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29 de agosto de 2011

Compras em Bariloche e seus sabores

Compras de guloseimas em Bariloche
Minhas comprinhas em Bariloche
Vinhos: Estamos na Argentina, então vamos tomar vinho. A variedade é grande nos cardápios e não sou expert. O que fiz em todas as refeições foi pedir sugestão ao garçom indicando aquilo que preferíamos: tinto e suave. Gostamos de todos e as sugestões nunca eram as mais cara do cardápio. Depois fui ao mercado e comprei para trazer pela metade do preço. Não trouxe na bagagem de mão, embrulhei bem nas sacolinhas plásticas, enrolei nas blusas de moleton e chegaram intactos.

Vodca Absolut: Essa tem em qualquer lugar, não precisa ser na Argentina. Mas por 23 dólares só no Free Shop de Bariloche. Trouxe 2 e me arrependi de não ter trazido mais.


Choconhaque
Choconhaque

Bebidas quentes: Nada melhor pra esquentar que um cremoso choconhaque. Se não tiver no cardápio, pergunte por ele, uma delícia. Quem não toma nada alcoólico vai se esbaldar com os chocolates quentes, capuccinos, cafés cremosos... Minhas filhas ficaram tão adeptas do capuccino que trouxeram para casa o pó para o preparo. Há várias marcas no mercado.


Fernet com coca-colaFernet: Eu nunca tinha ouvido falar e nem reparado nela nas cartas de bebidas. Na verdade foi na internet que me deparei com uma matéria do site Viaje Aqui que falava do hábito dos argentinos de tomar Fernet com coca. Eu estava em Bariloche, não dava para perder a oportunidade de experimentar. Quando pedi para a garçonete, ela me olhou em dúvida  e perguntou se eu já conhecia. Depois veio até a mesa perguntar se havíamos gostado. Isso porque a bebida é um digestivo muito amargo e com teor alcoólico altíssimo (até 45%), mas tudo fica amenizado com a coca misturada. Além disso, não é uma bebida habitual dos turistas brasileiros. Sim gostamos e pedimos outro (20 pesos) e ainda trouxe uma garrafinha para casa. A moça explicou que na Argentina se encontra em qualquer mercado, mas na Espanha é vendido somente em farmácias.


Chocolate em rama
Rama branca, ao leite e mista

Chocolates: São deliciosos e maravilhosos. São muitas lojas, sabores, formatos, preços... os mais tradicionais são os bombons recheados de doce de leite e a rama, que é o chocolate derretido, espalhado numa camada bem fina sobre uma superfície fria e empurrado com uma espátula que faz com que fique em rolinhos como esses da imagem. Derretem na boca. Há os chocolates já embalados em caixas (rama, bombons, bichinhos, etc) e aqueles que você compra por kg na vitrine e são mais baratos. As lojas possuem caixas de vários tamanhos para embalar o chocolate vendido por kg e não cobram por ela. Na Del Turista, que é a loja mais popular, o kg do chocolate da vitrine custa 126 pesos. Os meus preferidos são os da Fenoglio e no hotel Edelweiis todos os dias tinha um bombom de lá para cada um em cima da cama arrumadinha. Na Fenoglio, o kg do chocolate custa 115 pesos, a loja é pequena e fica meio escondidinha no primeiro quarteirão da Mitre, mas passe por lá antes de fazer suas compras, até a caixa é mais bonita.
Alfajore argentino
Alfajor: Dizem que a origem é árabe, mas nada mais típico para trazer da Argentina que o alfajor. Esqueça o Havanna, em Bariloche há outros ainda melhores. Sabe aquele monte de amigos que pediram para você não se esquecer deles na viagem? Pois é, traga um alfajor para cada um ou uma caixa se for o caso. Na Del Turista, a caixa de 6 unidades custa 22 pesos. Na Fenoglio, a caixa de 6 unidades custa o mesmo valor, mas há um desconto na caixa de 12 unidades que sai por 39 pesos.

Balas de goma em formato de frutas da Del Turista
Balas de Goma: Essa vitrine toda colorida são as balas de goma da Del Turista, só tem lá. Cada uma tem o sabor e o formato de uma fruta. São muito diferentes dessas que compramos no Brasil nos pacotinhos (jujubas). Não as despreze, experimente. Custa 70 pesos o kg. Eu trouxe um kg só de frutillas (morango), que além de serem as mais gostosas, são lindas, com um cabinho de plástico em cada uma.
Doce de leite argentino
Doce de leite: La Sereníssima, comprado no mercado em potes de 500gr. Também tem que vir na mala despachada porque é proibido entrar com doce de leite no Brasil, apesar que minhas filhas trouxeram na bagagem de mão uns potinhos de 25gr que pegaram no último café da manhã e não houve problema. Para acompanhar trouxe uma bolacha de massa folhada que infelizmente só encontrei 2 pacotes no mercado, acabou muito antes do doce.

Supermercados:
La Anónima - Há vários pela cidade. O mais próximo do centro fica na Calle Quáglia, quase na esquina com a Calle Moreno.

Carrefour - Esse já é bem conhecido pelos brasileiros e tem os preços bem parecidos com os nossos também. Em Bariloche fica na Calle Moreno, a um quarteirão do Shopping Patagónia.

Todo - É o mais frequentado pelos turistas porque há uma loja em plena Calle Mitre, por isso tem os preços mais altos também.

Resumindo Bariloche

28 de agosto de 2011

Restaurantes de Bariloche

        A cidade deve ser protegida pelos deuses da boa mesa, porque por ali a globalização do Fast Food não chegou. Não existe (NÃO EXISTIA)  Mc Donalds, nem Burger King, nem Subway... O mais próximo disso é o Rock Chicken, o La Mamadera e outras lanchonetes locais que usam o sistema de kombos e pedidos por números.
         No Rock Chicken, como o nome sugere, a maioria das opções é de frango (pollo), por isso eu tenho minhas ressalvas. Os argentinos consomem o frango com a pele e pro meu paladar não dá. Depois que segui a sugestão de um garçom, pedi pizza de pollo pensando na nossa brasileira 'Frango a catupiry' e não consegui comer só de olhar os pedaços de pele de frango  sobre ela, risquei definitivamente o frango do meu cardápio na Argentina.


La Mamadera no Shopping Patagonia

            O La Mamadera parece ter recebido a visita da vigilância sanitária, pois embora mantenha o nome, o hamburguer que minhas filhas comeram no Shopping Patagônia veio acompanhado pelos tradicionais sachês de maionese, catchup, mostarda e não pelas mamadeiras que armazenavam esses molhos. Embora fossem engraçadinhas e divertidas, quanto à higiene tenho minhas dúvidas de que fossem uma boa ideia.





            La Alpina: Foi a refeição mais cara que fizemos em Bariloche: 299 pesos em um almoço para 4 pessoas. O lugar é bonito e agradável; a comida boa, sem nada de excepcional e foi acompanhada por um bom vinho. Mas o que ficou em minha memória foi a hora de pagar a conta  que veio acompanhada de 14 pesos de 'cubierto' que seria o valor do serviço. O que entendemos é que se esse valor já estava descrito na conta, a  gorjeta era dispensável. Quando entregamos os 300 pesos ao garçom, que até então tinha sido só simpatia, ele fechou a cara e devolveu 1 peso de troco. Meu marido disse que não queria e ele colocou a moeda na mão dele rispidamente como se dissesse: "De 1 peso eu não preciso." Então tá.


A milanesa é bem maior que essa.
Vem caindo pelos lados do prato.

              La Fonda del Tio - Imperdível! Vá no começo da semana, pois vai querer voltar. Segundo o próprio marketing, é o restaurante preferido dos barilochenses. O cardápio é bem variado, com porções bem servidas e o atendimento excelente. A milanesa, que tem em todos os restaurantes, lá é enorme, dá tranquilamente para duas pessoas. O arroz é o que mais se parece com o nosso. Lugar para se comer bem pagando um preço justo. Fica na Calle Mitre, nº1130 (é o lado oposto aos arcos do Centro Cívico). A dica foi da Vanessa e Dona Nenê completou ajudando a não se esquecer do endereço: 'Lembre-se do Jô onze e meia (1130)'. Fecha após o almoço e reabre às 20h. Não abre aos domingos.

Restaurantes de Bariloche - Argentina
         El Boliche de Alberto - São 3 endereços de carnes e um de massas. Esse da foto é da Calle Villegas, 347. Atendimento perfeito e o bife de chorizo idem, só não tem arroz, mas a porção de papas fritas é enorme. Chegue cedo, pois abre às 20h e logo as mesas estão lotadas e a fila de espera se formando. Lugar onde dar a gorjeta (propina) é um prazer, pois é merecida. Meu marido, que é bem mais observado que eu, ficou admirado com o quanto são justos: quem fica no caixa separa o valor da gorjeta em um pote para depois repartir entre os funcionários.

Restaurantes de Bariloche - Argentina
           La Marca - Fica na rua atrás dos arcos do Centro Cívico, quase em frente ao ponto do trenzinho. O cardápio é bem variado e o prato mais anunciado é a parrilla, mas pense antes de experimentar. A Vanessa diz que parrilla (não importa em qual restaurante) não é para o paladar do brasileiro e se for igual à que eu experimentei em Montevideo, não é mesmo!!! Nesse dia, fomos de pastas e estavam deliciosas. A minha foi ravioli de verdura com molho branco. Divina! Não sobrou nada nem nos pratos das crianças. Lamentei ter conhecido no último dia, pois voltaria com certeza. Aqui a conta já vem com os 10% .

Restaurantes de Bariloche - Argentina
               
                  La Rabieta - Pizza Gourmet a la piedra - Av. San Martin, 325, próxima ao Hotel Edelweiis. Conhecemos só em nosso último jantar em Bariloche ou teríamos voltado. A pizza é deliciosa e grande, cortada em 10 pedaços. O lugar é pequeno e aconchegante, com bom atendimento. O cardápio tem muitas opções, a partir de 50 pesos. No dia seguinte no aeroporto, com todo mundo comentando o que havia feito na semana, um colega de voo se admirou: "Vocês encontraram uma pizza boa em Bariloche?!" Sim, encontramos! Tarde, mas encontramos.

           Restaurantes em Bariloche há para todos os gostos e bolsos. É um sacrilégio fechar uma estadia com meia pensão. Durante o dia, dificilmente se almoça pela cidade, pois estão todos nos passeios e a alimentação fica por conta do que cada lugar oferece. Já o jantar é o momento de incluir os prazeres de uma boa comida ao seu roteiro de viagem.

27 de agosto de 2011

Passeios pela cidade de Bariloche III

Cerro Viejo, em Bariloche - AR
          Bem perto do centro da cidade fica o Cerro Viejo. São 10 a 15 min de caminhada para chegar ao cerro que geralmente é visitado por adolescentes argentinos que viajam em grupos.
           Esse cerro não tem neve, sua atração é um tobogã gigante. Sobe-se pelo teleférico e pode-se descer pelas escadarias em meio a um bosque ou por um carrinho parecido com rolimã. Não é nada parecido com a emoção de descer nas pistas de Piedras Blancas, mas é uma opção para um final de tarde, por exemplo.
Vista desde o Cerro Viejo - Bariloche - AR
               No alto há uma lanchonete e um mirante de onde se vê a cidade. As fotos ficam lindas. Como as imagens dizem muito mais que as palavras, peguei um vídeo para mostrar como e o tobogã, há vários outos no Youtube.
Vista da cidade de Bariloche desde o mirante do Cerro Viejo.


               Bem ao lado do Cerro Viejo, fica a fábrica de chocolate Fenoglio. Fábricas de chocolate há por todo lado em Bariloche e as visitas nada mais são que uma forma de atrair compradores que verão o chocolate sendo feito através de um vidro. A diferença da Fenoglio é que em sua fábrica há um Museo do Chocolate com visitas guiadas explicando toda a história desta delícia e como a tradição se firmou na região. Durante a visita há degustações e ao final uma parte do valor pago pelas entradas (15 pesos) se converte em descontos na compra de chocolates. Aqui sim os chocolates são mais baratos e mais saborosos.

Fábrica de chocolate em Bariloche - AR


Shopping Patagônia - Bariloche - AR

            Shopping Patagônia - É pequeno, com 3 ou 4 opções na praça de alimentação e uma área grande de brinquedos para divertir as crianças. Fica a um quarteirão do Carrefour, numa região bem comercial, com muitas lojas ao redor e preços melhores que na Mitre. Até ambulantes vendendo CD e DVD piratas eu vi por ali. Um táxi desde os hotéis do centro até ali custa em torno de 10 a 12 pesos.

            Enfim, a diversão de Brailoche não está só nos cerros nevados, embora essa seja a melhor parte, há muito o que se fazer pela cidade também. Só não vale ficar no hotel passando calor, pois os aquecedores são de fazer suar e quem decide ir pra Patagônia quer sentir frio, certo?



Restaurantes de Bariloche

25 de agosto de 2011

Passeios pela cidade de Bariloche II

Trenzinho
Trenzinho turístico em Bariloche - AR


               Embora pareça passeio infantil, ele é bem mais histórico que recreativo. É o tipo de programa que pode agradar a um viajante; a um turista dificilmente. 

Vista de Bariloche do alto da cidade.
Panorâmica: cidade, torre da catedral, lago e a cordilheira

              O City Tour Panorâmico sai de um ponto fixo atrás dos arcos do Centro Cívico diariamente em  6 horários: 10h, 11:30h, 14h, 15:30h, 17h, 18:30h. Dura em média 1h15min e circula por ruas de Bariloche bem além das Calles Mitre e Moreno. Durante todo o percurso um guia falando em 'portunhol' fluente vai contando um pouco da história de Bariloche e suas origens, mostrando casas conservadas como patrimônio histórico e parando num ponto de onde se pode ver tanto a cidade quanto os cerros que ele aponta e nomeia um por um.

Passeio de trenzinho turístico em Bariloche
Casa de madeira dos primeiros colonos, consevada como patrimônio histórico.

               Não espere ver só belezas, o que será mostrado é a verdadeira San Carlos de Bariloche. A cidade dos moradores e não dos turistas. Uma das coisas que pude observar é que nesse passeio vi muito mais cinzas que nos arredores dos hotéis e principais pontos de circulação dos turistas. Segundo o guia,   as cinzas cairam em um único dia (04/06), depois disso foram areias vulcânicas que as previsões estabelecem um prazo de 10 anos para sumirem do solo de Bariloche.

Passeio de trenzinho turístico em Bariloche
Ao fundo, as construções em tons de marrom
formam um Conjunto Habitacional.

 

Passeio de trenzinho turístico em Bariloche 
                 O guia explica que os preços praticados pelos estabelecimentos comerciais da Calle Mitre e seus arredores são muito altos para o padrão de vida dos barilochences que fazem suas compras no 2º centro comercial da cidade, que fica nos arredores do Shopping Patagônia, onde os preços são bem melhores.
                Durante o passeio são servidos bombons da fábrica Frantom e é nela que o passeio termina, bem em frente ao lago, na rua abaixo do Centro Cívico. Lá, através de vidros, pode-se ver a preparação do chocolate, é servido um copo de chocolate quente, que segundo minha filha foi o melhor que tomou em Bariloche, mas o objetivo mesmo é demonstrar os produtos e vender, claro. Ali não estão nem os melhores chocolates e nem os melhores preços.

Passeio de trenzinho turístico em Bariloche
Paradinha para foto no lago, em frente à Franton.
                Não é uma atração imperdível, mas se estiver pela cidade com tempo de sobra, aproveite para conhecer Bariloche de verdade. Ao final, atravesse a Av. Bustillo para ver e tirar fotos no lago Nahuel Huape e a alguns metros estará o Neviska, do qual falei no tópico anterior.

Passeio de trenzinho turístico em Bariloche
Fachada do restaurante La Marca
             Se fizer o passeio perto do horário das refeições, uma boa opção é almoçar ou jantar no Restaurante La Marca, que fica em frente ao ponto do trenzinho. Ao contrário de outros da cidade, esse restaurante não fecha entre os horários de refeições. Fomos almoçar às 16h e tudo estava delicioso.
              O passeio custa 40 pesos para adultos e 35 pesos para crianças.

Passeios pela cidade de Bariloche III

23 de agosto de 2011

Passeios pela cidade de Bariloche I

               
Centro Cívico em Bariloche - AR
Centro Cívico visto da Av. Bustillo.
Clique nas fotos para ampliar.
             Viajar tem que ser para descansar e aproveitar cada lugar visitado. Em Bariloche, além dos Cerros dos arredores, há vários lugares legais para se visitar na cidade. Faço um passeio por dia e aproveito o restante do tempo para conhecer, rever, aproveitar o que a cidade oferece.

Centro Cívico em Bariloche - AR

               O Centro Cívico não tem segredo, todo mundo passa por ali e tem em seu álbum de viagem pelo menos uma foto tirada com os cães São Bernardo, são muito fofos. Dependendo do tamanho, as fotos custam 100 ou 50 pesos. Como achei caro, o fotógrafo ofereceu uma menor (15x20) por 30 pesos e depois acabou fazendo 4 fotos por 100 pesos. Depois pagar as fotos, eles deixam que você tire com sua própria câmera. Chega a ser estranho ver os argentinos negociando, pois para eles é tremendamente irritante a mania dos brasileiros de pechinchar. Mas, o vulcão...

Centro Cívico em Bariloche - AR

               Ali mesmo no Centro Cívico fica o Museo de la Patagonia. Mesmo que você não goste de museus, está tão pertinho, não custa visitar. Lá dentro há animais empalhados, armas antigas e um pouco da história da região e dos povos primitivos que a habitaram. As crianças geralmente gostam de ver os objetos antigos e essas visitas culturais são importantes para construirem seus conhecimentos de mundo. Esse é meu lado professora falando.

Centro Cívico em Bariloche - AR

                     Atravessando os arcos e descendo uma escada de pedras, chega-se à Av. Bustillo, exatamente em frente ao Neviska, que é uma pista de patinação no gelo. Abre das 13 às 21h e o aluguel dos patins para uma hora na pista custa 35 pesos. Quem não quiser se arriscar a patinar pode tomar uma cerveja ou chocolate quente enquanto os outros se aventuram. No final da tarde enche de estudantes argentinos que visitam a cidade e fica complicado para quem não tem experiência patinar com a pista lotada de experts.

Centro Cívico em Bariloche - AR

                  Ao lado do Neviska há escadas de acesso à praia do lago Nehuel Huape. A vista do lago em contraste com as montanhas nevadas da Cordilheira dos Andes é muito bonita. Muita gente vai ali para fotografar. Também há uma rampa para acesso de automóveis e à noite deve ser uma festa! Cuidado apenas para não sair com um preservativo grudado na sola do sapato, a cada 10 passos você se depara com um.



                    Se decidir caminhar pela Av. Bustillo, seguindo à direita de quem está de frente para o lago, chegará até à Catedral de San Carlo de Bariloche que é feita de pedra, em estilo gótico e vale a pena ser vista de perto. Lá dentro está a imagem de Nossa Senhora das Neves para quem, segundo um guia local, os barilochenses acendem uma vela todos os dias para que nunca neve no Brasil.

Centro Cívico em Bariloche - AR

               Se ao invés da caminhada quiser ir logo às compras, é só atravessar os arcos de pedra do Centro Cívico e começa a Calle Mitre, paraíso das consumistas assumidas e não-assumidas. É difícil resistir a oupas, artigos de couro, presentes, perfumes, bebidas, chocolates... Ali encontram-se todas as lojas de chocolates, como Del Turista, Mamuska, Rappa Nui, Abuela Goya, Fenóglio e muitas outras.


22 de agosto de 2011

Tomadas em Bariloche

 
Plugs de tomadas usados em Bariloche - AR
Tomada padrão em Bariloche

                 
            Parece uma bobagem, mas a falta de um adaptador causa tanta dor de cabeça que que virou até assunto da revista Viagem e Turismo (agosto/2011, seção Concierge, pág 44). Vamos tentar entender as tomadas argentinas para que câmeras, celulares, MP5, notebooks, chapinhas... funcionem perfeitamente em Bariloche.
Plugs de tomadas usados em Bariloche - AR
                  As tomadas possuem três entradas, sendo que as duas fendas diagonais terminam em furos redondos. Sendo assim, qualquer equipamento eletrônico que tenha plugue de 2 pinos redondos não precisará de adaptador algum. O plugue da imagem ao lado se encaixa perfeitamente nas tomadas, se seus aparelhos possuem um igual a este está tudo certo.


Plugs de tomadas usados em Bariloche - AR
            Quando os plugues são diferentes, como este ao lado que é de notebook, é preciso procurar um adaptador que se encaixe no plugue (entrada) e tenha saída de 2 pinos redondos o que é muito mais fácil de encontrar que os 3 pinos retos das tomadas argentinas.

Plugs de tomadas usados em Bariloche - AR
Adaptador com 2 pinos retos que cabe no mesmo plugue.


Plugs de tomadas usados em Bariloche - AR
Adaptador para plugue de 2 pinos retos e 1 redondo




               Há alguns adaptadores com entrada para 2 pinos retos que também se encaixam no plugue do notebook desde que sejam finos o suficiente para que o pino redondo fique de fora. O da foto abaixo é da Vanessa que me socorreu lá em Bariloche, pois eu estava com  internet grátis no quarto, com boa velocidade e a bateria do netbook acabando sem ter como recarregar. Que desespero!!

Plugs de tomadas usados em Bariloche - AR
O adaptador emprestado pela Vanessa é daquele tipo que tem 2 'V's: Vai e Volta.

           Antes de pegar o adaptador emprestado, já tinha pedido socorro via MSN para a Juliana, que é coordenadora da CVC no hotel Apartur, é me indicou procurar uma "Ferreteria" que fica em frente ao Correio, na Calle Moreno. Não cheguei ir até lá, mas conversei com quem foi e conseguiu encontrar o adaptador que precisava.
         Nos hotéis há alguns para empréstimo, o problema é encontrar aquele que dará certo no plugue que você tem. Nenhum dos disponíveis no Hotel Edeweiss se encaixavam.
        No último (ou penúltimo) quarteirão da Calle San Martin, antes dela passar a se chamar Calle Moreno, há uma loja de telefonia chamada Movistar. A recepcionista do hotel ligou perguntando se vendiam adaptadores e responderam que sim, mas não peguei a loja aberta. Ao lado da Movistar há uma loja de conveniência que fica aberta até às 2h da manhã onde também há adaptadores para vender, mas não tinham aquele que eu precisava. Ficam no mesmo quarteirão do Hotel Edelweeis, no lado oposto.
            Pelo tanto de opções que procurei, dá pra perceber como foi minha aflição. Na verdade o adpatador é tão simples que fica difícil de explicar. Espero ter ajudado.
           
Plugs de tomadas usados em Bariloche - ARMinha viagem à Bariloche: 08 à 15/08/2011

21 de agosto de 2011

Cerro Otto


Cerro Otto - Confeitaria giratória - Bariloche - AR
Teleférico, vista de dentro do bondinho, São Bernardo para fotos, La Pietá, Confeitaria Giratória

         Eu adoro o Cerro Otto. Não importa quantas vezes for a Bariloche (espero ir muitas!!!) darei uma passadinha por lá. Fica apenas a 5 km da cidade o local onde se pega o bondinho vermelho para subir até a confeitaria giratória. Para chegar até o teleférico há ônibus grátis saindo de um quiosque na Calle Mitre de meia em meia hora. O ônibus passa pela Calle San Matin e para em qualquer ponto que alguém acene (se houver lugares vagos); eu peguei bem em frente ao hotel Edelweiss. Para voltar ao centro de Bariloche, o ônibus sai de hora em hora, sempre passados 15 minutos (12:15h, 13:15h, 14:15h) e também para em qualquer ponto do trajeto para os turistas descerem.
           A subida à confeitaria giratória custa 70 pesos e já estava inclusa no meu pacote. São aproximadamente 12min de trajeto até chegar ao topo. Antes de ir é preciso conferir se está aberto, pois fecha por questões de segurança sempre que os ventos estão pouco amenos. Lá em cima é bem frio e tem muita neve, vá bem agasalhado.

Cerro Otto - Confeitaria giratória - Bariloche - AR
Pista de skibunda, funicular, skibunda, confeitaria, vista desde o terraço
              Reserve de 3 a 4 horas para ficar por lá. Chegando ao topo visite a galeria de arte que tem réplicas de Miquelângelo em tamanho natural. Bem na entrada da galeria há uma 'tienda' com lembranças e outros artigos necessários por lá, como as luvas de neve que meu marido havia rasgado no dia anterior em Piedras Blancas e não tivemos tempo de comprar outras. Para nossa surpresa as luvas lá estavam mais baratas que na Mitre e fomos atendidos por uma brasileira que mora em Bariloche.
          Há caminhadas com raquetes de neve e uma pista pequena de skibunda, se comparada às pistas de Piedras Blancas. São 40 pesos por 4 descidas no skibunda. Para subir o transporte é o funicular. Depois das descidas, de tirar muitas fotos, passar muito frio, vá para a confeitaria tomar um lanchinho. O cardápio está em português e há várias opções. O que mais gostamos foi o misto de presunto e queijo que é feito com pão de forma bem tostadinho e cortado em diagonal, são 4 pedaços por 20 pesos. O capuccino também é muito bom e por 3 pesos a mais, o capuccino italiano (18 pesos) tem o dobro do tamanho do outro (15 pesos), não entedemos o porquê. Chama atenção principalmente das crianças o 'super pancho' que é um cachorro-quente com uma salsicha maior que o pão, com batata palha mas sem molho (salsa) nenhum, sem graça. A confeitaria demora 20 min para dar a volta completa e ninguém tem pressa por ali, é uma delícia ficar observando a paisagem mudar a todo momento e os condores voando pertinho.
          Depois da refeição, dê uma voltinha até o terraço onde ficam os cães são bernardo para fotografias. É um lugar perfeito para as crianças brincarem na neve e a vista é linda. Desça pelo bondinho e antes de sair da 'estação' tem a última supresa: uma foto-montagem que não tem quem resista. A foto menor custa 20 pesos e a maior 35 pesos. Muitom divertido.

Cerro Otto - Confeitaria giratória - Bariloche - AR
Não dá pra resistir e voltar pra casa sem essa foto.

20 de agosto de 2011

Piedras Blancas

                       Piedras Blancas é só diversão para todas as idades. É lá que os brasileiros se realizam, pois não precisam de nenhuma habilidade para sentar nos trenós plásticos e deslizar montanha abaixo. Esse é o Skibunda.

Piedras Blancas - Bariloche - AR
              O ingresso dá direito à 6 descidas nas pistas. São 5 pistas, mas nem sempre estão todas habilitadas, às vezes ficam fechadas por um pequeno tempo, para a máquina niveladora passar, pois o 'trânsito' de trenós vai deixando buracos pelo caminho. De qualquer forma a melhor é a nº2, se esta estiver liberada está ótimo!

Piedras Blancas - Bariloche - AR

              Não é um passeio de dia inteiro, mas reserve pelo menos 4 horas para aproveitar bem. Eu prefiro a parte da manhã. São 2 teleféricos para subir, mas se o parque estiver recebendo grupos de estudantes argentinos, as filas ficam enormes, paciência. Eu dei sorte de chegar quando 2 desses grupos estavam terminando o passeio e peguei fila apenas em 2 subidas.
Piedras Blancas - Bariloche - AR
                  Para chegar, se o caminho estiver bom, pode ser de Remise que cobra 70 pesos por trecho. O táxi pede 90 pesos, mas a falta de turistas nesse ano está fazendo com que os argentinos aceitem negociar, então fomos de táxi pelo mesmo valor do Remise. Para voltar são mais 70 pesos, geralmente há Remises por lá que levaram algum passageiro e ficam esperando para não voltarem vazios para a cidade. Caso não tenha nenhum disponível é só pedir na casinha da entrada do parque que chamam. Se nevar demais, o caminho pode ficar perigoso para subir de carro, aí é preciso ser um 4x4. 
Piedras Blancas - Bariloche - AR

          Depois de todas as descidas, pare para um lanchinho, pois ninguém é de ferro. O Choripan é delicioso. Por todos os lados há fotógrafos capturando aquelas poses que só eles conseguem. São 35 pesos por foto, se não quiser comprá-las nem vá olhar pois a tentação é grande. De minha família havia ao todo 74 fotos, foi sofrido separar só 10 delas (350 pesos!!!!!). Escolhendo no mínimo 10 fotos, elas são entregues impressas e em CD. A partir de 20 fotos, há 10% de desconto.
Piedras Blancas - Bariloche - AR
           A poucos metros das pistas de skibunda fica o Winter Park, uma mini estação de esqui com 3 pistas simples para iniciantes no esporte. Quando fui as pistas estavam vazias, se houvesse mais movimentação eu me animaria a passar o resto do dia por ali. Meio dia de pase (4h) com 2 horas de aulas coletivas e equipamentos custam 275 pesos.
          No mesmo cerro, no lado oposto fica Cerro Otto; pela estrada (sem a subida) são 4 km de distância até o teleférico. Já li muitos roteiros pessoais de quem se programaou para ir de manhã para Pideras Blancas e a tarde para Cerro Otto pela logística da proximidade, mas economicamente não há vantagem. Um remise centro/Piedras Blancas/centro custa 140 pesos; um remise de Piedras Blancas até Cerro Otto custa 100 pesos. Esse roteiro custa 30 pesos a mais.
    Piedras Blancas é imperdível, o passeio mais divertido de Bariloche.