Entrevista: Maceió, por Maria Amélia Junqueira

              Minha entrevistada desse mês é uma amiga decidida, que sabe o que quer. Gostou tanto de Maceió que voltou muitas e muitas vezes, depois foi ficando, ficando... até que não sabemos mais se ela é paulista ou alagoana, mas que gosta de aproveitar o que a capital de Alagoas tem de melhor, isso tenho certeza.

Nome: Maria Amélia Junqueira

Você é turista ou moradora em Maceió? Explique isso...
Não sou turista e nem moradora, estou em uma fase de adaptação na cidade. O turista vem, passeia, vai embora... não participa da cidade. Eu passeio, descubro lugares fascinantes que alguns turistas ainda não têm acesso e volto a esses lugares com a mesma expectativa da primeira vez.
Em 2008 vim com minha família passear na Barra de São Miguel, me encantei, pensei: “aqui eu quero envelhecer”,e comecei a construir um pouco da minha história aqui, voltei todos os anos seguintes em férias e hoje aqui estou....um pouco alagoana e um pouco paulista.

O que Maceió tem de melhor?
As praias - São lindas, aliás as mais bonitas que já vi. São mais de 20 praias fascinantes em 22km de litoral.
-Angra de Ipioca, mais sossegada, paradisíaca, areia fininha e branquinha, mar azul, nem sombra de pacote de turismo.
-Guaxuma
Carro Quebrado
 - Japaratinga,
-Carro Quebrado,(deslumbrante!! Paisagem de falésias coloridas)
-Tabuba- maravilhosa, inesquecível.
-Barra do Sto Antônio
-Praia do Toque (Rota Ecológica)
-São Miguel dos Milagres- M A R A V I L H O S A
Essas praias não fazem parte do City Tour oferecido nos pacotes. Fica aí a dica para quem quer fugir da Rota.
Mas o prazer de estar em Maceió, não se resume só em um delicioso banho de mar, também vale um bom mergulho na culinária Alagoana. Os frutos do mar encabeçam o cardápio alagoano. Sua culinária de peixes, crustáceos, mariscos e moluscos, lagostas, camarões, fritada de siri, sururu, maçunim e as tradicionais peixadas com pirão e regadas ao molho de pimenta e muito leite de côco, merecem ser degustadas.
As iguarias de origem indígena e africana, como tapioca, cuscuz de milho, massa puba, arroz doce, batata doce, inhame e macaxeira com carne de sol, beiju, grude de goma, pé de moleque, munguzá, canjica e pamonha costumam ser servidas nos cafés da manhã e da noite.
Manga, jaca, mangaba, abacaxi, banana e pitanga, sapoti, pinha, graviola, caju, cajá, acerola e etc... Frutas que são transformadas em sucos, sorvetes e doces. Nas praias, é comum saborear um bom caldo-de-cana (garapa), água de coco, coquetel de abacaxi(feito na fruta) e batidas de frutas tropicais.

A praia preferida pelos turistas e pelos alagoanos é a mesma? Qual o melhor trecho da orla urbana? Por quê?
Não são as mesmas. Os alagoanos frequentam as praias mais próximas de suas casas. Os que têm a oportunidade de se deslocar de Maceió, optam pelas praias mais afastadas - Angra de Ipioca, Carro quebrado, etc O melhor trecho da orla urbana é Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca, porque tem o maior fluxo de turistas, fica próximo ao porto. Os principais hotéis ficam perto desse centro, onde há a maior infra-estrutura para receber o turista. Que aliás, estou escrevendo sobre Maceió aqui mesmo nesse calçadão da Ponta Verde.....rs
  
Que lugares só os moradores conhecem? Dê algumas dicas para quem quer ser mais que ‘turista’ na cidade.
Não existe, que eu conheça, um lugar restrito para alagoano. A cidade é extremamente turística. E o que é muito bom aqui é essa mistura de gente: turistas e alagoanos. Mas tem alguns lugares que são a cara do alagoano, como o PICUI e MASSAGUEIRINHA, ótimos restaurantes regionais. A melhor dica é ficar um pouco mais ‘na cidade’, conheça melhor Maceió e tudo de bom que há nela.
“Com a proposta de trazer para dentro da cidade os petiscos típicos da região da Massagueira, o bar tem sempre sua calçada lotada, especialmente na happy hour. Caipirosca de siriguela (R$ 6,70) e cerveja Heineken (R$ 7,00) integram a parte etílica do menu. Em porções para duas pessoas, estão arroz de polvo (R$20,90) e ova de peixe (R$ 16,90). Para o almoço, o peixe a belle meuniére custa R$ 38,00 e vem grelhado com arroz de brócolis e batata sautée.(A CASA É BOA... EU E MINHA FAMÍLIA FREQUENTAMOS)

Que lugares são só para ‘turista ver’? As famosas “furadas” que não valem a pena.
Estou aqui há 6 meses, ainda não caí em nenhuma furada... mas vejo pelo calçadão aquela velha história do jantar gratuito para os casais, evitem. Para sua segurança, o melhor caminho é uma programação pronta, feita pelas ”agências”.


Orla de Ponta Verde
 Ricardo Freire, do site Viaje na Viagem publicou em abril/2012 que o passeio de jangada às piscinas naturais de Pajuçara é uma furada. Você concorda?
Não classifico como roubada, fiz umas 2 vezes. Para visitar as piscinas naturais, é preciso ir pela manhã, por causa da maré. As jangadas levam até cinco pessoas por vez mar adentro, por dois quilômetros, até as piscinas naturais. O percurso não dura mais que dez minutos, mas oferece uma vista privilegiada da orla.

E a noite de Maceió?
Os bares da Orla, são excelentes opções noturnas
- Buganvília - uma casa noturna dançante, disponibiliza professores de dança para dançar com o turista;
- Maikai - boa pedida para a moçada, gente bonita, chopp gelado, serviço de translado para o turista.
- Loop 

Saindo de Maceió, quais os melhores atrativos oferecidos nos arredores?
As praias do litoral norte com uma excelente estrutura. Litoral sul, a ilha Carlito. Barra Nova - “lugar que eu gosto muito”.
Tem como economizar durante a estadia em Maceió?
Maceió é para todos os bolsos. É bom que sempre consulte os preços para não ter surpresas desagradáveis. O importante é curtir, viver, aproveitar os momentos agradáveis em nossos passeios.

O que falta dizer a quem pretende visitar Maceió?
Venha!!!!! Pois você irá se encantar! Um mar lindo, com águas claras, calmas, com arrecifes que a tornam muito segura e piscinas naturais. Quem sabe não nos encontramos em um desses passeios maravilhosos.

Para encerrar vamos relacionar o que há de mais típico no destino. Só pode dizer que conheceu um pouco da capital alagoana quem:
- Fotografou no... Mirante do Gunga
- Fez compras... na Feirinha de Pajuçara
- Conheceu a praia... do Francês
- Passeou... pela orla da Pajuçara
- Comeu... Chiclete de Camarão (é um prato regional, feito de queijos variados com camarão...vira um grude deliciosooooo!), tapioca, cuscuz de milho,
- Bebeu...além dos caldinhos típicos, uma cerveja no calçadão da Ponta Verde
- Jantou no...LOPANA
- Dançou...no BUGANVILIA,ou nos bares e boates do bairro histórico do Jaraguá.
- Visitou...Teatro Deodoro
- Trouxe de recordação...uma renda

Leia também:
Saudades de Maceió-AL
- Entrevista de maio:

- Entrevista de junho:
   Aguardem, sempre no dia 1º de cada mês.


Google Street View

                “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu."
Amir Klink

          Concordo plenamente com a frase acima, mas quando isso não é possível, viajar com a ajuda da tecnologia não é tão prazeroso, mas é bem curioso... e até divertido. Para isso nosso amigo Google é um parceiro e tanto seja pelas imagens de satélite do Google Earth, pelos caminhos ensinados no Google Maps ou pelas imagens reais do Google Street View, cada vez mais abrangentes mundo a fora.
           Sabe como essas imagens são capturadas e tratadas? O programa Hoje em Dia, da TV Record, mostrou no dia 30/04/2012 numa matéria bem interessante. Veja o vídeo:



    
             Como o Street View traz imagens reais, os flagras viraram diversão na internet do tipo 'Onde está Wally?'. Nem tudo é por acaso, quanto mais conhecido fica o carro que captura as fotos, mais gente quer aparecer nelas  de forma inusitada e essas cenas se espalham através de sites e blogs.
      






Veja algumas e divirta-se:

* 50 flagras do Street View que você ainda não viu

* Flagras do Google Street View pelo mundo

* Dicas para usar o Google Street View


Teste: Qual é a cidade e a obra?

                São trechos de obras literárias e o jogador deve identificar a que cidade está se referindo. O teste é do portal da Olimpíada de Língua Portuguesa e junta duas de minhas paixões: a literatura e as viagens.

Clique na imagem para fazer o teste sobre cidades brasileiras.

Clique na imagem para fazer o teste sobre cidades estrangeiras.

E então, acertou quantas?

Guest Post - Bariloche é viciante!

           Escrito por mim e para mim, explico:

          Passeando pela blogosfera encontrei em um blog de viagens explicações sobre o guest post que se encerravam assim: 'Meu caro amigo blogueiro e viajante, gostou da ideia??? Entre em contato!!!' Entrei, claro, meu prazer em escrever ultrapassa os limites do meu próprio blog. Escrevi o texto conforme as exigências (que não eram poucas), com no mínimo 500 palavras, anexei as fotos e aguardei a análise... ... ... e continuo aguardando até hoje, 4 meses depois. Ao clicar em 'contato' lê-se no distinto blog a seguinte mensagem: '...irei responder o mais rápido possível. Geralmente, respondo ainda no mesmo dia ou no próximo dia útil.' (???)
          Nenhum blogueiro é obrigado a aceitar um guest post se não estiver de acordo com a linha de seu blog, mas respeito é fundamental. Eu jamais deixo uma mensagem recebida sem resposta e todos os meses convido alguém para uma entevista tratando meu convidado com a melhor atenção possível.
          Enfim, não vou descartar um texto que pode ser útil aos leitores numa época em que as postagens sobre Bariloche têm a cada dia mais acessos. Então segue o guest post de Silmara Colombo (eu mesma) para o De Turista a Viajante (da mesma):
Eu sou o pontinho vermelho na neve.

               Nas duas temporadas em que estive em San Carlos Bariloche-AR (2008 e 2011), voltei com a mesma sensação de querer mais e já começar a pensar na próxima viagem para lá.
               É o destino de inverno preferido pelos brasileiros, tanto que o apelido de ‘Brasiloche’ se justifica pelo idioma mais ouvido por lá nessa época: o português. Por falar em língua estrangeira, não se preocupe com a comunicação, o ‘portunhol’ é fluente em todo lugar. Eles se esforçam para entender os brasileiros e mesmo que você queira treinar seus conhecimentos de castelhano e arriscar um ’gracias’, pode ouvir como resposta ‘obrigada você’.
                Dizem que a cidade no verão é linda e que as opções de passeios são ótimas, mas o brasileiro vai para lá por causa da neve. Há quem sonhe em conhecer as montanhas branquinhas, mas tema pelo frio exagerado. Bobagem, frio passamos aqui no Brasil quando somos surpreendidos com temperaturas mais baixas, pois na maior parte de nosso território passamos o ano todo sem tirar o moleton do armário. Nos cerros (montanhas), usa-se roupas especiais e impermeáveis que mantém o corpo aquecido e seco. Quando se está na cidade, um casaco mais grosso é suficiente para caminhar pela rua e tirá-lo quando entrar em um ambiente fechado, já que todos possuem aquecedor.
                Neve lembra esqui e já vêm à nossa cabeça as imagens dos competidores dos esportes de inverno. Não é bem assim. Ninguém faz duas horas de aula e desliza lindamente (e em segurança) montanha abaixo, esquiar é difícil, exige prática. Se o sonho é calçar os esquis, você pode realizá-lo com o esqui nórdico (plano) ou mesmo o esqui alpino (montanha) em pistas para iniciantes. Só não vale tomar isso como obrigação, achar que ‘tem’ que esquiar porque havia neve, isso equivale a pensar que ‘tem’ que surfar porque viajou para a praia.
                 Há muitas outras opções por lá, ninguém vai à Bariloche para ‘ver’ a neve. Além das opções de esqui, há o esquibunda, preferido dos brasileiros por ser mais divertido e seguro, patinação no gelo, caminhadas com raquetes, teleféricos, passeios de barco, de quadriciclo, com motos de neve... e muito mais.
                 Hummm, a comida!! Não existe unanimidade em nada, portanto já vi quem reclamasse da falta do feijão, mas não tem lógica ir para outro país e esperar encontrar tudo igual ao seu. Furada em Bariloche é reservar hotel com meia pensão, pois são inúmeros restaurantes para todos os gostos e bolsos. Os amantes da boa gastronomia não vão gostar da notícia, mas Bariloche se rendeu à maior franquia mundial de fast food e inaugurou um MC Donald’s em janeiro/2012. Esqueça o regime porque não dá para ignorar os chocolates, eles estão por toda parte em formatos, cores e sabores variados. São deliciosos, impossível resistir.
                O grande engano dos brasileiros é concentrar a atenção nos gastos com passagem e hospedagem e depois ser surpreendido com os preços dos passeios que são mais caros que aqueles feitos no Brasil. Pesquise antes, programe-se e viaje tranquilo. De preferência em agosto, quando a probabilidade de haver neve é maior. Em junho e julho possivelmente haverá neve no alto das montanhas, mas fazer o boneco de neve e o anjinho deitado no chão vai ser um pouco difícil.
                 Planos sempre existem, se vão se concretizar ou não é outra história, em todo caso já comecei minhas pesquisas para Bariloche 2012! Quem sabe não nos encontramos por lá?!

Silmara Colombo


 Meus guest posts em blogs que levam o convite a sério:
- 365 dias viajando (Fortaleza além do pacote turístico) - 28/01/2012
- Peppe de Paula Turismo Brazil (Turista ou viajante?) - 01/02/2012
- Cantinho da Si (Beto Carrero World) - 02/02/2012

- Entrevistas do blog De Turista a Viajante


Taça de suspiro

Muito fácil de fazer e de comer com os olhos.


Ingredientes
2 caixas de gelatina de maracujá
2 latas de creme de leite s/ soro (deixe gelar e fure embaixo da lata para sair o soro)
2 latas de leite condensado
200ml de suco concentrado de maracujá (1/2 lata como medida)
200gr de suspiro (compre pronto, mas prefira os da padaria vendidos por kg e não em pacotes fechados)
1 maracujá
1/2 xícara de açúcar

Modo de Fazer
1º Faça a gelatina conforme instruções da embalagem e leve à geladeira.
2º Faça a mousse de maracujá batendo no liquidificador (ou mix) o leite condensado, o creme de leite e o suco de maracujá. Use a lata como medida para o suco: 1/2 lata de suco concentrado e 1/2 lata de água. Leve para gelar em recipiente raso para tomar consistência.
3º Faça uma calda com a poupa do maracujá e o açúcar. Reserve. (Na minha foto não há a calda porque minhas filhas não comem a semente do maracujá).
4º Numa taça grande de compota monte a sobremesa em camadas colocando gelatina, mousse, suspiro, gelatina, mousse, suspiro. Se quiser porções individuais coloque apenas 1 camada de cada ingrediente: gelatina, mousse, suspiro.
5º Jogue por cima de tudo a calda de maracujá para decorar.
6º Esta sobremesa deve ser montada no momento de ser servida, pois se ficar guardada na geladeira o suspiro derrete ou fica mole em contato com o mousse e a gelatina.

Variações: 
- Troque o maracujá por limão na gelatina e mousse. No lugar da calda, decore com raspas da casca do limão sobre o suspiro.
- O azedo da fruta com o doce do suspiro deixa o sabor na medida certa.
  

abcs
Follow @silmara09