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16 de outubro de 2010

Curitiba, lá vou eu!

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Existe coisa melhor para quem ama viajar que ganhar uma viagem?! Pois eu ganhei, eu ganhei!! Serão 3 dias em Curitiba!!
Não há reconhecimento maior para um professor de Português que ser classificado na Olimpíada de Língua Portuguesa que acontece de 2 em 2 anos e envolve alunos de todo o país. Na edição de 2008 eu acompanhei um aluno à São Paulo e agora vou acompanhar uma aluna à capital do Paraná.
A notícia não poderia ter chegado em dia melhor: no Dia do Professor. Por volta das 17:30h recebi um telefonema me parabenizando duplamente, pela data e pela classificação de minha aluna. Agora estou aqui, sem conseguir dormir de tanta felicidade!
Esse é texto classificado entre as 125 melhores crônicas do páis:
Entre o céu e a terra

             Dizem que aquela estátua gigante fará de Sertãozinho um lugar mais famoso e frequentado por turistas. Pode até colocar o nome da cidade na previsão do tempo do Jornal Nacional, onde são mencionadas só as mais conhecidas. O Cristo Redentor “caipira”, como já foi chamado, será mais alto que o irmão carioca. Será. Mas quando?
             Olhando aquele monumento inacabado dá pra imaginar em que estaria pensando o grande Cristo que repousa ao lado de um pedestal ainda maior, sobre o qual não conseguiu erguê-lo a capacidade humana. Multiplicar os pães e andar sobre as águas realmente são ações divinas.
             “Aqui estou, como outros, construído em local de destaque para que a homenagem seja vista ao longe. Onde me colocam sempre me torno, além de objeto de crença, motivo de orgulho para as cidades que me recebem.
              Por enquanto, a única coisa que vejo à minha frente são folhas da mata que me esconde quase totalmente, mas ao meu lado tenho um trono e quando estiver sobre ele, verei inteira a cidade que me foi dada para abençoar.
              Aguardo o dia em que finalmente verei Sertãozinho do alto e pairando sobre a imensidão verde dos canaviais, poderei avistar suas usinas, ouvir suas indústrias anunciando o novo dia de trabalho e sentir o cheiro do garapão trazido pelo vento.
              São quase 2 anos de espera! Por que adiam tanto minha inauguração? Sei que não faltam pontos de encontro, mas eu também reunirei pessoas ao meu redor que poderão me visitar e conhecer a prosperidade da cidade que me acolhe.
              O tempo mudará minha cor, seja pela fuligem negra da queimada da cana ou pelo vermelho da terra fértil, porém gostaria que me conhecessem na cor original, antes do tingimento inevitável.
              Só me resta aguardar que o trabalho há tanto iniciado seja concluído e até lá continuo esperando de braços abertos a vontade de quem está de braços cruzados.”

Stefany Ohana Cardoso dos Santos
Profª Silmara Colombo
EE Anna Passamonti Balardin
Sertãozinho - SP

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