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3 de fevereiro de 2012

Entrevista: Viagens internacionais, por Mônica Nóbrega

           Depois de 4 viagens para a Disney, 5 vezes em Bariloche, além de Buenos Aires, Miami, Cancun, Nova York, Paris e outros países europeus, Mônica Nóbrega tem muito a ensinar sobre viagens internacionais. De onde a conheço? De uma comunidade virtual onde me passou várias dicas antes de minha primeira viagem à Bariloche e depois, sem planejar, nos encontramos por lá em 3 locais diferentes: Cerro Viejo, Cerro Otto e Refúgio Neumeyer.
Mirante natural no refúgio Neumeyer
Em Bariloche: Sérgio, Mônica, eu e Daniel, no alto do refúgio Neumeyer
Nome: Mônica Nóbrega da Costa
            50 anos, casada, 3 filhos

Atividade profissional: Sou formada em Administração de Empresas, mas adotei a Gestão de Administradora do Lar quando decidi dar mais qualidade de vida/educação para meus filhos .

             Que lugares fora do Brasil já visitou?
             Comecei minha diversão turística para o exterior graças ao meu marido, que adora viajar.

- Em 1997, meu marido ganhou um prêmio: uma viagem a Miami com Cruzeiro para Cancun. Quase surtei. Afinal, era a viagem dos meus sonhos. Aproveitando a oportunidade, já que nunca sabemos, se teremos outra(s), decidimos esticar mais uma semana até Orlando. Ah! Disney!! Era felicidade demais. Só tinha um porém: meus filhos de 4 e 2 anos. Tão pequenos!! Nunca havia me separado deles!! Mas vovós, se existem, porque não desfrutá-las. Confiança maior e melhor não há. Sofri, mas fui. 15 dias , de alegria e de ... choros. Mas entre tudo isso, salvaram-se todos e muito bem. Tão bem, que parti para a segunda viagem:

- Em 1998, Buenos Aires e Bariloche, incentivados por meu cunhado que teve a idéia (errada) de irmos no final de maio. Saí daqui com a esperança de concretizar outro sonho, ver e tocar na neve. Só tinha chuva e frio, muito frio. Como concretizar este sonho? Já estava com as malas no saguão do Hotel para retornarmos, tomávamos o café da manhã quando um casal em outra mesa entusiasmados falavam que tinha nevado durante a noite e poderia estar nevando ainda naquela manhã. Mas onde? Eu não estava vendo nada pela janela do Hotel que dava para o famoso Lago Nahuel Huapi. Então soube que era lá no pico da montanha no Cerro Catedral. Bem, isso custaria tempo e dinheiro naquelas poucas horas que me sobravam. Eu e meu marido nos entreolhamos, afinal nós tínhamos ido até lá prá que? Olhamos o relógio, perguntamos ao grupo se queriam embarcar na nossa aventura que era: pegar um táxi até o Cerro, um teleférico, subir 3 níveis , sentir a neve, registrar com foto, descer o teleférico, pegar o táxi de volta, que nos esperava e correr, a tempo de pegar o transfer para o aeroporto. Ninguém quis, mas foi a experiência mais maravilhosa que tivemos. VALEU o esforço apesar de ter visto a neve, mais para gelo, no chão e nas cadeirinhas do teleférico. Amor à primeira vista.

- Em 2000 pintou a terceira viagem: resolvemos viajar com as crianças, não tinha lugar melhor do que Disney. Meu marido tinha ido à Nova York, daí surgiu a idéia de nos encontrarmos em Orlando, ainda me acompanharam minha sobrinha e as duas vovós. O receio era justamente passar pela alfândega com meu inglês péssimo. Peguei um portorriquenho que arranhava o português, foi minha salvação. Outro obstáculo, andar no aeroporto de Orlando com 3 crianças, 2 senhoras e as malas. Mas segui fielmente as recomendações de meu marido e o encontrei. Que alívio!!!!

Nessas alturas viagens já me fascinavam. Continuamos intercalando com viagens por aqui.

- Em 2004 retomamos a idéia de algum lugar com as crianças que tivesse diversão. Por que não voltarmos a Bariloche e finalmente curtir a neve? Fechado!! Nessa época, já tinha sido presenteada com minha terceira filha (2 anos) . Partimos nessa, digamos, aventura. Ufa!!! Só de lembrar a tortura prá mim em vestir aquelas crianças... Fora a travessura dela em fugir do hotel... E de novo fomos nós 5 e mais uma vovó. Como é bom uma vovó do nosso lado...

- Em 2006 - Bariloche - As crianças queriam repeteco, afinal, na neve é pura diversão, e minha família AMA frio, somos todos "calientes".

- Em 2008 - Vamos dar um tempo de Bariloche? Vocês querem ir prá onde? "Disney, Disney" . E lá vamos nós!

- Ainda em 2008, 20 anos de casamento, julho, frio. Como vamos comemorar e com a grana um pouco curta? Comecei a me imaginar uma cidade , com aqueles restaurantes aconchegantes, uns vinhozinhos, jantares, lua-de-mel, ... NEVE. Lá vamos nós Bariloche, SEM FILHOS!!!! Nossa! É outra viagem, rsrsrsrs. Ah! Como toda viagem tem um acontecimento marcante, nesta reconheci minha amiga Silmara (responsável por este Blog) que eu só conhecia pela foto do perfil de uma rede social. Foram inusitados os nossos encontros e divertidíssimos. Além da Silmara e do marido dela, fiz novas amizades, com as filhas da Silmara. Crianças educadíssimas e que nos aceitaram em seu mundinho infantil. Hora de partir e aguardar a próxima oportunidade. ara, umas fofuras de
- Em 2009 fizemos toda organização da viagem para o CHILE, descobri que a Silmara estaria nesta mesma viagem "Não acredito que vamos nos encontrar de novo. Que maravilha!!" Até que surgiu a gripe suína, tudo já esquematizado. A Silmara , preocupada, preferiu não ir. Eu, relutei, pensei, até que a empresa aérea cancelou todos os vôos para Santiago, conclusão: Bariloche, lá vamos nós!!! A família toda.

- Em 2010 - Basta!! Nada de Disney, nada de Bariloche. Quero voos diferentes: Paris, Lourdes, Zurique, Luzern, Genebra. É claro, sem filhos, afinal Europa, o nome já diz, "EURO". É cultural, mas provavelmente a partir dos 16 anos se aproveite mais. E é uma viagem romântica. Voltei zerada, $$$$$$, mas feliz!!!

- Em 2011 - Tomamos fôlego e partimos para Nova York. Sem crianças. Viagem internacional já é cara, imagina para 5 pessoas. Então, resolvemos intercalar, com crianças, sem crianças. E a próxima será com crianças, adivinha prá onde???

- 2012 - Disney nos espera.

               Em família ou a dois? Porquê?
               Essa decisão sinceramente não é fácil, então pusemos regras: é fundamental pro casal; viagem prá Europa, sempre nós dois; viagem prá lugares onde apresente diversão garantida, com a família inteira e intercalar. Claro, que depende muito da verba disponível, e dos locais escolhidos, e as crianças tem discernimento prá entender que cada coisa é na sua hora, e, se possível. Daí, conseguimos fazer as coisas, sem culpa, e mesmo porque a nossa volta de viagem é uma festa, eles nos recebem de braços abertos , correndo... para abrir as malas.

                Qual a viagem inesquecível da família e do casal?
                Cada viagem tem uma característica, e suas histórias, daí se tornam inesquecíveis. Tudo tem que ser divertido, senão acabamos com o encanto delas. A Europa por exemplo, fizemos três viagem em uma: Paris (uma festa), Suiça (tecnológica) e Lourdes (religiosa). Ficamos encantados, apaixonados e já pensamos em voltar para outras cidades da Europa. Para as crianças, não adianta ter só paisagens, tem que ter atividades, por isso eles amam Bariloche e Disney.

                Como e onde você planeja seus roteiros de viagem?
                Partindo do princípio que definimos o local, começo a pesquisar tudo pela internet, vou copiando e colando as informações que acho importante já por temas, (hotel, compras, restaurantes, passeios, etc) no final faço outra filtragem. Uso muito o Google Earth p/ me situar, partindo sempre do hotel que neste estágio já está escolhido. Relaciono os locais turísticos , localizo no google e já faço um esboço do que vou visitar sempre na mesma região, com isso ganho tempo e dinheiro. Exploro as dicas das redes sociais e de sites de viagem, além de blogs. Colho informações de conhecidos que já foram , isso ajuda e muito.
                Em agências locais, procuro o máximo de informações daquilo que realmente vale a pena ser feito visando sempre o fator segurança, afinal ninguém quer usar o Seguro Viagem.

                 Como é a comunicação em um país de idioma diferente?
                 Idioma aos poucos está deixando de ser um problema. A linguagem universal além do inglês é a gestual, mas não a de surdos e mudos, e sim a do desespero. Na Suíça, o cardápio de um restaurante era todo em alemão. E agora, o que pedir? Meu marido tentou trocar informações em inglês. Com toda a gentileza, espontaneidade, simpatia do suíço, eles não estavam entendendo, e nem nós a eles. Bem, meu marido não pensou 2 vezes, bateu os braços e cacarejou (cócó, cócó), imagina a cena. A reação não poderia ter sido outra, todos caíram na gargalhada, e comemos felizes o prato de frango. Parte da Suiça só fala alemão e outra parte só francês, mas país desenvolvido é outra coisa. Por todos que cruzei, todos fizeram questão de me entender e me ajudar, em inglês.
                 Conversamos com um casal do interior da França, de Pau , perto de Bourdeaux, no trem de Paris para Lourdes, eles não falavam nada de inglês, só o básico, igual a mim. Ríamos muito e usamos papel e lápis para nos comunicar, e meus dicionários de bolso de inglês e francês.
                  Nos Estados Unidos, para quem não domina o inglês, tem insegurança e quer curtir uma Disney, por exemplo, sugiro encarar uma excursão com guia brasileiro, assim tira-se a primeira impressão, se ambienta e já parte para a segunda viagem mais seguro e independente. Foi o que uma amiga fez, e já está na segunda viagem sozinha. No caso de ter alguma companhia que domina o idioma, pode-se fazer tudo por conta própria.

                  Como são os custos em relação aos roteiros brasileiros? O que levar : dolar, dinheiro local, cartão de crédito...
                 Quanto ao custo a última experiência negativa que tive foi em Porto Seguro, fizemos uma viagem que saiu caríssima pros moldes da viagem. Comparando o que gastamos, com certeza seria bem empregado em uma viagem para outro país na América do Sul, ou com um pouco mais, uma viagem mais ousada.
                 Sempre levo tudo que tenho direito (dinheiro local, cartão de crédito, e cartão de débito). Não gosto de arriscar uma única opção. Procuro utilizar o dinheiro para custos baixos, transporte, alimentação pequena, e compras miúdas. O cartão de crédito utilizo para compras maiores e restaurantes mais caros e revezo com o cartão de débito. Isso serve para viagens nacionais e internacionais.

Refúgio Neumeyer - Bariloche
Conhecer a Mônica foi uma agradável surpresa de viagem.
                     O que faria diferente em uma próxima vez, por quê?
                     Basicamente o planejamento é sempre o mesmo, o que muda é o local escolhido. O que pode alterar é se for voltar ao mesmo lugar, aí sim fazer alguma coisa diferente e repetir o que foi ótimo. Nova York, o que seria diferente? Levar meus filhos, descobri que lá tem coisas ótimas para fazer com eles.
                     Fazer um planejamento é difícil, colocá-lo em prática é mais difícil ainda. Se alguma coisa sai errado o melhor é tentar consertar o mais rápido possível para não estragar o restante da viagem. Certo dia fomos parar à noite, dentro de um estacionamento de um hospital e não conseguíamos sair de lá por causa do GPS, foi hilário, assim como quase perdemos o voo, também por causa do GPS, aí sempre bate um certo estresse.
                     Fora do planejamento, que tenha dado errado e acabou virando certo, foi esta última viagem para Nova York. A volta estava programada como Nova York-Dallas-Rio, tudo no mesmo dia, conexão rápida. Porém, por problema mecânico na aeronave em NY, o vôo atrasou e consequentemente perdemos a conexão em Dallas. Isto resultou em mais um dia em trânsito e em Dallas, sem malas, sem roupas e com as crianças nos aguardando ansiosas em casa e um dia a menos para descansar do pós viagem, já que no dia seguinte meu marido já voltaria a trabalhar. O positivo é que conheci um pouco de Dallas e principalmente um shopping que faz qualquer mulher ficar enlouquecida, até os homens ficaram, imaginem nós!

                    O que é mais importante no planejamento de uma viagem ao exterior?
                    Cada detalhe é importantíssimo. Documentação, verbas, endereços e telefones sempre à mão, inclusive e principalmente do seguro, embaixada no caso de exterior e contatos no Brasil e se puder um rádio (Nextel) com números já cadastrados em seu aparelho de pessoas conhecidas em seu local de origem para qualquer emergência. Analisar criteriosamente a localização do hotel, o comércio por perto, se é seguro, se tem transporte próximo, etc Nacional ou internacionalmente, as preocupações com uma viagem são iguais, o que diferencia é a cultura de cada local e o idioma que sempre dificulta um pouco, mas não inviabiliza.

                    Quais são os próximos planos nacionais e internacionais? Como vocês decidem o roteiro?
                    Planos, temos sempre, se vão se concretizar ou não é outra situação. Mas inicialmente já temos a próxima que será no Carnaval, Orlando. Esta já está fechada. Com a família toda e mais algumas companhias, no total somos em 11 pessoas. Depois dessa estamos planejando à dois para Canadá (estou com saudade da neve e tenho uma prima que mora lá). Depois em família , estou pensando em Cancun (sei que lá tem ótimas atividades). Já nacional, não temos nada em mente, por enquanto. Se acontecer será alguma coisa por perto.
                    Para decidir o roteiro, levantamos algumas ideias e pensamos nos prós e contras, não é tão difícil esta parte, o mais difícil é sermos unânimes nas opiniões. Mas geralmente acabamos concordando.

                     Imagino que você dê muitas dicas aos amigos. Por quê ainda não fez um blog?
                    Sou muito consultada sim, por pessoas que me conhecem e sabem prá onde fui. Tenho um esboço de algumas destas viagens e passo prá quem me pede, sem compromisso, e Bariloche é sempre bem aceito. Sempre me retornam agradecendo e afirmando que foram importantíssimas as dicas que seguiram. Fico até satisfeita que de alguma forma ajudei alguém.
                    Blog? Sei lá, ainda não fiz talvez por preguiça ou por falta de tempo, na verdade nem sei direito como funciona, mas a faísca está sendo acesa. Vou pensar no assunto.

                    Vamos terminar conhecendo suas preferências para viajar bem:


- Mochila ou mala: Mochila, mala e bolsa. Como vou carregar meus apetrechos?? E as compras??? Mala sempre. Mochila, nada melhor pro dia a dia, nos passeios. É prática e ainda te libera as duas mãos. Bolsa - prá noite tem que ter uma. Um jantar especial sempre pede, mochila não dá né?

- Inverno ou verão: Montanha sem neve e praia sem sol não combinam. Concorda? Passeios com caminhadas nada melhor que primavera e outono.

- Hotel, pousada ou camping: Tira o camping. Já passei da fase. Mas nada impede de ter que usá-la se necessário. Hotel e pousada são bem aceitos, o importante é a higiene e o mínimo de conforto. Não necessariamente luxo.

- Alta ou baixa temporada: Na baixa e média temporada é melhor atendido, mais barato, sem tumultos. Alta temporada só se não tiver outra alternativa.

-Terra, ar ou mar: Os três, o importante é a diversão.

- Classe econômica ou primeira classe: Para os moldes do meu bolso, classe econômica. Quem sabe ainda não chego lá, na primeira classe?

- Pacote ou roteiro próprio: Prefiro os roteiros próprios. Mas nada impede de utilizar os pacotes, vai depender do que melhor me atender. Para Disney sempre acho mais vantajoso pacote, não excursão. Para Europa prefiro próprio. É bem mais fácil circular por lá. Já no Brasil, vai muito de encontro com preços promocionais.

- Guia impresso ou aplicativos: Tudo que me der informações claras sobre o local. Utilizo os dois.

- Fast food ou comida típica: Opa! Chegou na parte boa. Normalmente utilizo fast-food nas horas que estamos sempre correndo para aproveitar o dia. À noite gostamos de curtir os jantares com a gastronomia local, faz parte da viagem.

- Turista ou viajante: Acho que tenho um pouco de cada. Achei um endereço ótimo para isso, e cheguei a conclusão que eu sou realmente um pouco dos dois: http://oviajante.uol.com.br/index.php?pag=9&id=1

Viajar é preciso. Faz bem pro corpo e pra alma. Este é meu lema de viagem.


Entrevista de janeiro:
Jornalismo de Turismo, por Talita Ribeiro

Entrevista de março:
Bariloche, por Vanessa Olivatti

4 comentários:

  1. Adorei a idéia da entrevista... nós viajantes aprendizes temos mesmo que recorrer aos que já possuem o hábito de ir para outros lugares!

    ;D

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  2. Adorei a entrevista, enriquecedora. É sempre bom aprender com quem ja conheceu vários lugares e culturas diferenciadas.


    Aproveito para te convidar a participar do meu primeiro sorteio.

    http://artesuspensas.blogspot.com/search/label/sorteio%20do%20Art%27Suspensas

    bjos

    abençoado findi

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  3. obrigada por participar do meu sorteio e por me ajudar a divulga-lo
    boa sorte
    bjos

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  4. Adorei a entrevista.
    Agora estou esperando a entrevista da Vanessa.

    bjus

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E você? O que pensa sobre isso?
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