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23 de novembro de 2010

Museu do Futebol

Museu do Futebol - São PauloMuseu do Futebol - São Paulo
         Meu principal interesse nesse bate-volta até São Paulo era conhecer o Museu do Futebol. Eu imaginava que ficaria tão deslumbrada com a tecnologia de um museu interativo quanto fiquei quando visitei o Museu da Língua Portuguesa. Concordo que a comparação não tem muitos parâmetros, principalmente porque sou professora de Português, mas o Museu do Futebol me decepcionou um pouco.
         É muito cheio de "não pode". Como estávamos em grupo, antes de entrar, foi feita uma pequena reunião com um dos guias do museu para explicar tudo que "não pode": entrar com alimentos e/ou água, entrar com mochilas, fotografar, voltar em lugares já passados, etc, etc
Tantos cuidados se justificariam se fosse a 8ª Maravilha do Mundo, mas não é tudo isso. Depois de uns 15 min andando, olhando e ouvindo; andando, olhando e ouvindo; um dos colegas do grupo me disse que ainda não tinha entendido o que havia ali para "não poder" fotografar ou para tanto medo de serem roubados. Estávamos diante da réplica da Jules Rimet e eu respondi que a única explicação era que aquela ali devia ser a taça original disfarçada.
        A história do futebol brasileiro está toda ali, sem privilégio de um time ou outro, o que deve decepcionar um pouco aos visitantes corinthianos. Mas história relaciona-se com memória, coisa que as crianças ainda não têm e por isso as salas cheias de fotos e vídeos não prendem a atenção delas. A preferência infantil é o "Chute ao Gol" em que a velocidade do chute é informada num marcador digital. Mas um chute só, o funcionário fica ali pra avisar que "não pode" voltar na fila. O cinema em 3D com Ronaldinho Gaúcho fazendo embaixadinhas também chama a atenção, só que começa e termina com as tais embaixadinhas e as crianças saem do espaço com um olhar interrogativo: "É só isso?" No chão de algumas salas há um campo projetado por um equipamento do teto com bola virtual que pode ser "chutada" de um lado para outro. Faz o maior sucesso quando funciona e se não estiver funcionando não espere por nenhuma atitude dos monitores, fica como mais uma atração para se olhar.
            As fotos acima são dos únicos espaços onde podem ser tiradas. Em compensação seu "Chute ao Gol" é fotografado e com o número do seu ingresso você a encontra no site do museu, "se" o serviço estiver ativo, no dia em que fui não estava. Mas você pode levar uma lembrança da lojinha para provar que esteve lá, já que não vai ter suas fotos para fazer isso, desde que esteja aberta. Não estava no dia em que eu fui.
         Enfim, o Museu do Futebol é para adultos. Os pais mais empolgados, querendo iniciar seus filhos no esporte, podem ficar frustrados com o desinteresse dos pequenos após a visita. É passeio para se fazer uma vez e basta.

22 de novembro de 2010

Um domingo paulistano


Localização de pontos turísticos no centro de São Paulo.
     Sou paulistana por nascimento, mas morando há tanto tempo no interior do Estado, a capital fica meio assustadora pois a imagem guardada na mente é sempre das tomadas aéreas mostrando o caos no trânsito. Por isso, ir à São Paulo resume-se geralmente ao que é necessário: compras ou aeroporto.

     Ontem fomos passear em família acompanhando o grupo de escoteiros do qual minhas filhas fazem parte. São Paulo oferece inúmeras opções culturais e de lazer, mas numa cidade tão grande, mesmo num domingo em que o trânsito está "tranquilo", é preciso ter um roteiro pré-definido, com atrações não muito distantes umas das outra. O nosso era: Museu Cata-vento e Museu do Futebol.

     No centro histórico da cidade e arredores há diversas opções além destas escolhidas: Mercado Municipal, Pateo do Collégio, prédio do Banespa, Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca do Estado entre outros onde transbordam cultura e conhecimento.
Museu Catavento

      Começamos pelo Museu Catavento e as crianças (de todas as idades) amaram ver, tocar, entrar, enfim experimentar as opções que o Museu oferece. Até levar choque em nome da Ciência fica divertido. É um lugar para se ir sem pressa, principalmente com crianças, pois a maior parte das salas é interativa e eles querem experimentar tudo.

Museu catavento





     

Museu catavento





    Eu me cansei bem antes da turminha de escoteiros e lobinhos e me sentei em um dos corredores para ver o movimento. Percebi que é um dos programas de domingo das famílias paulistanas com crianças. Havia muitas se divertindo com as experiências de física e mecânica, nos ambientes com ilusão de óptica, no cinema 3D... há tanta coisa por ali que passamos a manhã inteira e eu não consegui ver tudo.

        Como não poderia deixar de ser, tanto pela proximidade quanto por ser um programa típico, fomos almoçar no Mercado Municipal. As opções de alimentação são inúmeras, mas a dúvida ficou entre comer o pastel enorme ou o gigante pão com mortadela. Eu e meu marido optamos pela mortadela com queijo (R$11,00) e as crianças pelos pastéis. O lanche é delicioso, só não sei onde pesa mais: na consciência ou na balança.

Mercado Municipal de São Paulo
     O movimento estava bem intenso, apesar de ser domingo parece que metade da cidade e mais alguns turistas resolveram almoçar por ali. Havia fila e empurra-empurra em todos os boxes principalmente onde se vende os famosos pastéis e o lanche de mortadela. Lugar para sentar também é privilégio para poucos, mas dá pra se ajeitar.
     Aproveitei o tempinho restante para experimentar uns morangos enormes e comprar uma posta de quase 2kg de bacalhau. Nosso tempo por ali foi curto, pois tínhamos ainda o Museu do Futebol para visitar. Mas vou deixar para o próximo post.
Prédio do Banespa - SP
Vista do prédio do Banespa a aprtir da frente do Mercado Municipal

17 de novembro de 2010

Brasília de Dimenstein

Brasília desde a Torre de TV
Vista desde a Torre de TV
Eu adorei Brasília. (ponto final)
Fiz meus comentários positivos sobre a capital brasileira em outro post do blog e um "anônimo" deixou um recado sugerindo que eu devo estar louca. Respondi que ser "turista" no DF é diferente de ser "morador" e citei os "Ds" de Gilberto Dimenstein.
Retomei o assunto porque estou muito feliz em voltar lá. Para mim, Brasília foi o deslumbramento que eu esperava ver na arquitetura, nos jardins, no plano piloto. Devo ter passado tanto entusiasmo com a possibilidade da viagem que minha aluna disse depois da cerimônia de premiação da OLP:

_ Se eu não ganhasse essa medalha de prata, eu iria chorar.
E eu respondi, muito brava:
_Como assim? Depois de tudo que conversamos?! Então se você não ganhar a medalha de ouro, que só 5 estudantes do país terão, você vai chorar??
_Não, professora! Mais aí eu já vou estar em Brasília.

Achei pertinente postar aqui o texto de Dimenstein para reafirmar que concordo com ele:

Os "Ds" de Dimenstein

   Dizem que o morador de Brasília passa por quatro "Ds": deslumbramento, decepção, desespero e, por último, demência. O estágio da demência se manifesta quando o indivíduo passa a gostar da cidade e não se muda mais daqui. Felizmente, estou livre dessa sequência de "Ds": sou um apaixonado pela cidade, apesar das minhas raízes paulistanas.
    O leitor talvez imagine que sou maluco, mas, numa situação normal, não deixo Brasília por nenhuma cidade do mundo -nem Roma nem Jerusalém, outras paixões. Por que gosto de Brasília? Sinceramente: não sei. Só sei que gosto. Claro que minha Brasília não é a cidade dos políticos, dos ministros, dos barões ou lobistas. Essa é a cidade do poder que, de fato, fede na sua bajulação.
     Tirando a péssima paisagem composta pelos homens do poder, adoro esse contato próximo com o céu sempre azul, como se estivéssemos protegidos por uma cúpula. Quando vier a Brasília, preste atenção: o céu é algo próximo, parece ser possível tocá-lo. Adoro a sensação de sempre ter vista para o infinito, como se não houvesse limites. Adoro (e muito) as esculturas do Oscar Niemeyer, perdidas neste cenário. Os críticos afirmam que os prédios do Niemeyer são ótimos para ver e péssimos para habitar.
     Como não sou e não quero ser governo, esse problema não me toca.
      Brasília tem todos os dias um delicioso jeito de final de sábado, de calma permanente. Não temos trânsito, o ar é limpo. Vive-se aqui o mundo e o Brasil, por sermos o centro. Mas, ao mesmo tempo, partilhamos da intimidade de uma pequena cidade de interior.
     A escritora Isabel Allende diz que nossa cidade é onde estão enterrados nossos mortos. Digo que nossa cidade é onde nascem nossos filhos; os meus nasceram aqui e como eu adoram essa abundância de espaço, que me faz lembrar a imagem que tenho da alma brasileira, generosa em seus limites.
     Fico aborrecido com as críticas contra a cidade. Atacam: aqui moram ladrões. Só esquecem de dizer onde nasceram, foram criados e aprenderam a roubar. Não dizem que, acaba a semana, voltam para suas cidades. Outros garantem que a solução estaria na volta da capital para o Rio; parecem se esquecer que nenhum lugar se deteriorou tanto como o Rio. Portanto, a culpa não é da capital, mas dos homens. Talvez o leitor imagine que estou, na verdade, no estágio da "demência". Quem sabe. O fato é que desde janeiro, quando me decidi mudar para Nova York, já estou com saudades.

Gilberto Dimenstein, do Conselho Editorial da Folha de S. Paulo

Dia da Criatividade

Selo

         Dia 17 de novembro é o "Dia da Criatividade", mas blogueiros que são criativos o ano todo merecem ser homenageados em qualquer data.
         Se você já se perguntou enquanto lia um blog: "Por que não pensei nisso antes?", sabe o que é reconhecer a criatividade alheia.
         Então vamos à brincadeira. Vou indicar 5 blogs, linkados com os referidos posts que me fizeram pensar nessa pergunta, e esses vão indicando outras postagens criativas.

Lembrando:
1- Escolha 5 blogs criativos para presentear com o selo.
2- Faça uma postagem, indicando de quem você ganhou o selo e para quem vai enviar.
3- Link as postagens mais criativas que você já leu na blogosfera.
4- Copie e cole o selo no seu blog para que todos saibam que sua criatividade foi reconhecida.

Por que não pensei nisso antes?
Blog Ideias
Sou do Lar
Dicas Domésticas
Moda Evart

Leia também: Sacolas Criativas

15 de novembro de 2010

Passeios por Curitiba

Conheci tão pouco de Curitiba, mas o encantamento foi grande.
Jardim Botânico - Curitiba
O Jardim Botânico é imperdível e dispensa muitas explicações pelo tanto que já foi explorado em novelas globais. É um lugar agradável de se estar. Fiquei muito feliz em ver que ele tem vida própria, não existe apenas para decorar cartões postais. É facílimo identificar quem é turista e quem é morador da cidade quando se está ali dentro. O primeiro tem uma máquina fotográfica nas mãos registrando tudo o que vê; já o curitibano não precisa disso, ele vai voltar quantas vezes quiser e vai guardar na memória os bons momentos passados ali brincando com os filhos, andando de bicicleta, fazendo caminhada com os amigos, exercitando-se com o grupo da melhor idade, empurrando o carrinho do bebê... Mas, para quem só resta fotografar, há ângulos maravilhosos.
Logo na entrada há uma lanchonete e uma lojinha com lembranças da cidade... e só! Nada de ambulantes! Ufa!!

Ópera de Arame
Ópera de Arame - Curitiba

A Ópera de Arame é um teatro construído todo em ferro e vidro em meio a um área verde. Para chegar até o auditório, atravessa-se por uma ponte no mesmo estilo sobre um lago. É lindo! Lugar para se "ver" em dias em que não há apresentações e em dias de espetáculo deve ser difícil se concentrar nos artistas e parar de apreciar a arquitetura. Isso me fez lembrar de uma palestra com Pasquale Cipro Neto que assisti no Teatro Pedro II, em Ribeirão Preto. Antes de começar a falar, ele olhava para todo o teatro a partir de uma mesa colocada no centro do palco e comentou: "Como esse teatro é lindo!"

Pedreira - Curitiba
Pedreira - Curitiba
A Pedreira fica ao lado da Ópera de Arame. Pelo que entendi, depois de desativada a antiga pedreira, o espaço foi aproveitado para a realização de shows e eventos que não acontecem mais por ali. É mais um parque na cidade. Não há muito o que se fazer por ali, mas para quem foi ver a Ópera de Arame não custa dar uma voltinha.
Em frente a esses dois pontos há uma lojinha com artigos típicos da cidade: vinhos, chocolates, lembranças... Mesmo quem não queria comprar nada foi dar uma olhadinha primeiro porque mulher não resiste a uma loja e segundo porque a decoração (um pouco duvidosa) é muito chamativa. Tira-se tantas fotos por ali que o proprietário deixa uma caixinha para contribuições de quem se utilizou do cenário.
O final desses dias na capital paranense não poderia ser melhor. Minha aluna foi classificada para a próxima fase da Olimpíada de Língua Portuguesa e, com a medalha de prata no pescoço, nem é preciso desfazer as malas pois no final do mês estaremos em Brasília.

Eu conheci bem menos do que gostaria, mas encontrei um site para saber tudo sobre a cidade: Parques e praças de Curitiba
logo mala

7 de novembro de 2010

OLP2010, Curitiba-PR

Curitiba

De 03 a 06 de novembro

      Chegou o dia tão esperado! Pela primeira vez, minha aluna viajou de avião... e adorou! Voltou até fazendo comparações entre as companhias aéreas...
      Não fomos pela Passaredo. Por um desses mistérios indecifráveis, em vez de voo direto Ribeirão-Curitiba, nos acomodaram em um voo da TAM com conexão em São Paulo/Congonhas. Mas tudo é festa!


           Fomos recebidas pela equipe da OLP no aeroporto Afonso Pena, que não fica em Curitiba e sim em São José dos Pinhais. Do aeroporto até o hotel no bairro de Santa Felicidade são 50 min com trânsito normal. Meio longinho, heim!
           O hotel Tulip Inn é bem simpático, com ponto para internet nos quartos e 8 salas de reuniões. Por isso foi escolhido, era preciso espaço para reunir alunos e professores seprados em 8 grupos.


Curitiba
          Bem em frente fica a Vinícula Durigan que fez com que minha mala voltasse pesando 26 kg. Trouxe vinhos, suco integral de uva, vários potinhos de doce de leite e geléia de framboesa. Jamais aguentaria trazer tudo isso na bagagem de mão, então contei com a sorte e fui acomodando quase tudo entre as roupas da mala despachada. Graças a Deus chegou tudo inteirinho!


Curitiba no Natal

           Bem pertinho dali também fica a Casa dos Bonecos onde você encontra tudo que conseguir imaginar sobre enfeites de natal. Fotos só pelo lado de fora.
           Os restaurantes são lindos, enormes e, pelo menos nas noites de quarta e quinta-feira, quase vazios.
            Consegui dar uma voltinha por essa rua no dia em que cheguei e na noite seguinte, tudo muito corrido, mas deu pra ver que é um bairro muito organizado, bom para se hospedar.