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12 de fevereiro de 2015

Que moeda levar em um cruzeiro marítimo

Que moeda levar em um cruzeiro marítimo?


           Quem viaja em cruzeiros marítimos pela América do Sul passa por três países - Brasil, Argentina e Uruguai - e precisa decidir que moeda levar: reais, dólar, pesos argentinos e uruguaios ou cartão de crédito. Não existe resposta única para "Qual a melhor moeda a levar?", depende da cotação na época da viagem, de já ter ou não os dólares guardados, entre alguns outros fatores, mas há como pesar alguns pós e contras para se decidir:

Cartão do navio: Não importa com que moeda você decidiu carregá-lo, dentro do navio esta será a forma de pagamento para tudo. É o mesmo cartão que abre sua cabine. A moeda oficial dos navios é o dólar, então qualquer valor depositado em outra moeda será convertido em dólar na cotação do navio. O depósito é feito logo no primeiro dia de embarque e quantas outras vezes o passageiro desejar. É possível pedir o extrato para acompanhar seus gastos várias vezes durante a viagem, no último dia o extrato será entregue na cabine para que o passageiro feche sua conta.

Cartão de crédito: Precisa ser internacional e é bom lembrar-se de avisar a administradora de que estará viajando em tal data e para tais países, pois do contrário pode acontecer de bloquearem por segurança. Sobre o cartão de crédito é bom lembrar que se em reais a orientação dos economistas já é ter cautela, imagine com dólar em alta. A fatura será convertida na cotação do dia do pagamento e não da compra + IOF de compras efetuadas no exterior, então, em período de instabilidade da moeda, é impossível saber o valor exato do pagamento a ser feito em reais.

Reais: Com a moeda brasileira paga-se 'quase' tudo. É comum que nos pontos mais frequentados por turistas no Uruguai e na Argentina aceitem a moeda brasileira, mas há exceções. Em Montevidéu, por exemplo, o passeio do ônibus turístico só aceitava moeda local. Já o dólar é aceito com mais facilidade.

Dólar: Com ele sim se paga tudo, sempre haverá alguém oferecendo câmbio em plena rua, mas cuidado nunca é demais, os relatos de notas falsas são frequentes. Então se a opção for pela moeda americana convém comprá-la no Brasil em casas de câmbio devidamente reconhecidas. Pode-se sair ganhando ou perdendo em alguns centavos, não há como evitar. Em janeiro/2015, eu paguei R$2,76 por dólar no Brasil, a cotação do navio era R$2,75.

Pesos argentinos: Nem todas as casas de câmbio possuem pronta entrega, em algumas é preciso encomendar com alguns dias de antecedência. Também é jogar com a sorte comprá-los no Brasil, pois a cotação da Argentina pode ser melhor. Em janeiro, com um dólar no Brasil se comprava 7,86 pesos e na Argentina a cotação era de 12 pesos para 1 dólar. Já com R$1,00 no Brasil se comprava 3 pesos e na Argentina 4,2 pesos.

Pesos uruguaios:  A questão aqui é a quantidade de cédulas, pois o peso uruguaio é bem desvalorizado em relação ao real e mais ainda ao dólar. Por exemplo, 438 pesos é o valor do passeio no ônibus turístico e corresponde a aproximadamente 60 reais.

Tempo: Dizem que tempo é dinheiro, então é bom colocá-lo na conta. As escalas costumam ser muito rápidas e para aproveitar o máximo possível de cada uma não é uma boa ideia perder tempo procurando onde cambiar o dinheiro. Minha preferência é levar dólares e um pouco de pesos (tanto argentinos quanto uruguaios), assim se preciso faço o câmbio no momento mais oportuno e não necessariamente ao desembarcar em cada porto.
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3 comentários:

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