.

Porta-crachás
- Faz muita falta, pois toda hora você precisará tirar seu cartão do bolso ou da bolsa para pagar tudo. O navio também vende, mas custam caro, melhor passar na papelaria e levar alguns de casa.

Escalas
- Os passeios oferecidos no navio para cada escala são caros, então analise os destinos antes e veja as possibilidades do que pode ser feito em cada um. Desta vez pararemos em Punta del Este, Buenos Aires (2 dias) e Montevidéu, três cidades que já visitamos em outros cruzeiros, então o objetivo é sair do city tour básico e conhecer outras coisas. O lema aqui será "menos é mais". Provavelmente haverá mudanças, mas por horas os planos são:

Punta del Este
- Pegar um táxi no local de desembarque e ir até a Casa Pueblo. Depois parar na Avenida Gorlero (comércio) e seguir caminhando por ela até o porto onde os lobos marinhos são a atração bônus.

Buenos Aires
- 1º dia: Roteiro de oito horas pré-definido, em minivan alugada, com guia. Só lugares que nos interessam. Perfect!
- 2º dia: Roteiro de cinco horas para ver o que ficou faltando. Nosso guia será o Pablo Blacher.

Monteviéu
- Táxi do aeroporto até o centro da cidade para conhecer o teatro Solis e o Museu do Carnaval que fica próximo.
- Voltar ao Mercado do Porto para um passeio e embarcar novamente (o porto fica em frente ao mercado).

Depois eu conto como foi.



Nossa página no Slide Share

               
                Nossa página do Slide Share tem dez novos guias em PDF: Argentina, Brasil, Colombia, Cordoba, Las Vegas, Madrid, Projeto Boa Viagem, Rio para Festeiros, San Diego, Washington
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      Mais uma dica grátis: a rede de supermercados Dia publica bimestralmente uma revista com receitas, dicas de moda e destinos turísticos brasileiros, entre outras curiosidades. Em nosso Slide Share há um recorte de várias edições (ed.37 a ed.43) com as páginas sobre turismo: Serra Fluminense, Florianópolis, Vale dos Vinhedos, Viagem Solo, Parques Nacionais, Minas em 3 atos
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Revista Dia from De Turista a Viajante


Batata diferente


             Uma receitinha de microondas pra quando a fome estiver aliada àquela vontade de comer algo diferente e gostoso.

Ingredientes
Batatas grandes descascadas na quantidade desejada.
Bacon fatiado
Cebola fatiada
Tomate em rodelas
Requeijão
Azeite
Sal


Modo de fazer

                  Fatie as batatas sem chegar até o final, ou seja, sem separar as rodelas. Em cada um dos vãos que se formarão coloque as fatias de cebola e de bacon. Acomode em uma forma refratária sobre as rodelas de tomate. Sobre cada uma salpique o sal e regue com um fio de azeite. Acrescente requeijão sobre cada uma e leve ao microondas até ficarem macias.

Substituições

- Também podem ser enroladas em papel alumínio e levadas ao forno convencional, porém demoram muito a ficar prontas;
- Troque o requeijão por molho brando e polvilhe com queijo ralado grosso;
- Troque o bacon por linguiça calabresa.

Bom apetite!