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16 de dezembro de 2014

Ao juiz Baldochi, o benefício da dúvida...

... afinal, do outro lado da questão está a TAM...

juiz Marcelo Testa Baldochi
Passageiros da TAM

X
???



     
     
           Dizem que toda polêmica tem três versões: as duas de cada uma das partes em disputa e a verdadeira. Como não pensar nisso diante da situação em que a conduta do juiz Marcelo Testa Baldochi vem sendo execrada pela mídia sem que em nenhum momento se questione a conduta da TAM Linhas Aéreas para com seus passageiros?
           O juiz deu voz de prisão a três funcionários da TAM por ser impedido de fazer o check-in (leia aqui) e está sendo devidamente investigado por abuso de poder. O que a opinião pública, na qual me incluo, espera é que os desmandos dos magistrados sejam contidos, por isso, fervilham nas redes sociais charges lembrando que "Juiz não é Deus".
charge sobre abuso de poder dos juízes
Fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/o-nome-de-deus-por-vladimir-aras
        Eu concordo, mas aqui vou fazer as vezes de advogado do diabo.  Por quê? Por vários motivos...
       Primeiro em causa própria, pois fui recentemente lesada em meus direitos de consumidora pela TAM Linhas Aéreas, como já relatei aqui e aqui, e quem sente na pele o desrespeito e a arrogância com que os passageiros são tratados pela companhia em questão, desconfia de explicações simplistas demais. 
       Em segundo lugar, o juiz foi alvo de críticas pela postura do tipo "Você sabe com quem está falando?", mesmo que não tenha pronunciado literalmente tais palavras. E a TAM sabia com quem estava falando! Tanto que o que se veicula é que a empresa acomodou "por sua conta e sem ônus" o juiz e sua acompanhante de viagem em um voo da Gol. Já eu e minha família fomos impedidos de embarcar estando dentro do tempo limite para o check-in e oferecida a remarcação ao valor de seis mil reais para os quatro, em um voo de Porto Alegre a Ribeirão Preto.
       Mais um motivo para enxergar o 'outro lado' da questão? Por conta do ocorrido a vida do juiz foi escarafunchada: escravidão, briga com flanelinha, julgamento improcedente em caso parecido... e por que não fizeram o mesmo com as notícias sobre o mau atendimento da TAM? Vou me limitar apenas a algumas das mais recentes:
         Será mesmo que as únicas ações questionáveis nessa história são as do juiz Marcelo Baldochi? Lembremos Nelson Rodrigues: "Toda unanimidade é burra".
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Um comentário:

  1. “... julgamento improcedente em caso parecido...”. Não resisti, resolvi comentar seu caso. Evidente que o juiz foi extravagante ao proceder a “prisão” do funcionários e se ficar permitido a “prisão” por entendimento indevido (CDC), será um “espetáculo” a parte no Brasil, além das prisões do pretrolão. No caso, o juiz já julgou um caso análogo improcedente. Assim, o juiz deveria através das leis garantir a harmonia, segurança jurídica, respeito e paz na sociedade é o principal responsável pela deflagração do distúrbio. Veja que no caso julgado pelo Juiz Escravagista, este teria a oportunidade de “enquadrar” a TAM no seu devido lugar, mas resolveu dá um “doce” para a TAM comer. O caso nos remete ao adágio popular: “pimenta nos olhos do outro é um refresco geladinho”. Porque a TAM se sente segura em fazer o que faz com os consumidores? Porque há juízes iguais a ele para julgar as causas e oferecer um “doce” (indenização) para empresas aéreas comerem. No Brasil receber indenização é crime (enriquecimento ilícito), assim, ditam as melhores jurisprudências. Os bancos e financeiras estão com mais de 40 milhões de processos no Brasil e mantém o processo na justiça porque a indenização em todos os casos será um “doce”, podendo escolher se é de goiabada cascão ou banana nanica. Os bancos financiam as viagens para desembargadores (veja o caso do TJRJ). Então, se o Judiciário que é o guardião da ordem, da sociedade, não age no estrito ditame da lei, passe-se a vivenciar o que disse Getúlio Vargas: "(...) para os amigos os favores da lei, para os inimigos os rigores e para os indiferentes a lei (...)".

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