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29 de maio de 2015

Rio de Janeiro, por Mônica Nóbrega

     Minha entrevistada é apaixonada por viagens e, por mais que eu insista, não quer fazer um blog, mas tem sempre a maior boa vontade em colaborar com o De Turista a Viajante. Aqui ela nos conta um pouco como é viver na Cidade Maravilhosa, onde nasceu e de onde nem pensa em sair.


1- Você já viajou para vários lugares do mundo. O que de especial só o Rio de Janeiro tem para atrair tantos turistas?


    A "Cidade Maravilhosa", é exuberante pela sua natureza: intercedendo praias, montanhas, céu azul, sol radiante devido ao seu clima tropical e também pelo seu povo alegre, cativante e despojado. O sentimento de magia desta cidade que até nós moradores temos, nascidos aqui ou não, é indescritível. Quando sobrevoo o Rio de Janeiro chegando de alguma viagem sempre constato o quanto essa cidade é linda.


2-O Rio de Janeiro dos moradores é diferente do Rio de Janeiro dos turistas? O que a mídia exagera ou deixa de mostrar?

    Até um determinado ponto sim, como em qualquer lugar turístico, mas o divertido é que os turistas conseguem se adaptar ao estilo carioca de ser com facilidade, todos acabam se sentindo bem à vontade e adotando o nosso jeitinho descontraído. 
    Acho que a mídia transmite nossa maneira de viver com muita transparência, cito até o lado da violência urbana, existente em qualquer metrópole do mundo, assim como os problemas rotineiros de como chegar aos locais devido ao trânsito caótico. O Rio de Janeiro hoje está passando por uma grande transformação com obras intensas nas vias públicas , metrô, e outros, muito em favor das Olimpíadas e que começou com a Copa do Mundo de 2014 deixando assim a promessa de benfeitorias.


3-A praia preferida dos turistas e dos moradores é a mesma? Se elas são diferentes, em que aspectos?



    Há algum tempo atrás a praia mundialmente conhecida dos turistas era Copacabana, hoje Copacabana continua a ser a mais procurada mas já pode ser disputada com Arpoador, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca e Recreio e não tem essa de dividir entre moradores e turistas, é tudo junto e misturado. A diferença entre elas é quase nula, é questão de preferência mas concluindo todas são lindas e divertidas e é só escolher entre a mais badalada, a mais sossegada, a mais espaçosa, a mais acolhedora, a mais perto , a mais longe...

    As praias de Copacabana, Arpoador (onde aplaudimos o pôr do sol), Ipanema, Leblon e São Conrado fazem parte da Zona Sul; e as praias da Barra da Tijuca, Recreio, Grumari e Prainha estão na Zona Oeste.




4-Quem aproveita melhor o destino: famílias, solteiros, casais em Lua de Mel... Por quê?




    No Rio de Janeiro não existe distinção de turistas, por ser uma cidade grande qualquer perfil se encaixa. Há diversão pra todos os tipos, gostos e idades.



5-O que é só para turista ver e muitos moradores nem conhecem?


    Essa pergunta é interessante porque em qualquer lugar que formos depararemos com essa situação. Os pontos turísticos ainda são muito pouco visitados pelos próprios cariocas provavelmente pelos valores que são beeeemmm turísticos, tanto que há o Projeto Carioquinha que dá desconto aos moradores da cidade , geralmente só no mês de junho. Isso vale para o Corcovado e Pão de Açúcar.

    No Rio de Janeiro, talvez por já convivermos com a situação, real, do dia-a-dia da cidade, visitar as favelas virou um item de turismo que chama muita a atenção dos turistas.


6-Que lugares só os moradores frequentam? Dê algumas dicas para quem quer ser mais que ‘turista’ na cidade.

    Acho difícil achar algum lugar que não tenha pelo menos um turista. No verão as praias ficam movimentadas até de madrugada, curtir um bate-papo nos quiosques ou até mesmo nas areias ou um mergulho, levando suas bebidas em cooler e petiscos. Um show nas grandes casas de espetáculos. Pós praia em algum shopping para um lanche ou almoço ainda com a roupa de praia. Um cineminha. Um choppinho nos bares espalhados pela cidade. Final da tarde no Lagoon Gourmet. Café da manhã na Confeitaria Colombo no Forte de Copacabana ou no quiosque Aloha na Barra da Tijuca ou um Açaí ou Água de Côco no final da tarde, Lapa e tantas outras coisas...
    Dentro do Estado do Rio de Janeiro gosto de sugerir a cidade de Arraial do Cabo, onde encontramos praias maravilhosas dignas de um Caribe, onde podemos mergulhar em águas cristalinas com restaurante flutuante, passeio de skuna e outros.

7-Dica para quem tem apenas o final de semana para visitar o Rio: que lugares não pode deixar de ir?

    Final de semana é muito pouco para uma cidade como o Rio de Janeiro, mas se não tem jeito então vale o Corcovado e/ou Pão de Açúcar, ambos tem vistas maravilhosas da cidade, alguma praia, um city tour, um passeio em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas e à noite um jantar seguido de uma balada (entre tantas, bares na Lapa ou ensaio de escola de samba).

8-De quantos dias seria o ideal de uma estadia para conhecer os pontos mais interessantes?

Mirante do Cristo - Rio-Petrópolis
    Uma semana no mínimo, se puder mais, aproveitar para visitar outras cidades na Região Oceânica e Serrana do Rio de Janeiro.







9-Para quem está começando a planejar a viagem:


- melhor época do ano para se visitar: verão é sempre mais alegre e divertido quando o espírito carioca está mais aflorado, mas qualquer época é viável.



- melhor lugar para se hospedar: Ipanema, Leblon, Copacabana ou Barra da Tijuca , perto da praia é tudo de bom. 

10-Só pode dizer que conheceu um pouco do Rio de Janeiro quem:



- Fotografou no Arpoador o Pôr do Sol.




- Passeou pelo calçadão de uma praia e saboreou um açaí batido com banana ou água de côco geladinha.



- Conheceu Corcovado e/ou Pão de Açúcar.


- Visitou algum museu (Museu de Arte Contemporânea em Niterói e aproveitar para passar pela Ponte Rio-Niterói) ou Maracanã ou Jardim Botânico ou Floresta da Tijuca.




- Jantou na churrascaria Porcão, Balada Mix, Paris 6, Brás Pizzaria, Confeitaria Colombo, Fasano, Delírio Tropical, ou algum bar na Lapa, etc, etc, etc...Gastronomia é tudo e aqui tem tantos lugares bacanas... 

- Encontrou um " famoso" passeando em um shopping da Zona Sul ou Barra da Tijuca ou até na praia.



- Assistiu algum show , seja em casa de espetáculos ou na praia.


- Participou de alguma trilha ou ensaio de escola de samba, ou saltou de asa delta.



- Levou de lembrança ...uma canga ou uma rasteirinha.



11-O que faltou dizer aos turistas e viajantes sobre o Rio de Janeiro?

    O Rio de Janeiro é um Estado que tem como capital a cidade do Rio de Janeiro, de mesmo nome. Isso confunde um pouco mas é bom deixar claro que existe no Estado cidades lindas entre elas: Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Rio das Ostras que ficam na conhecida Região dos Lagos; Petrópolis, Itaipava, Teresópolis, Nova Friburgo que ficam na Região Serrana ; Conservatória, Penedo, Visconde de Mauá, Itatiaia, na Região Fluminense, Angra dos Reis, Ilha Grande, Parati, Itacuruçá, Mangaratiba, na Costa Verde e tantas outras. 
Admirar e curtir o Rio sem pressa, pegar a estrada e conhecer outras cidades. 
    A maioria dos cariocas está sempre de bem com a vida, bastou aparecer um solzinho que todos vão pra rua aproveitar o dia, então não se esconda, se infiltre.
   Todo cuidado é pouco, não esqueça que a cidade é pequena em sua geografia mas é grande em população, com todos os problemas que concernem uma metrópole. Evite andar sozinho se não conhecer bem o local. Quanto mais simples mais carioca, então nada de ostentar joias e aparelhos sofisticados, mas ande sempre com identificação. Informe-se sempre antes de sair, como chegar (com um bom aplicativo) e horários, o Rio de Janeiro tem um trânsito caótico então procure chegar sempre mais cedo que o combinado. Evite os horários de "rush" tanto no trânsito, como ônibus e metrô, procure horários alternativos.
    Taxi, peça sempre de cooperativa e se informe sobre valor aproximado da corrida para não ter surpresas desagradáveis.
   No mais é vestir a camisa da cidade, se divertir e esperar as próximas férias.

Piratininga

Outras dicas de residentes:

- Ziga da Zuca - 11 coisas baratas e 100% cariocas para se fazer no Rio;
- Apaixonados por Viagens - Mini Guia do Rio de Janeiro


Outras colaborações de Mônica Nóbrega no De Turista a Viajante:

Como montar a mala de viagem para a Europa

Compre seus ingressos para atrações do Rio de Janeiro aqui.

Leia a mesma entrevista respondida por duas blogueiras, turistas no RJ:
Rio de Janeiro, por Gabi e Fabia


27 de maio de 2015

Aguce seus sentidos em Campos do Jordão

   Aqui começa uma série de postagens deliciosas sobre Campos do Jordão, onde participamos do 1º Campos Blog Trip que aconteceu de 21 a 24 de maio de 2015.
 Seria impossível encapsular Campos em uma única definição, pois trata-se de um destino turístico multifacetado, onde não há limites entre destino de inverno, gastronômico, de aventura, de ecoturismo, de compras... tudo se junta e se harmoniza em Campos do Jordão. A cidade não é apenas para ser vista, é para ser sentida aguçando também o paladar, o tato, o olfato e a audição de seus visitantes.

Paladar 
Cerveja com pinhão; brigadeiro de pinhão (Rancho Sto Antônio);
aperitivo de pinhão refogado (Seu Jordão); filé com pinhão e shitake
(Cantinho da Serra); massa com pinhão, alcaparras e tomates secos
(La Gália).


   Os sabores de Campos do Jordão são tão ricos e variados que comer torna-se parte dos prazeres da viagem. A cidade realizou em 2015 o 3º Festival de Gastronomia da Montanha que privilegiou a preparação de pratos à base de ingredientes regionais, entre outros, a truta, o shitake, o chocolate, as frutas vermelhas, a cerveja e o pinhão, que marca forte presença tanto em pratos doces quanto salgados, e até mesmo na cerveja. Para saborear o pinhão escolha entre as massas, as carnes, a farofa, o aperitivo, o brigadeiro ou outro dos inúmeros pratos oferecidos com a iguaria, só não deixe de experimentar.

Olfato

Vista da Pousada das Hortênsias (1ª foto) e a Serra da Mantiqueira
fotografada desde os jardins do Amantikir.
    Há muito mais para se sentir que para se dizer, basta lembrar que ali respira-se um ar de extrema pureza, que já foi considerado o melhor clima do mundo pelo Congresso Climatológico de Paris (1957). Quem busca fragrâncias mais intensas que aquelas típicas da natureza pode escolher entre o aroma adocicado das fábricas de chocolate ou o cheiro típico e forte da mistura de lúpulo, cereais e outros ingredientes da fabricação de cerveja. Respire e delicie-se.

Tato
Folhas secas dos plátanos; loja de roupas de inverno; lareira da
Pousada das Hortênisas; Fusca decorando a praça durante o Festival de Lã;
luvas e cachecol produzidos em Campos do Jordão.

 A sensação aconchegante do frio é a mais esperada por quem visita Campos do Jordão. Porém, essa sensação gostosa não se limita ao inverno da cidade mais alta do Estado de São Paulo. Em todas as estações Campos cativa seus visitantes, principalmente aqueles vindos de regiões onde as temperaturas se elevam facilmente acima dos 40º e, por isso, buscam o conforto térmico do lugar onde, no verão, os termômetros pouco passam dos 20º. Delícia é passear pelas lojas e comprar malhas macias e quentinhas, produzidas nas malharias da própria cidade, a preços excelentes.

Visão
Algumas obras do Palácio Boa Vista: Daisy, Victor Brecheret;
Retrato de Mário de Andrade, Tarsila do Amaral;
Operários, Tarsila do Amaral.
      Campos é lindo! Em cada canto há um encanto para deslumbrar o olhar do visitante. Deixe seus olhos livres para se perderem nas belezas naturais, na arquitetura e nas obras de arte tanto do Museu Felícia Leirner, quanto do Palácio Boa Vista, residência oficial de inverno do Governador do Estado de São Paulo, que abriga obras de arte dos mais bem conceituados artistas brasileiros: Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret, Cândido Portinari, Di Cavalcante, entre vários outros. Como acontece na maioria dos museus de arte, não é permitido fotografar; é um pouquinho frustrante, mas reserva o privilégio de apreciar essas obras apenas para quem esteve no local.

Audição
Imagens do site Guia de Campos do Jordão

    Há mais de 40 anos, Campos do Jordão reúne artistas da música clássica do mundo todo em seu Festival de Inverno, que se realiza no mês de julho. O primeiro evento aconteceu ainda na década de 70 e o palco foram os salões do Palácio Boa Vista. Hoje, em sua 46ª edição, o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão tem como sede oficial o Auditório Cláudio Santoro, em cujos jardins está o Museu Felícia Leirner, com obras da artista polonesa que escolheu o Brasil como Pátria. Porém, não é apenas no mês de julho que os ouvidos dos visitantes são presenteados, durante todo o ano, diariamente às 17h45min, no Mosteiro São João, as Irmãs Beneditinas realizam um recital de canto gregoriano na capela do convento. 

      No vídeo abaixo há mais um pouquinho do que vimos e ouvimos. Veja, ouça, mas não deixe de presentear seus olhos e ouvidos com os prazeres que Campos do Jordão pode oferecer.




Boa Viagem!

26 de maio de 2015

Moedas de Gramado - RS




           Gramado se renova a cada estação nas atrações oferecidas aos turistas. Ano a ano surgem novos museus, restaurantes, pontos a serem visitados.


    Entre minhas duas visitas às Serras Gaúchas, em 2012 e 2014, foram inaugurados o Mundo Gelado, o Snowland, os bondinhos aéreos da Cascata do Caracol e surgiram as maquininhas de moedas como souvenirs de viagem.
      Nos Estados Unidos também há máquinas de moedas, mas as americanas são feitas com moedas de um penny que, ao girar uma manivela, se transformam em chapinhas com desenhos em alto relevo. Minhas filhas trouxeram várias, falei sobre elas aqui, e eu adorei porque enquanto se preocupavam com a coleção de moedas, esqueciam-se dos bichinhos de pelúcia dos parques da Disney.

   Gramado copiou além das lojas de souvenirs nas saídas de várias atrações, as máquinas de moedas que ali são um pouco diferentes, menos interativas, mas igualmente atraentes para as crianças.
   Nas principais atrações lá estão elas, seja em Gramado ou Canela. Em Bento Gonçalves também encontramos uma na estação da Maria Fumaça. Algumas tocam música ou emitem sons de acordo com a atração que representam.
           Eu gostei!

23 de maio de 2015

Churrascaria Coxilha dos Pampas

Não há churrasco mais famoso que o gaúcho, isso todo mundo diz, mas não dá para irmos para o Rio Grande do Sul cada vez que der aquela vontade de comer uma boa carne.
Churrascaria Coxilha dos Pampas

20 de maio de 2015

Mais uma voltinha em Porto Ferreira

Compras em Porto Ferreira
     Já falei sobre Porto Ferreira aqui, mas depois de mais uma voltinha pelo paraíso dos objetos de decoração, não resisti a falar um pouco mais sobre a Capital da Cerâmica Artística.
       O motivo de nossa visita desta vez foi a decoração de um apartamento e, como lá os objetos vendidos vão muito além dos aparelhos de jantar (lindos!) que deram fama à cidade, é o lugar ideal para ter boas ideias.



Compras em Porto Ferreira     Além da cerâmica, há lojas de móveis, flores artificiais, quadros e muita decoração, desde objetos em miniatura até os maiores como fontes e estátuas. Os preços são tentadores: puffs a partir de R$12,90, aparadores de ferro e vidro a partir de R$ 40,00 e por aí vão as tentações...
Compras em Porto Ferreira

   Montei os vasinhos de violetas por pouco mais de R$5,00 cada um, comprando tudo por lá: argila, musgo, vasos e flores. Alguns itens custam centavos.
Compras em Porto Ferreira


     A prateleira ao lado é de uma das lojas de aromatizadores, ali você encontra de tudo: frascos em vários formatos, palitos, laços, bandejinhas de apoio, laços, essências... e depois monta o aromatizador com a sua cara.
Compras em Porto Ferreira
    Na minha casa nova, vários cantinhos têm objetos de Porto Ferreira. Almofadas há em todas as cores e estampas, essas da foto custaram R$17,90 cada uma e o apoio de copos para braço de sofá pode ser encontrado a partir de R$23,00.

Compras em Porto Ferreira
     As miniaturas ficam sobre meu microondas. São da loja Cerâmicas Ana Paula que tem muita variedade e ótimos preços. A loja se parece com um grande loja de 1,99, mas por ali há objetos muito graciosos. O bule com a xícara maior custaram R$10,00 e o bule com as xícaras menores, R$4,90. As bandejinhas são da loja de aromatizadores: R$0,90. Dá para resistir?
Compras em Porto Ferreira

     Além dos produtos encontrados durante todo o ano, as lojas se abastecem de produtos especiais na época do Dia das Mães e do Natal. 
  Tão pertinho de Ribeirão Preto, de vez em quando dou uma passadinha por lá.
logo mala

Rota Ribeirão Preto - Porto Ferreira
Clique no mapa para ampliá-lo

17 de maio de 2015

Ship Tour - MSC Revela II

Mesa de iluminação e som dos shows noturnos

              Ship Tour é o nome de uma das excursões oferecidas pela MSC Cruzeiros, é um passeio a espaços restritos do navio, onde normalmente só a tripulação têm acesso. Nosso primeiro Ship Tour foi no MSC Preziosa e gostamos tanto que quisemos repetir no cruzeiro seguinte - MSC Poesia - mesmo sabendo que o que veríamos não era muito diferente do que conhecemos na vez anterior (veja aqui). O passeio é realmente bem interessante.

Figurinos e bancada dos camarins.
     O passeio guiado começa no teatro e além dos camarins, conhecemos a logística dos shows e a cabine de onde se opera som e luzes que fazem parte do espetáculo. As explicações aqui são bem completas, ficamos sabendo, por exemplo, que cada apresentação fica em cartaz por dois anos e não são trocadas as sete (sete noites) de uma única vez. Os artistas têm várias nacionalidades e a mistura de números de canto, dança, malabarismo, mágica... visam agradar a todos os públicos.

Cartaz com a orientação à tripulação: Smile

          De lá, descemos para os decks destinados às cabines da tripulação, são os decks que ficam abaixo do 5º, onde também estão a lavanderia, a padaria, açougue, cozinha, os depósitos e toda a logística que faz o navio funcionar como uma cidade flutuante. A orientação aos funcionários é sempre "sorrir":

S = Smile & Greet
M = Make the difference
I = Involve yourself
L = Lead by example
E = Enhance guests' experience


          A lavanderia funciona 24 horas por dia em ritmo intenso, nela a opção é ter uma única nacionalidade, no caso são os indonésios, para facilitar a comunicação. São eles que trabalham horas e horas sem ver a luz do Sol para depois de meses voltarem às suas famílias com as economias conseguidas com tanto esforço. Claro que surgem as perguntas sobre trabalho escravo, a resposta do guia da excursão é que todos estão ali por livre e espontânea vontade, podendo sair quando quiserem e se a opção é pelo árduo trabalho, é porque em seus países estariam em situação pior.


        Cozinha e padaria têm ritmos industriais e uma curiosidade: é raríssimo ver uma mulher por lá, são quase exclusivamente homens comandados pelos chefes italianos. Nos dois ship tours que fiz não houve resposta à pergunta do porquê essa preferência pelos cozinheiros. Mistério! Não é exatamente 'tudo' que a MSC Revela.


         Os estoques obviamente são bem grandes. Alguns produtos são importados e vêm principalmente da Itália já com o navio, entre essas exclusividades estão as massas, os ingredientes dos sorvetes (gelattos) e algumas bebidas como o vinho e o lemoncello. Os vinhos têm preços incríveis e podem ser comprados e trazidos para casa (falei deles aqui). Os produtos frescos, que precisam ser repostos, são recarregados sempre no porto de Santos em quantidade suficiente para abastecer o navio durante a semana.


          Um bônus do passeio pelos espaços exclusivos do navio foi conhecer e ver trabalhar o artista das frutas e legumes, que faz as esculturas incríveis que decoram os balcões e pistas de alimentação. Vê-lo fazendo juro que parece fácil, tamanha habilidade e rapidez com que os vegetais se transformam em flores, animais, rostos humanos, etc


         O término do ship tour é sempre no restaurante temático do navio. No Preziosa é o Eataly, no Poesia, o restaurante de comida japonesa, mas seja qual for a qualidade dos pratos e do atendimento é sempre impecável. É uma pequena maratona, que exige algum fôlego e calçados confortáveis... mas vale muito a pena!

14 de maio de 2015

Bosque de Ribeirão Preto

Bosque de Ribeirão Preto

              O Bosque e Zoológico Fábio Barreto não chega a ser uma atração imperdível que desloque pessoas de outras cidades exclusivamente para visitá-lo, mas para quem mora nas proximidades ou está de passagem pela cidade é uma boa opção para a programação de final de semana.

10 de maio de 2015

Casapueblo - Punta del Este



              Estive em Punta del Este duas vezes em escalas de navio. Na primeira (em 2010) fizemos um city tour para conhecer um pouco do tão famoso balneário uruguaio, foi um bom passeio, mas voltei frustrada por ter apenas passado pela Casapueblo, sem tempo para entrar e percorrer seus labirintos.


        Em janeiro deste ano não tive dúvidas, pegamos um táxi no porto e fomos direto conhecer a casa-escultura do artista plástico Carlos Páez Villaró, que localiza-se em Punta Ballena, a aproximadamente 15 km do centro de Punta del Este.


           A construção, que foi iniciada em 1958, abrange um museu, uma galeria de arte, um hotel com 72 apartamentos, além de loja e restaurante para acolher os turistas. O que torna essa escultura habitável tão especial é ter sido modelada pelas mãos de seu próprio criador. Não há linhas retas, tudo é muito lindo e extremamente harmônico.


          Não pude presenciar, mas dizem que o pôr-do-sol, visto da Casapueblo é um espetáculo emocionante. Imagino que este seja o motivo da luminosidade no acervo do artista que tem muitas obras inspiradas no astro rei. Villaró faleceu em janeiro de 2014, antes disso, os mais sortudos podiam encontrá-lo pessoalmente no momento mais lindo do dia e até ouvi-lo declamando um de seus poemas. 



         O museu é cheio de surpresas em cada canto, são obras de cerâmica, ferro, madeira, material alternativo, telas, tapeçarias... enfim, Villaró era um artista completo e tinha amigos ilustres que podem ser vistos nas fotos espalhadas pelos ambientes da Casapueblo. Entre eles estão Pablo Picasso e o nosso Vinícius de Moraes.
La Pionera
         Minha filha sentiu falta de fotos da construção da casa, em suas várias etapas. Buscando pela internet, encontrei uma única foto que registra a origem da construção, a partir de uma casa de lata, depois revestida de madeira que era utilizada por Villaró como ateliê. Essa construção inicial é chamada de La Pionera.


          A loja tem muitas peças com reproduções de obras do artista uruguaio, não há lugar mais significativo no Uruguai para escolher sua lembrança de viagem. A forma mais prática de chegar por ali é de táxi ou serviços contratados de Vans. Qualquer que seja sua escolha, combine ida e volta, pois não há táxis vazios passando por ali.


       O ingresso ao museu pode ser pago em dólar ou em pesos uruguaios, que a atendente agradece com ar aliviado, pois geralmente os turistas chegam com notas altas de dólar dificultando o troco. Quem chega pelo Aeropuerto Internacional de Punta del Este, pode fazer o câmbio da moeda local na Global Exchange, a mesma casa de câmbio que temos no Brasil nos aeroportos de Brasília e Natal.
Boa viagem!



Imagens do site oficial