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31 de maio de 2014

Escala em Ilha Grande - RJ

MSC Preziosa em Ilha Grande
MSC Preziosa ancorado em Ilha Grande
       Vamos direto ao assunto, sem rodeios posso dizer que a escala em Ilha Grande, para mim, foi totalmente dispensável. Eu sou urbana demais para a natureza tão exuberante, fico satisfeita apenas em saber que ela existe e apreciá-la em fotos, de preferência as profissionais que deixam esses lugares ainda mais bonitos.
MSC Preziosa em Ilha Grande
Vista de Ilha Grande a partir do navio.
         Eu gosto de asfalto, concreto e todo o conforto que a energia elétrica pode proporcionar, já disse isso em outras postagens aqui do blog, então não é que o lugar não seja bom... não é bom para mim. Há quem goste...

MSC Preziosa em Ilha Grande
Desembarque em Ilha Grande
         Em Ilha Grande não há porto, então, assim como em Búzios, o navio ancora longe da costa e o desembarque dos passageiros é feitos em pequenas embarcações até Vila do Abraão, que é considerada a 'Capital da Ilha Grande', onde se localiza a maior parte das pousadas, restaurantes e da infra estrutura da ilha.

MSC Preziosa em Ilha Grande

MSC Preziosa em Ilha Grande

MSC Preziosa em Ilha Grande

               No desembarque na ilha começa a oferta dos passeios de escuna, lancha, táxi marinho... que levam a outras praias consideradas paradisíacas. Pelo que vi nas fotos expostas pelos vendedores de passeios são lugares realmente muito bonitos, mas não vejo muito sentido em sair de um barco (navio), pegar outro (bote) para chegar até a ilha e então pegar mais um (escuna) para voltar mar adentro, onde já estávamos no navio. Dos seis passeios oferecidos no navio para essa escala, quatro eram de escuna, variando entre USD 55.90 e USD 69.90. O que ouvi de alguns passageiros é que os passeios feitos em Búzios e Ilha Grande são muito parecidos.

MSC Preziosa em Ilha Grande
Táxi boat
           Procuramos uma mesa para ficar por ali olhando o movimento e quem sabe tomar um banho de mar, mas não deu. São tantas embarcações ancoradas, saindo e chegando que é impossível relaxar estando dentro d'água. Achei perigoso.

MSC Preziosa em Ilha Grande

              Os preços por ali também não eram animadores, então resolvemos voltar para o navio e almoçar por lá mesmo. Chega a ser engraçado que um ovo frito custe R$7,00. Quem quisesse almoçar um básico arroz, feijão e ovo gastaria R$27,00. Depois reclamam dos preços do navio!

MSC Preziosa em Ilha Grande
Clique para ampliar
               Por fim, não ficamos nem uma hora em terra e voltamos à bordo no bote lotado, pois não fomos os únicos a desanimar.  Nessa escala o navio ficou bem cheio o dia todo, ou seja, foram muitos os passageiros trocaram as belezas naturais de Ilha Grande pelo luxo do MSC Preziosa. Eu concordo!

MSC Preziosa em Ilha Grande

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30 de maio de 2014

Índice de postagens: MSC Cruzeiros

26 de maio de 2014

Uma semana sem internet


Imagem representando o desespero sem internet

             Há três anos e meio, quando comecei a escrever o blog, disse em minha primeira postagem que viajava sem notebook e era verdade, mas agora não consigo mais. Para me desconectar durante dias apenas em um cruzeiro marítimo. Não que eu tenha desistido de cara, até pensei na possibilidade e procurei saber os preços, mas sem chance:

Preços da internet nos navios da MSC Cruzeiros
    Com a cotação do dólar a R$2,46, quando viajei no MSC Preziosa, 1h de internet no Cyber Café do navio custaria R$57,57. Se utilizasse o sistema wifi das cabines e outros ambientes teria gastado R$68,63 por 1h de conexão.
    Se forem apenas 10 minutinhos para ver os e-mails R$9,60 já pagam, só não sei se dará para ver todos pois o que dizem é que a internet no navio é bem lenta.
   Quando o navio está ancorado aí depende muito da sorte. Eu não tive, meu celular ficou totalmente sem sinal a partir do momento em que o navio saiu do porto de Santos e não funcionou em nenhum dos portos. Mas com o navio ancorado era comum ver vários passageiros com seus celulares em mãos, geralmente no 14º deck (piscina) por ser aberto.
           Fiquei 4 dias totalmente desconectada. Em Ilhéus já não aguentava mais ficar sem o mundo digital e saí a procura de uma lan house no centro histórico. Achei um computador (era só 'um' mesmo) disponível em uma portinha onde se tirava xérox dentro de uma pequena galeria. O valor? R$3,00 por hora. Em pouco mais de 10 minutos, vi minha caixa de e-mails e enviei um "oi' pelo Facebook. Paguei R$1,00!
            Uma coisa é verdade, os cruzeiros são viagens memoráveis porque nos desligam do mundo virtual e por isso possibilitam que as experiências sejam mais intensas. Porém, é preciso estar ciente: uma semana de cruzeiro é uma semana longe das redes sociais. Aff!!
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22 de maio de 2014

Caldo de mandioca

Receita Caldo de mandioca

Ingredientes
1/2 kg de mandioca
1 tablete de caldo de legumes
2 gomos de linguiça calabresa
1 cebola ralada
2 dentes de alho amassados
2 pacotes (18 g) de pó para preparo
de sopa de mandioquinha
Cheiro verde
3 colheres de azeite

Sal a gosto

Modo de fazer
Corte a mandioca descascada em pedaços pequenos e cozinhe em panela de pressão com uma pitada de sal e o tablete de calde de legumes por aproximadamente 30 minutos. Refogue o alho e a cebola no azeite e acrescente a linguiça calabresa em rodelas finas. Reserve. Quando a mandioca estiver cozida, despeje essa mistura sobre ela e continue a cozinhar em fogo brando. Por último, acrescente o pó para preparo da sopa e o cheiro verde. Acerte o sal.


Sirva com croutons ou torradas.

21 de maio de 2014

Índice de postagens - Santiago do Chile

Bandeira do Chile em praça de Santiago, capital do país
Foto de Mônica Nóbrega Costa
           Eu não viajei para Santiago do Chile. Foi uma viagem frustrada pelo vírus H1N1, em 2009, depois de tudo programado. Já estava tudo pago, era a fase de organizar o roteiro, por isso, tinha informações, guias, fotos... e tudo que iria precisar na capital chilena. São esses dados que viraram postagens no blog, guardados para quando eu puder retomar o projeto.


Leia também:
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18 de maio de 2014

City Tour em Ilhéus

Praça em frente à igreja matriz de Ilhéus - BA
Praça em frente à igreja

Frente da igreja de São Sebastião, em Ilhéus - BA
Igreja de São Sebastião
       Para quem chega a Ilhéus em escala de navio é muito simples conhecer a parte histórica da cidade. Fica tudo muito próximo e para ser feito a pé, por ruelas em que, algumas vezes, nem há passagem para carros.
    Ao desembarcarmos pegamos um dos táxis disponíveis no porto que cobram R$18,00 para levar até o centro histórico e mesmo valor para voltar. O navio (MSC Preziosa) também ofereceu um serviço de transfer de ônibus porto-centro histórico-porto a USD 9,90 por pessoa. Caríssimo se comparado ao valor do táxi, em quatro pessoas nossa economia foi de mais de R$60,00.
Bar Vesúvio e Igreja de São Sebastião vistos da sacada do teatro
Bar Vesúvio e Igreja de São Sebastião vistos da sacada do teatro
Capoeira em frente ao teatro de Ilhéus, na Bahia
Capoeira em frente ao teatro
Foram oferecidos também 7 diferentes passeios em Ilhéus com valores variando entre USD29,90 e USD 59,90. Preferimos fazer nosso próprio city tour e depois de ver o básico voltar para o navio, pois o dia estava um pouco chuvoso. Afinal, em algum momento tem que chover no nordeste não é, gente?  
        O táxi para na praça da primeira foto onde se localiza a imponente Igreja de São Sebastião. À esquerda da Igreja, ainda na praça, fica o Bar Vesúvio, famoso pelo livro Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado. No bar, que na história é do turco Nacib e onde Gabriela é cozinheira, há uma estátua de Jorge Amado sentado em uma das mesas em formam-se filas para fotografar. 
       Seguindo pela mesma rua do Vesúvio fica o Teatro de Ilhéus, a Casa da Cultura Jorge Amado e uma rua comercial onde fiz um grande achado: internet por R$3,00 a hora!! Meu celular não dava sinal nem no navio e nem em terra e já estava ficando louca!
Bataclan, o cabaré mais famoso de Ilhéus nos anos 20.
Bataclan, o cabaré mais famoso da cidade nos anos 20.
      Atrás do Vesúvio, seguindo alguns metros por uma ruazinha bem estreita, fica o Bataclan, o cabaré mais famoso da cidade que hoje funciona como casa de shows e restaurante a quilo. O prédio foi restaurado e conservado com muitas de suas características originais. São R$3,00 para entrar mais o consumo, caso fiquem para o almoço.
Reprodução do quarto de Maria Machadão, no Bataclan, em Ilhéus
Reprodução do quarto de Maria Machadão
       Há exposição de fotos de época mostrando a cidade e a reprodução do quarto de Maria Machadão, a dona do cabaré.
Ilhéus vista do navio ancorado no porto.
Ilhéus vista do navio ancorado no porto.
      Na praça há placas direcionando os turistas para os pontos de interesse, acabei não passeando mais por conta da chuva. Ao lado da igreja há uma feirinha de artesanato e atravessando a avenida já se está na praia. Bem simples passear por ali e descobrir os encantos de Ilhéus.



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14 de maio de 2014

Jorge Amado e sua Ilhéus

          Assim era em Ilhéus, naqueles idos de 1925, quando floresciam as roças nas terras adubadas com cadáveres e sangue e multiplicavam-se as fortunas, quando o progresso se estabelecia e transformava-se a fisionomia da cidade.
(Gabriela, Cravo e Canela)
Escultura de Jorge Amado em tamanho natural no Bar Vesúvio, em Ilhéus
Escultura de Jorge Amado no Bar Vesúvio
           O turismo da cidade de Ilhéus respira as histórias do morador mais ilustre que já teve, Jorge Amado. O escritor baiano não nasceu na cidade e sim em uma fazenda do vizinho município de Itabuna. Mudou-se para lá com um ano de idade e em Ilhéus passou apenas sua infância, na adolescência já estava em Salvador.

Obras de Jorge Amado publicadas em diversos idiomas e expostos na Casa Jorge Amado, em Ilhéus
Livros expostos na Casa Jorge Amado
            Certamente os felizes anos da infância deixaram suficientes boas lembranças para que vários de seus livros tivessem Ilhéus como cenário:

           Agora não voavam mais sobre o mar verde. Primeiro foram os coqueiros e logo depois o morro da Conquista. O piloto inclinava o avião e os passageiros que iam do lado esquerdo podiam ver, como num postal, a cidade de Ilhéus se movimentando. 
(São Jorge dos Ilhéus)

Casa Jorge Amado, em Ilhéus - BA
        Hoje a casa onde Jorge Amado viveu transformou-se em museu em homenagem ao autor, com fotos, objetos pessoais e até a máquina de escrever de onde saíram tantas histórias sobre Ilhéus:



         O feitiço de Iemanjá é muito forte. Mas poderia ir embora. Iria com Lívia para bem distante dali, alguém já lhe disse que em Ilhéus um homem pode ganhar muito dinheiro. Iria trabalhar noutro oficio, fugiria daquele lugar. 
(Mar Morto)


         Manoel Misael de Souza Telles era o seu verdadeiro nome. Possuía mais de oitenta mil contos e as suas fazendas estendiam‑se por todo o município de Ilhéus.
 (Cacau)

Máquina de escrever de Jorge Amado exposta em sua casa-museu, em Ilhéus
          O mais interessante é que a homenagem foi feita em vida, o autor esteve presente na inauguração da Casa Jorge Amado e no final da visita há um vídeo de cinco minutos em que ele fala sobre a importância dessa casa em sua vida.

Roupas de Jorge Amado expostas em sua casa-museu em Ilhéus - BA
       Um pouco de história e de cultura não fazem mal a ninguém, além disso ajudam a tornar os passeios mais significativos, tanto para turistas quanto para os moradores que parecem desconhecer o básico sobre sua cidade.

Literatura de cordel baseada nas obras de Jorge Amado vendidas em Ilhéus - BA
Cordel sobre obras de Jorge Amado, entre outros.

         Ouvi um turista perguntando a um jovem vendedor de chaveiros o motivo da cidade se chamar Ilhéus. Por acaso se trataria de uma ilha? E a resposta veio sem titubear:
     _ Não, é porque Jorge Amado que escolheu esse nome.
    Dá pra imaginar o que é para uma professora de literatura ouvir tal absurdo sem interromper a conversa? Para a felicidade (e alívio) de minhas filhas e meu marido, eu consegui.
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10 de maio de 2014

Ilhéus de Jorge Amado e de Gabriela

          Andar pelas ruas de Ilhéus é como entrar no livro Gabriela Cravo e Canela, de Jorge Amado. Abaixo seguem fotos que tiramos na cidade, imagens de cenários da Rede Globo para a novela Gabriela e trechos do livro do autor baiano. 

Bar Vesúvio, da novela Gabriela, da rede Globo
Bar Vesúvio, na Rede Globo.

"O Bar Vesúvio era o mais antigo da cidade. Ocupava o andar térreo de um sobrado de esquina numa pequena e linda praça em frente ao mar, onde se erguia a Igreja de São Sebastião."
Bar Vesúvio, em Ilhéus - BA
Bar Vesúvio, em Ilhéus












Bordel Bataclan, da novela Gabriela, da rede Globo
Bataclan, na Rede Globo






"O Bataclan e o Trianon eram os principais cabarés de Ilhéus, frequentados pelos exportadores, fazendeiros, comerciantes, viajantes de grandes firmas."




Bordel Bataclan, em Ilhéus - BA
Bataclan, em Ilhéus






Palco do Bataclan, da novela Gabriela, da rede Globo
Palco do Bataclan na Rede Globo
Palco do bordel Bataclan, em Ilhéus - BA
Palco do Bataclan em Ilhéus


"A orquestra do Bataclan atacava valsas, tangos, foxtrotes, polcas militares."





Intendência da cidade de Ilhéus, na rede Globo. Novela Gabriela.
Intendência, na Rede Globo.


"Mas a verdade é que na praça Seabra elevavam-se também o edifício da intendência, a sede do Progresso e o Cinema Vitória em cujo segundo andar residiam rapazes solteiros e funcionava numa sala de frente, o Grêmio Rui Barbosa."
Intendência de Ilhéus - BA
Intendência (Prefeitura), de Ilhéus
Altar da Igreja de São Sebastião na novela Gabriela, da Rede Globo
Altar da igreja de São Sebastião, na Rede Globo.
Altar da Igreja de São Sebastião, em Ilhéus - BA
Altar da igreja de São Sebastião, em Ilhéus.

"A lábia do dentista e suas melenas ondeadas, seus olhos derramados, tristonhos como os da imagem de São Sebastião trespassado de flechas no altar-mor da pequena igreja da praça, ao lado do bar."


Viaje na Literatura.



5 de maio de 2014

Os turistas secretos - Moacyr Scliar

Guias de viagem impressos de diversas partes do mundo
      Havia um casal que tinha uma inveja terrível dos amigos turistas – especialmente dos que faziam turismo no exterior. Ele, pequeno funcionário de uma grande firma, ela, professora primária, jamais tinham conseguido juntar o suficiente para viajar. Quando dava para as prestações das passagens não chegava para os dólares, e vice-versa; e assim, ano após ano, acabavam ficando em casa. Economizavam, compravam menos roupa, andavam só de ônibus, comiam menos – mas não conseguiam viajar para o exterior. Às vezes passavam uns dias na praia. E era tudo.
      Contudo, tamanha era a vontade que tinham de contar para os amigos sobre as maravilhas da Europa, que acabaram bolando um plano. Todos os anos, no fim de janeiro, telefonavam aos amigos: estavam se despedindo, viajavam para o Velho Mundo. De fato, alguns dias depois começavam a chegar postais de cidades européias, Roma, Veneza, Florença; e ao fim de um mês eles estavam de volta, convidando os amigos para verem os 'slides' da viagem. E as coisas interessantes que contavam! Até dividiam os assuntos: a ele cabia comentar os hotéis, os serviços aéreos, a cotação das moedas, e também o lado pitoresco das viagens; a ela tocava o lado erudito: comentários sobre os museus e locais históricos, peças teatrais que tinham visto. O filho, de dez anos, não contava nada, mas confirmava tudo; e suspirava quando os pais diziam:
         - Como fomos felizes em Florença!
     O que os amigos não conseguiam descobrir é de onde saíra o dinheiro para a viagem; um, mais indiscreto, chegou a perguntar. Os dois sorriram, misteriosos, falaram numa herança e desconversaram.
         Depois é que ficou se sabendo.
        Não viajavam coisa nenhuma. Nem saíam da cidade. Ficavam trancados em casa durante todo o mês de férias. Ela ficava estudando os folhetos das companhias de turismo, sobre – por exemplo – a cidade de Florença: a história de Florença, os museus de Florença, os monumentos de Florença. Ele, num pequeno laboratório fotográfico, montava 'slides' em que as imagens deles estavam superpostas a imagens de florença. Escrevia os cartões-postais, colava neles selos usados com carimbos falsificados. Quanto ao menino, decorava as histórias contadas pelos pais para confirmá-las se necessário.
        Só saíam de casa tarde da noite. O menino, para fazer um pouco de exercício; ela, para fazer compras num supermercado distante; e ele, para depositar nas caixas de correspondência dos amigos os postais.
      Poderia ter durado muito e muitos anos, esta história. Foi ela quem estragou tudo. Lá pelas tantas, cansou de ter um marido pobre, que só lhe proporcionava excursões fingidas. Apaixonou-se por um piloto, que lhe prometeu muitas viagens, para os lugares mais exóticos. E acabou pedindo o divórcio.
         Beijaram-se pela última vez ao sair do escritório do advogado.
         - A verdade – disse ele – é que me diverti muito com a história toda.
         - Eu também me diverti muito – ela disse.
         - Fomos muito felizes em Florença – suspirou ele.
         - É verdade – ela disse, com lágrimas nos olhos. E prometeu-se que nunca mais iria a Florença.