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24 de agosto de 2015

Compras em São Paulo

São Paulo
São Paulo é tudo de bom!
       Cidades maiores  costumam ter centros comerciais com preços muito atrativos em relação à maioria das outras cidades, mas acredito que, no Brasil, nenhuma receba tantos visitantes para compras quanto São Paulo.  Diariamente, a capital do Estado recebe em média 500 mil compradores em seus centros populares de comércio, número que chega a um milhão na época das festas de final de ano.

    Os preços são realmente muito bons, numa média de 100% a 300% mais baratos que o comércio local do interior do próprio Estado de São Paulo. Por isso, todos os dias a região das compras fica repleta de ônibus e vans que trazem sacoleiros e afins. Há vários bairros com produtos específicos, como o Jardim Liberdade, onde se encontram os produtos de origem oriental, mas os centros mais procurados são aqueles onde estão as roupas, acessórios, produtos para decoração e presentes: Brás, região da Rua 25 de Março e Bom Retiro.

Feirinha da Madrugada - Brás
Feirinha da Madrugada, no Brás. Clique para ampliar as fotos.
- Feirinha da Madrugada - é onde tudo começa a partir das 3h da madrugada seguindo até às 16h, uma hora depois de aberta  já se encontram os carrinhos transbordando de sacolas  enormes e cheias. O esquema é levar as compras para o ônibus ou a van, que estão estacionados no entorno dos boxes, e voltar para comprar mais. Se a 'feirinha' foi pequena algum dia, isso foi há muito tempo, pois hoje de diminutivo tem apenas o nome, são quase 2500 boxes distribuídos em 137 mil metros quadrados. Alguns poucos boxes aceitam cartão de crédito, porém, os valores baixos para quem compra no varejo não incentivam mesmo seu uso, são 10 reais aqui, 15 reais ali, 25 acolá... Se o dinheiro acabar, é só ir até um dos caixas eletrônicos dentro do próprio recinto e continuar a 'gastação'. Por ali também há banheiros e lanchonetes não muito animadores, mas bem disputados, afinal quem está na chuva é para se molhar. Elabore um roteiro para percorrer os corredores, do contrário você não saberá mais por onde passou ou não, já que os boxes possuem produtos bem parecidos. Eu prefiro ir por fora até o lado oposto de onde está estacionado o ônibus ou a van e voltar costurando os corredores. Não há perigo de se perder no labirinto de roupas, brinquedos, capas de celulares, bolsas, etc... se não souber onde está, vá para o lado externo e se localize por lá. A faixa em um dos portões dá as boas vindas aos visitantes do "maior circuito de compras da América Latina", por isso, lembre-se que passar por 2500 boxes exige disposição e calçados confortáveis.


- Brás - Saindo dos portões da Feirinha está o comércio do Brás. Os comerciantes de roupas e calçados, entre outros produtos, sempre foram contra a Feirinha da Madrugada que tira de suas lojas os clientes em potencial. Porém, a clandestinidade da madrugada, que estendia-se até o horário comercial (8h), após 14 anos de existência tem local próprio e autorização para funcionamento por 13 horas consecutivas (das 3h às 16h), ou seja, se não há o que fazer contra, junte-se a eles. Foi isso que os comerciantes do Brás fizeram: começaram a abrir suas lojas na madrugada e a buscar clientes nos portões da Feirinha gritando ofertas irresistíveis. Raros são os estabelecimentos que abrem apenas após as 8h e em muitos casos têm preços melhores que os boxes de coreanos. Há lojas que vendem apenas no atacado com quantidade mínima de peças e exigência de CNPJ, mas a grande maioria está aberta ao varejo. E o Brás ainda tem, além de lojas e barracas de camelôs, aqueles vendedores informais que espalham suas mercadorias pelas calçadas e, não entendo como, possuem a capacidade de adaptar-se às necessidades do freguês: começa a chover e imediatamente surgem dezenas de ambulantes vendendo capas de chuva a R$2,50. Não se engane, a qualidade é tão baixa quanto o preço.


- Região da 25 de Março - Gosto muito! Há um post exclusivo sobre a Rua 25 de Março aqui. Fica bem próxima do Brás, há quem faça o trajeto a pé, ou de metrô, mas um táxi dividido em 4 pessoas fica bem baratinho. Combine o grupo antes de abordar os taxistas, pois eles não aceitam combinações de última hora para dividir o táxi e alegam que o serviço é individual, coletivo é ônibus. A Rua 25 de Março é para quem quer comprar acessórios, brinquedos, armarinhos, artigos para festas, fantasias, tecidos, objetos de decoração... há de tudo. Quando minhas filhas eram pequenas, eu comprava tudo para as festas de aniversário lá, a variedade é enorme e os preços são excelentes. Aqui também há lojas com preços específicos para vendas no atacado, porém são poucas. Por exemplo, os óculos distribuídos em festas de 15 anos e casamentos custam a partir de R$2,00 desde que comprados em uma quantidade mínima de 50 peças. Há situações em que o preço dobra entre o atacado e o varejo, mesmo assim geralmente vale a pena.



Mercadão de SP
- Mercadão de São Paulo - Já falei especificamente sobre ele aqui e aqui. Fica no centro de São Paulo, na região da 25 de Março e é a melhor opção para seu almoço seja para experimentar o famoso sanduíche de mortadela, os pastéis de bacalhau ou camarão, ou qualquer outra delícia servida por lá. As frutas mais suculentas e bonitas e os temperos mais exóticos também se encontram por lá. Diferente dos outros locais de compras, aqui o que atrai a clientela não são os preços e sim os sabores variados e a qualidade dos produtos oferecidos. As opções do cardápio têm o tempero exato, mas os preços são um pouco salgados: pão com mortadela - R$25; pastel de camarão - R$22; pastel de bacalhau - R$20; bolinho de bacalhau - R$18. Mas já que você economizou nas compras merece esbanjar no almoço caprichado, além disso o forte da região da Rua 25 de Março não são as lanchonetes e os restaurantes, as poucas opções nem sempre são confiáveis o que faz com que o Mc Donalds tenha filas até nas calçadas. Outra dica: banheiros são raros por ali, então sempre que houver um disponível não perca a oportunidade. O Mercadão tem vários, vá tranquila!


Lojas da Rua José Paulino- Bom Retiro - a principal rua é a José Paulino que tem as vitrines mais bonitas e de onde saem os vestidos de festa, os terninhos e as roupas sociais. Comparado com o comércio popular do Brás ou da 25 de Março os preços são bem mais elevados, porém a qualidade dos produtos aumenta junto. Agora, se compararmos o mesmo tipo de roupa comprada em lojas das cidades pequenas, avantagem é enorme. Aliás é dali que saem as roupas das boutiques de sua cidade, pode estar certa disso. Uma amiga que visitava o Bom Retiro pela primeira vez comentou que no Brás havia visto todas as roupas da Loja X de nossa cidade (mais popular) e no Bom Retiro todas as roupas da Loja Y (mais exclusiva e mais cara), inclusive uma blusa idêntica a que ela comprou por R$80 estava ali na vitrine à nossa vista por R$35. Após às 16h as ruas começam a pipocar de ambulantes, tanto porque nesse horário a Feirinha fechou, quanto porque geralmente o Bom Retiro é deixado por último no tour de compras, então esse é o horário em que os compradores começam a chegar. Uma curiosidade: muitas lojas dessa rua têm gatos que circulam preguiçosamente entre os compradores, uma graça! 

        Se você está naquele time de quem sempre teve vontade de fazer compras em São Paulo, mas nunca teve coragem, pare de perder tempo. Se não gostar, basta não voltar. Em toda cidade, principalmente do Estado de SP, sempre tem alguma empresa de ônibus ou van que oferece o serviço regular de leva e traz para o tour de compras.
          Segue um mapinha e uma sugestão de roteiro:


região de compras em SP
Clique para ampliar
- Chegada entre 3h e 4h da madrugada: Feirinha;
- Das 7h às 10h: Comércio do Brás;
- Das 10h às 14h: Região da 25 de Março (transporte + almoço);
- Das 14h às 16h: Bom Retiro.

     Procure sair de São Paulo antes das 17h para evitar o congestionamento diário da Marginal Tietê.
Boas compras!
logo mala



Um comentário:

  1. Olha eu já fui em quase todos esses lugares, com exceção do Mercadão (que tenho muita vontade de ir ainda) e o bom retiro. Se a questão for roupa, eu opto pela feirinha haha já gastei horrores por lá!
    Um beijo grande,
    Larissa S.

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