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29 de novembro de 2011

Viagem na Natureza

Press Release
Roteiros de viagem ecológico

                  Que tal curtir a natureza do nosso país, praticando atividades ao ar livre como caminhada, rafting, tirolesas, arvorismo, rapel, mergulho, balonismo, escalada, entre outras?

Roteiros de viagem ecológico
Fernando de Noronha
                  Pois é, tudo isso você pode encontrar no portal Viagem-Natureza, um site que oferece conteúdo de qualidade sobre dezenas de destinos, parques nacionais e atividades de ecoturismo e turismo de aventura - tudo reunido para ajudar você a desfrutar da natureza brasileira da maneira mais segura e divertida possível.

                No portal é possível fazer cadastro e interagir com as empresas especializadas em ecoturismo e turismo de aventura assim como inserir fotos e vídeos de suas experiências em diversos destinos, bem como conhecer futuros companheiros de viagem.

                  O Viagem na Natureza também te leva para desbravar o nosso Brasil, sabe como? Fácil. Participe dos Concursos Culturais promovidos pela fan page no facebook, é só curtir a página e se cadastrar no próprio portal http://www.viagem-natureza.com.br/  para ficar por dentro.


Roteiros de viagem ecológico
Lençois Maranhenses
             E aí...Vamos viajar na natureza? http://www.viagem-natureza.com.br/ .

               O Viagem na Natureza é iniciativa da ABETA - Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura, que conta hoje com mais de 300 associados em mais de 70 destinos no Brasil. Mais informações: contato@viagem-natureza.com.br

Roteiros de viagem ecológico
Brotas - SP

         O texto e as fotos desta postagem foram enviados a mim por:

Larissa Carvalho

Núcleo de Promoção e Comercialização
ABETA

26 de novembro de 2011

Férias - Mais uma de Veríssimo

             - Praia! - Gritou a filha.
             - Serra! - Gritou o filho.
             - Quintal - Sugeriu o pai, pensando na crise.
             A mulher tinha um sonho: fazer um cruzeiro num transatlântico de luxo. Só uma vez na vida. Noites de luar no Caribe. Drinques coloridos à beira da piscina. Lugares exóticos com nomes românticos.
             - Galápagos...
             - Barbados...
             - Falidos...
             - Fal... Como, Falidos?
             - É o que nós ficaríamos depois de uma viagem destas. Você sabe quanto custa?
             - Você só pensa em dinheiro.
             - Dinheiro, não. Cruzeiros.
             - Praia, pai!
             - Serra!
             - Praia!
             Chegaram a um acordo. Praia e serra. Uma semana de cada uma. O cruzeiro no Caribe aguardaria a improvável circunstância do papai morrer e a mamãe casar com o Chiquinho Scarpa. Tinham ouvido falar de um hotel novo numa praia ainda não desenvolvida. Preços promocionais. E a distância, segundo o pai, que calculou as probabilidades de irem e voltarem de carro sem os combustíveis aumentarem no meio do caminho era razoável. Para a praia, portanto. Uma semana!


             - Esta tudo no carro?
             - Esta, Vilson, entra.
             - Pomada contra queimadura?
             - Está.
             - Repelente contra inseto?
             - Está.
             - Quinino? Tabletes de sal? Ataduras? Rádio, para mantermos contato com a civilização?
             - Vamos lá, pai!
             - Antibióticos? Lança-chamas, contra um possível ataque de formigas gigantes?
             - Esta tudo no carro, Vilson. Deixa de bobagem e entra
             - Arranca. Não está tudo no carro.
             Faltava a Agatha Christie. O pai voltou correndo para buscar a Agatha Christie. Cinco livros. Pelos seus cálculos, eles o manteriam longe do sol, da areia e da água fria por toda a semana.
             - Você vai para a praia nua?
             - Eu não estou nua, pai. Estou de biquíni.
             - Vou ter que aceitar sua palavra...

Crônica de Luís Fernando Veríssimo em quadrinhos
Diálogo de outra crônica de Veríssimo


                  - Garçom, sal.
                  - Ahn?
                  - Sal. Aquela coisa branca que parece açúcar.
                 – Ah.
                  - Não é possível. Ele sabe o que é sal.
                  - Calma, Vilson. O hotel é novo. Ouvi dizer que eles estão aproveitando gente do local.
                  - Mas o sal já deve ter chegado aqui. Já ter antena parabólica, e sal refinado e bem mais antigo.
                  - Ele não ouviu o que você disse Vilson. Olha, aí vem ele.

                  - Ah! Aí está. Obrigado.
                  - Obrigado, moço
                  - Eu sabia...
                  - O quê?
                  - Ele trouxe açúcar.


                  - Sabe que você, desse jeito, está muito, mas muito apetitosa?
                  - Ai!
                  - Que foi?
                  - Não me toca aí.
                  - Por quê?
                  - Queimadura. É por isso que eu vou dormir sem roupa.
                  - Eu não falei? Você devia fazer como eu. Eu nunca me queimo.
                  - Claro que não se queima. Passa o dia inteiro dentro do hotel lendo a Agatha Christie
                  - Quando o tal general me deixa. O velho chato. Só fala em doença. Sabe que eu já sei mais sobre a vesícula dele do que sobre a minha? E isso que eu convivo com a minha há anos. Vem cá, vem.
                  - Ai! Ai também não pode tocar. Aqui. Aqui pode.
                  - Aí não me interessa.


                  - Meu filho, eu quero que você pense numa coisa. Você sabe o que pode acontecer se você continuar indo tão longe no mar? Sabe?
                  - Sei, pai. Posso morrer afogado.
                  - Não é só isso, meu filho. Se você morrer afogado nós vamos ter que interromper o veraneio. E o hotel está pago até o fim da semana!


                  - Eu pedi peixe.
                  - O senhor pediu peixe.
                  - Exato. E isto não é peixe.
                  - É, sim senhor.
                  - Não, meu amigo. Isto é carne.
                  - É peixe.
                  - É carne.
                  - Pai...
                  - O quê?
                  - Pode ser peixe-boi.
                  - Vilson! Você levantou a mão pro menino!
                  - Desculpe. É que eu dormi mal esta noite. Os mosquitos. E sonhei com a vesícula do general.
                  -Desculpe meu filho.
                  - O senhor quer trocar de prato?
                  - Não, não. Isto está ótimo. Bife com molho de camarão. A gente deve experimentar tudo na vida. Traga o sal, por favor.
                 - Ahn?
                 - Esquece.


                 - Veja que coisa fascinante é o ciclo da vida. Os mosquitos nos comem, as lagartixas comem os mosquitos, e tenho certeza que cedo ou tarde servirão essa lagartixa no restaurante do hotel. Sem sal. o ciclo se completa. A vida segue o seu curso. É bonito isso. Chega pra cá...
                 - Não. Eu ainda estou queimada.
                 - Então você, Agatha. Venha você. Assim. Oh, sim. Deixa eu abrir as suas páginas, deixa eu acariciar, lentamente, a sua lombada. Mmmm...
                 - Vilson...
                 - O quê?
                 - É você fazendo cócegas no meu pé?
                 - Eu não sonharia em tocar em você, querida.
                 - AKH! É a lagartixa!


                 - Sabe, general, eu sempre achei que, se houver Inferno, ele é um hotel de praia num dia de chuva.
                  - Como?
                  - O inferno. Deve ser um hotel de praia em dia de chuva.
                  - Isso é porque você não sofre da vesícula.


                  - Eu ainda mato o general. Herodes foi um grande injustiçado da história. Devia-se fazer uma campanha para reabilitá-lo. Limpar o seu nome.
                  - Vilson, tenha paciência. Com essa chuva as crianças têm que ficar dentro do hotel. Onde é que você vai?
                  - Me lembrei que estou aqui há cinco dias e ainda não fui à praia.
                  - Mas está chovendo!
                  - Certo. Se começar a parar eu volto correndo.


                  - Bingo!
                  - Papai! Você completou o cartão!
                  - Grande pai!
                 - Qualquer jogo que requeira capacidade intelectual é comigo mesmo. Desafio qualquer um neste hotel para um burro-em-pé até a morte.
                
                 - Querido...
                 - Hum?
                 - Larga a Agatha.
                 - Você não está mais queimada?
                 - Estou, mas não me importo.
                 - Já vi tudo. É porque eu ganhei no bingo. Há algo num vencedor que atrai as mulheres. Certo magnetismo ani...
                - Vilson...
                - O quê?
                - Cala a boca.


                - Está tudo no carro?
                - Está, Vilson. Entra.
                - A prancha? As conchas? Tudo?
                - Tudo, Vilson.
                - A lagartixa?
                - Vamos embora, pai!
                - Ah, a serra! Vejam que beleza. Vocês acordarão cedo todas as manhãs e farão grandes caminhadas e depois me contarão como foi se conseguirem me acordar. Encheremos os pulmões de ar puro e ainda levaremos um pouco para casa, dentro de isopores. Este hotel me parece bom.
                - Por que você escolheu logo esse?
                - Gostei do nome. "Falso Bávaro", pelo menos parece honesto.


               - Vamos passear no mato. Vamos passear no mato!
               - Pensei que você fosse passar os dias no hotel, lendo.
               - Vocês não vão acreditar.
               - O quê?
               - O general também está aqui! Vamos passear no mato.

23 de novembro de 2011

Bairro da Liberdade - SP

Lanternas do bairro da liberdade - São Paulo
Rua Galvão Bueno
                   A maior comunidade japonesa, fora do Japão, fica no Bairro da Liberdade em São Paulo. Foi lá que me hospedei por 3 dias no início do mês, na principal rua do comércio, no Nikkey Palace Hotel. Realmente é um território oriental em terras brasileiras.
                 As feições vistas pelas ruas confirmam as origens, mas além disso há o idioma tão frequentemente ouvido, os objetos de decoração, os utensílios a venda, os restaurantes, os produtos do mercado, a música ambiente, a arquitetura e outros tantos detalhes que tornam esse lugar tão singular.
                  Todas as instruções escritas no hotel, desde avisos nos elevadores até o cardápio, são apresentadas em português, inglês e japonês. O café da manhã pode ser continental ou japonês, este eu não me atrevi a experimentar porque não saberia em que tijelinha colocar cada um dos diversos alimentos que vi boiando por ali, muito menos imaginava de que se tratavam. Não é como ir a um restaurante de comida oriental para comer os já bem conhecidos rolinhos primavera, sushis, sashimis ou yakissoba. Não há plaquinhas com os nomes dos pratos no restaurante do hotel (Makoto), pois seus clientes habituais sabem exatamente o que é cada um. Imagino que para eles isso seja tão estranho quanto seria encontrar em um restaurante frequentado basicamente por brasileiros os pratos nomeados: arroz, feijão, bife...
                   Quando, em raras situações, os atendentes das lojas são brasileiros, é comum atenderem o freguês em português e conversarem com o patrão em japonês. Vi em uma vitrine o anúncio: "Precisa-se de atendente que fale a língua japonesa". O ponto alto do comércio da região é a feirinha que acontece aos finais de semana, mas como não pude ficar para ver e contar como é, vou postar um vídeo.
                    Dica: quando quiser se sentir estrangeiro e a grana ou o tempo estiverem curtos mesmo para uma visita aos nossos vizinhos sul-americanos, passe uns dias na Liberdade. Garanto que funciona.




20 de novembro de 2011

Árvores de Natal

Hoje, aqui em casa, entramos oficialmente no espírito natalino: montamos nossas árvores de Natal.

Árvore de Natal


Árvore de Natal
            Natal é muito mais que ruas decoradas e comércio aquecido, mas não vou aqui discursar sobre seus reais significados.
       Só não consigo esquecer que, além do significado religioso, Natal lembra final de ano, que lembra 2012, que lembra férias, que lembra viagem! Uhuuu!!! Tá chegando!!


17 de novembro de 2011

Doodles - Dia da Criatividade

            
Doodle - Google
             Doodle é um logo personalizado que o Google (ou o Orkut) cria em homenagem a uma data especial ou comemorativa. É colocado na página de buscas principal e deixado até o término do dia. Os doodles podem ser diferentes em cada país. Eu adoro e salvo todos eles, acho muito criativos, perfeitos para uma postagem comemorando o Dia da Criatividade. Selecionei alguns doodles criados em homenagem a diferentes destinos:

Doodle - Google
Arábia Saudita

Doodle - Google
África








Doodle - Google
Argentina

Doodle - Google
Brasil










Doodle - Google
Espanha (Dom Quixote-Cervantes)

Doodle - Google
China








Doodle - Google
França
Doodle - Google
Índia









Doodle - Google
Japão

Doodle - Google
Lisboa








Doodle - Google
Londres

Doodle - Google
México









Doodle - Google
Paquistão


Doodle - Google
Tailândia











Doodle - Google
USA

Doodle - Google
Turquia

        Leia também: Sacolas Criativas

14 de novembro de 2011

São Paulo assusta e fascina

Cidade de São Paulo vista à noite
  Se estivéssemos no final de janeiro, seria óbvio que um post se destinasse a homenagear São Paulo em seu aniversário (25/01), mas a questão aqui é outra.
     Fiquei 3 dias em São Paulo e desta vez essa paulistana desgarrada não voltou à capital como turista, que viaja algumas horas de ônibus e desce diretamente na 25 de Março para fazer compras ou em algum museu para visitação; desta vez fui viajante, cheguei pelo Terminal Tietê e terminei o caminho de metrô.             


Rua 25 de março centro de São Paulo
          A cidade onde nasci é fascinante pelo seu tamanho, pelo comércio, pela rede de transporte público, pelas atrações culturais que acolhe, pela diversidade humana... mas prefiro continuar morando no interior do Estado e vez ou outra dar umas voltinhas por lá.
       São Paulo assusta a quem vive longe da maior cidade da América do Sul e quarta maior do mundo. A perspectiva de perder-se nessa mega-metrópoli, faz com que algumas pessoas assumam ter medo de andar por São Paulo, e não estou aqui falando de violência urbana e sim de locomoção.
              Nem o próprio morador da capital pode dizer que 'conhece' São Paulo. Ele conhece a região que mora ou trabalha e para orientar-se em lugares onde circula com menos frequência usará dos mesmos recursos de qualquer visitante: mapas, GPS ou as informações de boca em boca. Uma olhada atenta no mapa do metrô já clareia as ideias e essa é, de longe, a melhor opção para se locomover. Mesmo se o dinheiro estiver sobrando, o táxi será trocado pelo metrô se o fator considerado for o tempo.
               O mais impressionante é que o paulistano acha normal sair de casa às 5h para chegar ao trabalho às 8h! Ele se acostuma a passar 4 horas de seu dia num engarrafamento! E sobretudo ele nem pensa em se mudar dali, não imagina como é viver numa cidade do interior onde os trens subterrâneos simplesmente não existem! Argumentar que nenhum outro lugar do país tem tantas opções culturais, gastronômicas ou de entretenimento é furada, pois a maior parte da população não têm acesso a tais atrações, são para turistas.   É um fascínio inexplicável.
Capa do Guia São Paulo - fique mais um dia
            A cidade merece uma visita além daquela feita a trabalho ou de passagem pelo aeroporto. Para isso, os guias de turismo sobre a capital são curiosos e dirigidos a variados públicos:

Fuja de São Paulo no final de semana para o paulistano estressado.

-  Fique em São Paulo para aquele que se sente um estranho dentro de sua própria cidade.

- São Paulo, fique mais um dia para quem vai aproveitar a passagem pela cidade para conhecer o mínimo do que ela oferece.

E então, vamos olhar São Paulo com outros olhos?
Visite São Paulo
SP Turismo
Site Oficial
SP Turis
Walking Tour São Paulo (a proposta de conhecer São Paulo a pé e de metrô é perfeita, mas achei o preço meio salgado. De qualquer maneira vale a pena navegar pelo site.)

Vídeo de apresentação da cidade
mala

4 de novembro de 2011

Turismo em Itajaí - SC

Pier turístico de Itajaí
Píer turístico de Itajaí
               Para contextualizar o tópico, preciso retomar algumas informações:
               Em janeiro/2011 fiz um cruzeiro com escalas em Itajaí-SC, Montevidéu e Buenos Aires. Sobre Itajaí, como descrevi na postagem, não encontrei informações suficientes para organizar um roteiro para passar o dia e acabei indo para Balneário Camboriú, que gostamos tanto que voltaremos para uma semana de férias em janeiro/2012.
                Pois bem, esses dias recebi o seguinte comentário na postagem sobre Itajaí:

Turismo em Itajaí
            Claro que tenho interesse em manter o blog atualizado, mesmo porque nas próximas férias estarei na região novamente e posso fazer o roteiro inverso: sair de Balneário Camboriú e passar o dia em Itajaí. Respondi por e-mail no mesmo dia e estou aguardando a resposta para postar aqui, pois apesar da delicadeza do comentário, fiquei preocupada em ter passado uma impressão negativa sobre a cidade que nem conheci.
             O site sugerido pela Raphaely é bem organizado e uma boa opção para começar, mas não ajuda muito o turista que desembarca de um cruzeiro como o que fiz, veja o porquê:

- Onde ficar - no próprio navio, ninguém se hospedará na cidade.

- Onde comer - a não ser que haja a oportunidade única de experimentar um prato típico, dificilmente o passageiro de cruzeiro trocará seu almoço no navio (que já está pago) para pagar por uma refeição.

- Onde comprar - geralmente os cruzeiros com escala em Itajaí, seguem até Buenos Aires, ou seja, os passageiros estão guardando seus dólares para as compras na Calle Florida. Não dá pra competir.

- O que fazer - é a grande dúvida que pode ser respondida pela Raphaely com um roteiro para quem vai passar um dia na cidade. Terei o maior prazer em postar, pois é exatamente o que não consegui encontrar quando tive essa oportunidade.

             Considerando-se que não tenho opinião formada por não conhecer nada de Itajaí e que não existe opinião unânime sobre nenhum destino turístico, vou sugerir um link que pode ser útil para quem quiser tirar suas próprias conclusões: Navios de passageiros: não tenhamos ilusões!  (acesso em 04/11/2011).