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7 de fevereiro de 2015

Processo contra a TAM - último capítulo.

A paciência é amarga, mas seu fruto é doce. 
(Rousseau)



             Vamos direto ao ponto: depois de 6 meses consegui receber da TAM Airlines o reembolso do prejuízo que tive por ser impedida de fazer o check-in de um voo de Porto Alegre a Ribeirão Preto estando dentro do limite de tempo para o mesmo (leia aqui). Pedi o ressarcimento dos custos que tive com passagens aéreas da Avianca, transporte terrestre até minha casa e gastos com alimentação no aeroporto de Guarulhos.
      Meu primeiro contato após o ocorrido foi com a própria empresa, demonstrando o erro por meio de comprovações. Fui ignorada, como resposta recebi apenas uma mensagem padrão via e-mail sem possibilidade de retorno (leia aqui). A Anac? Perda de tempo. A mesma resposta padrão para toda e qualquer reclamação. Então iniciei o processo no Procon de minha cidade e a TAM passou o caso a seus advogados da Dantas, Lee, Brock e Camargo. Esse foi o período mais estressante pois a resposta ao Procon veio repleta de mentiras absurdas, inclusive que eu não havia utilizado o bilhete de ida (leia aqui). 
          Nesse ponto eu pensei em desistir para evitar o desgaste, mas deixei o processo correr e foi marcada a audiência no Procon em 11/11/2014, nela o representante da TAM, que mal sabia o que havia ocorrido, apresentou a proposta da empresa de R$500,00 para encerrar o assunto. Minha resposta foi curta e rápida: "Não!". A audiência durou menos de 10 minutos.
        Juntei as 61 páginas do processo para dar sequência no Juizado Especial Cível (Pequenas Causas) quando recebi no início de dezembro a ligação dos advogados pedindo o número de minha conta para ser feito o depósito em 15 dias (até 24/12/2014), depois passaram para 14/01/2015 e só vi esse dinheiro na minha conta no início de fevereiro.
          Nesse intervalo de tempo, houve o caso do juiz Baldochi (leia aqui) que deu voz de prisão aos funcionários da TAM por ser impedido de embarcar sob a alegação de prazo encerrado. A situação foi muito parecida com a minha, mas ao juiz a TAM ofereceu lugares "sem custo" em outro voo.
        Enfim, minha irritação resultou em 4 postagens do blog linkadas neste post, pelas quais peço desculpa aos leitores pelo assunto desinteressante. Porém me atrevi a escrever mais esta pois ela comprova que a TAM testa a paciência de seus passageiros e tenta vencer pelo cansaço. Realmente é cansativo, mas vale a pena seguir em frente muito mais pela satisfação que pelo dinheiro.
         Quero agradecer aqui ao Guilherme, do Meu Milhão de Milhas pelo apoio e a inspiração para continuar. Como me disse um outro amigo blogueiro: "Essas coisas acontecem conosco para termos o que contar no blog".
logo mala

Leia também:
- Voo cancelado da Passaredo
- Cancelamento em caso de catástrofes naturais
- A primeira mala extraviada

Conheça seus direitos:
- ANAC - resolução 141
- Cartilha - Projeto boa viagem
- E se eu perder o voo?
- Cartilha - Direitos dos turistas
- Cartilha - Direitos dos passageiros
- Guia Viaje Legal





Um comentário:

  1. Silmara, parabéns pelo resultado! Demorou, mas valeu a pena!

    E obrigado por me citar. Sempre torci por você e por essa causa, mais do que justa!

    ResponderExcluir

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